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Monitoramento de Pivô Central pelo Celular: O Que Dá Para Acompanhar

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
2 de out.
9 min de leitura

Com o HIDROPAAS, o monitoramento de pivô central mostra no celular se o pivô está ligado ou parado e em que ponto da volta ele parou. Também avisa quando ele para, liga e desliga a distância e acompanha pressão, energia, corte de cabo, vazão, nível da fonte, chuva e umidade do solo. Sentido de giro e velocidade não entram.

Capa com o texto “Monitoramento de pivô central” sobre ilustração aérea de lavouras irrigadas por pivô central e a faixa HIDROPAAS · Monitoramento de água e energia

O que dá para acompanhar no pivô pelo celular?

Dá para ver se o pivô está rodando ou parado, em que ponto da volta ele está e o que mantém ele funcionando: pressão, energia, cabo, água e solo. Cada leitura entra no mesmo painel e pode virar um alerta no celular.

A diferença está no tempo de reação. Sem monitoramento, a parada das duas da manhã só aparece quando alguém passa pelo pivô no dia seguinte. Com o alerta, você fica sabendo em minutos e decide na hora se manda alguém, religa ou espera.

O que aparece no celular

Para que serve no campo

Guia do tema

Ligado ou parado, com aviso quando para, e o ponto da volta onde parou

Saber da parada em minutos e mandar a equipe direto ao lugar certo

Liga e desliga, com programação por horário

Partir e parar sem ir até o quadro

Pressão, com aviso quando sai do normal

A queda ou a alta pode indicar vazamento, rompimento ou entupimento

Corrente e falta de fase

Proteger a motobomba e os motores das torres

Corte de energia ou de cabo

Aviso na hora de um possível furto

Consumo e horário de funcionamento

Rodar dentro da janela do desconto irrigante

Vazão e volume captados

Relatório para a outorga

Nível do poço, rio ou represa

Evitar a bomba rodando a seco

Chuva e umidade do solo

Decidir quando ligar

As leituras chegam por 2G, 3G, 4G, Wi-Fi, rádio, LoRa, satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento. Sem sinal no pivô? Veja como resolver em monitorar pivô sem sinal de celular.

Ilustração de um pivô central visto de cima, com a parte irrigada em verde até o ponto onde o braço parou às 03:40, o resto do círculo ainda sem água neste turno e um celular com o alerta HIDROPAAS: pivô 3 parado, sem energia no quadro, posição 140° da volta.

O que o monitoramento do HIDROPAAS não mede?

O HIDROPAAS não mede o sentido de giro nem a velocidade do pivô. Por isso, ele não mostra o percentímetro nem calcula o tempo de volta: esses ajustes continuam no painel do próprio pivô.

Isso importa porque o percentímetro define a lâmina. Pela publicação técnica nº 84 da Embrapa Arroz e Feijão (2009), a lâmina fica perto da lâmina a 100% (L100) dividida por P/100. No exemplo da Embrapa, 4,3 mm a 100% viram cerca de 14 mm com o percentímetro em 31%.

O que o HIDROPAAS entrega para essa conta é a outra metade: vazão captada, volume, horas com o pivô ligado e posição. Com esses dados você confere se a água que saiu da fonte bate com a lâmina planejada. O passo a passo está em como calcular a lâmina do pivô.

Uniformidade também não é medida pelo sistema. Ela se confere com teste de coletores no campo, e a pressão fora do projeto é uma das causas de água mal distribuída. Veja como saber se a água do pivô chega igual.

Quantos pivôs centrais existem no Brasil?

Em 2024 eram 33.846 pivôs centrais no Brasil, segundo o levantamento da Embrapa (Guimarães e Landau, 2024). O crescimento é o mais rápido da série que começa em 1985.

Indicador

Valor

Área irrigada por pivôs em 2024

2.200.960 ha

Número de pivôs em 2024

33.846

Pivôs novos de 2022 a 2024

3.807

Crescimento da área de 2022 a 2024

+14,68%

Área nova por ano, em média (2022 a 2024)

140.842 ha

Tamanho médio por pivô

cerca de 65 ha (cálculo a partir dos dados da Embrapa)

Área no Cerrado

72,1%

Minas Gerais lidera com 636.994 ha, seguida de Bahia (404.444 ha), Goiás (345.530 ha), São Paulo (247.389 ha) e Rio Grande do Sul (205.620 ha). Entre os municípios, São Desidério (BA) ficou em primeiro, com 91.687 ha, à frente de Paracatu (MG), Unaí (MG), Cristalina (GO) e Barreiras (BA).

Gráfico de barras horizontais com a área irrigada por pivôs centrais em 2024, em mil hectares: Minas Gerais 637, Bahia 404, Goiás 346, São Paulo 247, Rio Grande do Sul 206, Mato Grosso 183 e Mato Grosso do Sul 64, segundo a Embrapa.

