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Pivô Parado Sem Você Saber: Quanto Custa e Como Receber o Alerta

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
2 de out.
7 min de leitura

Pivô parado sem você saber é lavoura sem água até alguém passar por lá, muitas vezes só na manhã seguinte. Uma noite não é uma semana, mas paradas repetidas no florescimento somam: no milho, uma semana de déficit pode reduzir o rendimento em 50%, segundo estudo citado pela Embrapa. O alerta no celular avisa em minutos onde ele parou.

Capa com o texto “Pivô parado: quanto custa” sobre ilustração aérea de lavouras irrigadas por pivô central e a faixa HIDROPAAS · Monitoramento de água e energia

Por que o pivô para sozinho de madrugada?

Por problemas comuns de campo, que à noite ninguém vê. O pivô para, a lavoura fica sem água, e a parada só aparece quando alguém passa pela área.

  • Falta de energia na rede ou no quadro.

  • Obstrução no rastro das torres, que trava a roda e para a máquina.

  • Pneus e redutores gastos, porca ou parafuso solto.

  • Bocal entupido e vazamento em juntas ou na caixa de engrenagem.

  • Curto-circuito e outros problemas elétricos.

  • Cabo cortado em furto.

As cinco primeiras causas estão no artigo do professor Scaloppi (FCA/UNESP) na Revista Cultivar (2020). Algumas param a máquina na hora; outras deixam o pivô rodando e aplicando água errado. Segundo o mesmo artigo, um único bocal entupido a 400 metros do centro pode comprometer cerca de 1,5 hectare.

A parte elétrica merece atenção à parte. Na falta de fase, o motor trifásico entra em sobrecarga, como mostra o material de instalações elétricas do IFSC. Veja o que isso faz com a bomba em bomba submersa queimando: falta de fase e subtensão.

Quanto custa uma noite com o pivô parado?

Depende da cultura, da fase e de quanto tempo ele ficou parado, mas a conta começa pela área que deixa de receber água na hora prevista. Veja um exemplo ilustrativo com um pivô do tamanho médio do Brasil.

A Embrapa contou 33.846 pivôs e 2.200.960 ha em 2024, o que dá cerca de 65 ha por pivô (cálculo a partir do levantamento). No exemplo, esse pivô dá uma volta em 20 horas e aplica 10 mm por volta. Pela fórmula da lâmina de Longo et al. (1991), cada volta leva 6.500 m³ de água para a lavoura.

Tempo parado sem ninguém ver

Parte da volta que atrasa

Área sem a água prevista

Água que deixa de ser aplicada

2 horas

10%

6,5 ha

650 m³

5 horas (das 2h às 7h)

25%

16,25 ha

1.625 m³

8 horas (a noite toda)

40%

26 ha

2.600 m³

Exemplo ilustrativo: pivô de 65 ha, volta de 20 horas e 10 mm por volta. Troque pelos números do seu pivô: horas paradas divididas pelas horas da volta dão a parte da área que atrasa.

Para chegar ao valor em reais, use a produtividade esperada e o preço do grão da sua lavoura: o que pesa é quantas noites assim caem na fase crítica.

Essa água não some da fonte, mas o turno inteiro atrasa. Se a fazenda roda na janela do desconto irrigante, recuperar as horas perdidas pode significar ligar fora dela. O problema maior é quando o atraso cai na fase em que a planta não espera.

Ilustração de um pivô central visto de cima que parou às 02:10 na posição 210° da volta: em verde a área irrigada antes da parada, em laranja a faixa que teria sido irrigada nas cinco horas paradas até 07:10 sem alerta, e um celular mostrando o alerta HIDROPAAS que chegaria às 02:10: pivô 2 parado por falta de energia no quadro.

O que a lavoura perde quando o pivô para na fase crítica?

Perde produtividade, e a perda é maior quando a falta de água cai no florescimento. As pesquisas da Embrapa mostram o tamanho do estrago no milho, e soja, feijão e trigo também têm fases que não podem ficar sem água.

Cultura

Fase em que não pode faltar água

O que a pesquisa mostrou

Milho

Do pendoamento ao início do enchimento de grãos

1 semana de déficit no florescimento pode reduzir 50% do rendimento (Nickell, 1983, citado pela Embrapa)

Milho (Janaúba, MG)

Florescimento, com 25 dias sem irrigação

Quedas de 41% a 66%, conforme o híbrido

Soja

Germinação à emergência e floração ao enchimento

Consumo de pico de 7 a 8 mm por dia

Feijão

Floração ao desenvolvimento das vagens

Maior perda com déficit na floração, por queda de flores e vagens

Trigo

Emborrachamento ao fim do espigamento

Período em que a água não pode faltar

Em Teresina, 36 híbridos de milho com déficit do pré-pendoamento ao enchimento caíram, em média, de 8.587 para 2.548 kg/ha, cerca de 70% a menos (Cardoso et al., Embrapa). Em Janaúba, um dos híbridos foi de 7.245 para 2.435 kg/ha com 25 dias sem irrigação no florescimento.