Os números de cada região estão nos guias regionais:

Mais pivô também significa mais disputa por água. A irrigação já responde por 50,3% da água retirada no Brasil, segundo a Conjuntura dos Recursos Hídricos da ANA (2025). Com tanta água em jogo, a captação do pivô em geral depende de outorga ou de dispensa do órgão, e vários órgãos estaduais pedem medição do volume.

O que você perde quando não enxerga o pivô?

Você pode perder água na fase em que a lavoura não perdoa, o motor da bomba, o cabo das torres e o desconto na conta de luz. Muitas vezes, o prejuízo maior não é a falha: é o tempo entre ela acontecer e alguém perceber.

Uma noite parada na fase crítica

Falhas e paradas costumam ter causas conhecidas: falta de energia, obstrução no rastro das torres, bocal entupido, vazamento em juntas ou curto-circuito, conforme o professor Scaloppi (FCA/UNESP) na Revista Cultivar (2020). Algumas param a máquina; outras deixam o pivô rodando e aplicando água errado. Segundo o mesmo artigo, um único bocal entupido a 400 metros do centro pode comprometer cerca de 1,5 hectare.

No milho, a fase crítica vai do pendoamento ao início do enchimento de grãos. Uma semana de déficit no florescimento pode reduzir o rendimento em 50%, segundo Nickell (1983), citado por Moura et al. (Embrapa Milho e Sorgo, 2012). Em Janaúba (MG), 25 dias sem irrigação no florescimento causaram quedas de 41% a 66%, conforme o híbrido (Fonseca e Magalhães, Embrapa Milho e Sorgo).

Uma noite não é uma semana. Mas cada parada vista só de manhã atrasa o turno de rega, e várias delas no florescimento somam dias de água a menos. A conta de quanto isso custa está em pivô parado sem você saber.

Motor queimado por falta de fase

A motobomba e os motores das torres costumam ser trifásicos, e a falta de fase causa sobrecarga no motor, como explica o material de instalações elétricas do IFSC. O manual da Leão para bombas submersas (2025) exige relé de falta de fase no trifásico e cancela a garantia por falta de fase ou funcionamento a seco. Veja como ser avisado em falta de fase no pivô.

Cabo furtado das torres

Em fevereiro de 2024, a Polícia Civil de Goiás encontrou numa reciclagem mais de 2.000 kg de fio de cobre sem nota, em grande parte vindo de furtos de fio de pivô em propriedades rurais. Em Estrela Velha (RS), uma produtora somava cinco ocorrências e prejuízo de R$ 60 a 80 mil; no último furto, levaram o cabo de 13 torres de dois pivôs (Boca.com.br, abril de 2025).

A Lei 15.181/2025 endureceu as penas para furto e receptação de cabos de energia. O alarme não impede o furto, mas avisa na hora em que a energia ou o cabo é cortado. Veja o que fazer nos primeiros minutos em furto de cabo no pivô.

Energia paga fora da janela do desconto

Pela Portaria Normativa MME nº 137/2026, o desconto do irrigante vale em 8h30 por dia, contínuas ou em até três blocos de múltiplos de 30 minutos, e não vale das 17h às 21h30. Pivô ligado fora da escala combinada com a distribuidora roda sem o desconto naquele período. O percentual e a escala variam por distribuidora: confirme com a sua.

Medir o consumo também mostra onde está o gasto. Em 68 pivôs do RS, a energia variou de 2,52 a 4,42 kWh por hectare e por milímetro aplicado (Heuert et al., UFPel, 2018). Em quatro pivôs do MS, a eficiência energética real ficou entre 8,9% e 21,8% (Lima, tese UFU, 2008). Detalhes em energia do pivô no horário do desconto.

Bomba rodando a seco

Quando o nível do poço ou da represa baixa demais, a bomba pode trabalhar a seco; em bomba submersa, o manual da Leão cancela a garantia por funcionamento a seco. Um sensor de nível na fonte avisa antes de a água acabar. Veja nível do poço ou da represa do pivô.

Infográfico com quatro cards sobre o que se perde sem ver o pivô: noite parada, lembrando que no milho 25 dias sem água no florescimento causaram quedas de 41% a 66%; motor queimado, porque a falta de fase causa sobrecarga e pode cancelar a garantia; cabo furtado, com uma produtora do RS que somava cinco ocorrências e R$ 60 a 80 mil de prejuízo; e energia fora da hora, sem desconto das 17h às 21h30.

Por que monitorar a fonte de água junto com o pivô?

Porque o pivô só entrega o que a fonte e a bomba conseguem mandar. Quando a pressão cai, a causa pode estar no pivô ou lá atrás, no poço, no rio ou na represa.

A Universidade de Nebraska-Lincoln (EUA) resume o que a pressão indica: mais baixa pode ser vazamento, baixa capacidade do poço ou problema na bomba; mais alta pode ser aspersor entupido ou configuração errada. Em outro trabalho da mesma universidade, 52% de 66 pivôs ficaram abaixo da pressão exigida em pelo menos 5% do tempo (UNL, dados dos EUA).

Com nível da fonte, vazão e pressão no mesmo painel, fica mais fácil separar um caso do outro. Se o nível do poço caiu junto com a pressão, o problema pode estar na fonte; se o nível está normal e a pressão caiu, olhe a bomba e a linha do pivô. A vazão e o volume ainda viram relatório, como mostram os guias de medição de vazão do pivô para a outorga e do medidor de vazão na saída do poço.

O Extremo Oeste Baiano mostra o peso da fonte. Segundo a Embrapa, o polo chegou a 332.563 ha em 2024, alta de 42,8%, com água subterrânea do Aquífero Urucuia e reservatórios de geomembrana. Ali, saber o nível do poço profundo e do reservatório é tão importante quanto saber se o pivô está girando.

Como funciona o monitoramento do pivô na fazenda?

Sensores no pivô, no quadro elétrico e na fonte mandam as leituras para um painel que você abre no celular. Quando algo sai do normal, o alerta chega na hora, e você pode ligar ou desligar o pivô dali mesmo.

  1. No pivô: estado (ligado ou parado), ponto da volta e pressão.

  2. No quadro elétrico: sensor de corrente, que não mexe no medidor da distribuidora, e o comando de liga e desliga.

  3. Na fonte: nível do poço, rio ou represa, vazão e volume captados.

  4. No campo: chuva e umidade do solo, com os sensores adequados.

  5. Comunicação: a que funciona no local, do 4G ao satélite.

  6. No celular: painel, alertas e relatórios.

Com o comando remoto, dá para programar horário de partida e parada e desligar sozinho em falha elétrica. O que precisa ter no quadro e os cuidados de segurança estão em como ligar e desligar o pivô pelo celular.

Chuva e umidade do solo ajudam a decidir a hora de irrigar. Veja quando ligar o pivô e a rotina semanal em manejo de irrigação no pivô.

Como o HIDROPAAS monitora o pivô pelo celular

O HIDROPAAS junta pivô, fonte de água e energia no mesmo painel, com alertas no celular e relatórios.

Em resumo: estado e ponto da volta, pressão, corrente e falta de fase com desligamento automático, aviso de corte de energia ou de cabo, vazão, volume, nível da fonte, chuva e umidade do solo, além de liga e desliga com programação por horário.

Ele não mede sentido de giro nem velocidade. Antes de instalar, avaliamos no projeto o pivô, o quadro e a fonte, e escolhemos a comunicação conforme o local. A PAAS trabalha com poços e água desde 1985, com geólogo responsável registrado no CREA. Veja também a solução HIDROPAAS para irrigação e pivôs.

Perguntas frequentes

O HIDROPAAS mostra a velocidade e o sentido de giro do pivô?

Não. O HIDROPAAS não mede sentido de giro nem velocidade, então não mostra o percentímetro nem o tempo de volta. Ele mostra se o pivô está ligado ou parado, em que ponto da volta ele está e avisa quando ele para.

Funciona em fazenda sem sinal de celular?

Funciona com a comunicação que chegar ao pivô: 2G, 3G, 4G, Wi-Fi, rádio, LoRa, satélite ou Starlink. A escolha depende do local e do investimento e é feita no projeto.

Serve para pivô antigo ou de outra marca?

Cada pivô é avaliado no projeto: olhamos o quadro, a fonte de água e o que dá para instalar em cada máquina. A ideia é ter a fazenda inteira no mesmo painel, mesmo com pivôs diferentes.

Já tenho o aplicativo do fabricante do pivô. Para que outro painel?

O aplicativo do pivô continua servindo para os ajustes da máquina, como a velocidade. O HIDROPAAS junta no mesmo painel o pivô, a fonte de água e a energia: nível do poço ou da represa, vazão captada, corrente, corte de cabo, chuva e umidade do solo, de todos os pivôs da fazenda.

Ligar o pivô a distância é seguro?

Pode ser, desde que siga o procedimento de segurança da fazenda. Combine com a equipe quem pode ligar e avise antes da partida, porque pode haver gente perto das torres ou do quadro. A instalação no quadro elétrico é serviço de eletricista habilitado, seguindo a NR-10.

O monitoramento ajuda na outorga e no desconto irrigante?

Ajuda nos dois. A vazão e o volume captados ficam registrados e viram relatório para a outorga. Para o desconto, a programação por horário mantém o pivô dentro da escala combinada com a distribuidora, lembrando que o benefício exige outorga, licença ambiental e medição separada.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

Monitorar o pivô é saber em minutos, e não na manhã seguinte, que ele parou, onde parou e se a fonte, a energia e o cabo estão em ordem. Para montar isso na sua fazenda, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

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