Gráfico de barras verticais com a produtividade de um híbrido de milho em Janaúba (MG): 7.245 kg/ha com irrigação e 2.435 kg/ha com 25 dias sem irrigação no florescimento, segundo a Embrapa Milho e Sorgo.

Uma noite parada, sozinha, não causa uma perda dessas. O risco está na soma: parada às 2h, vista às 7h, religada às 9h, e outra parada dois dias depois, por exemplo. No florescimento, cada turno atrasado é água que a planta precisava naquele dia.

O que você perde quando descobre a parada só de manhã?

Você perde as horas entre a parada e a descoberta, e às vezes perde mais do que água. Algumas paradas escondem um problema que piora enquanto ninguém vê.

  • Horas de irrigação e o desconto da energia. Pela Portaria Normativa MME nº 137/2026, o desconto do irrigante vale em 8h30 por dia e não vale das 17h às 21h30. Recuperar o turno fora da escala combinada é rodar sem desconto. Veja a regra em desconto de irrigante 2026.

  • O motor. Se a parada veio de falta de fase, religar sem conferir pode forçar o motor de novo. Em bomba submersa, o manual da Leão (2025) cancela a garantia por falta de fase.

  • O cabo. Se a parada foi furto, cada hora sem aviso é vantagem para quem levou o cobre. Em Estrela Velha (RS), o último furto levou de uma vez o cabo de 13 torres de dois pivôs, e a produtora já somava R$ 60 a 80 mil de prejuízo (Boca.com.br, 2025). Veja o que fazer em furto de cabo no pivô.

  • O tempo da equipe. Sem saber onde o pivô parou, alguém precisa rodar o círculo para achar a torre com problema.

Como o HIDROPAAS avisa quando o pivô para

O HIDROPAAS mostra no celular se o pivô está ligado ou parado e manda um alerta quando ele para. No mesmo aviso você vê em que ponto da volta ele parou, e no painel aparecem a energia, a pressão e a fonte de água daquele pivô.

  • Ligado ou parado, com alerta na hora da parada.

  • Ponto da volta onde o pivô está ou parou, para mandar a equipe direto ao lugar.

  • Corte de energia ou de cabo, com aviso no celular.

  • Corrente e falta de fase, com desligamento automático em falha elétrica.

  • Pressão, com aviso quando cai ou sobe fora do normal, o que pode indicar vazamento, rompimento ou entupimento.

  • Nível da fonte (poço, rio ou represa), vazão e volume captados.

  • Liga e desliga pelo celular, para religar sem ir até o quadro.

O HIDROPAAS não mede sentido de giro nem velocidade. A comunicação pode ser 2G, 3G, 4G, Wi-Fi, rádio, LoRa, satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento. Veja tudo o que dá para acompanhar no guia de monitoramento de pivô central.

Infográfico em fluxo com quatro passos do alerta de pivô parado: o pivô para por energia, torre presa, falha elétrica ou cabo; o alerta chega no celular em minutos, não na manhã seguinte; o painel mostra o ponto da volta, a energia e a pressão; e você decide se religa pelo celular ou manda a equipe ao ponto certo.

O que fazer quando o alerta de pivô parado chegar?

Primeiro, veja no painel o que mudou junto com a parada; depois decida se religa ou manda alguém. A ordem abaixo evita religar em cima de um problema.

  1. Olhe a energia, a pressão e o nível da fonte no mesmo painel, na hora da parada.

  2. Cabo cortado, ou só esse pivô sem energia com a rede normal? Trate como possível furto: não vá sozinho e chame a polícia.

  3. Falta de fase? Não religue antes de um eletricista conferir o quadro.

  4. Energia e fonte normais? A causa pode estar na máquina, como obstrução no rastro, pneu ou redutor. Mande a equipe ao ponto da parada, que aparece no painel, antes de religar.

  5. Torre conferida? Religue pelo celular seguindo o procedimento da fazenda e avise a equipe antes. O passo a passo está em como ligar e desligar o pivô pelo celular.

  6. Confira a pressão depois de religar. A Universidade de Nebraska-Lincoln (EUA) recomenda ler a pressão de 5 a 15 minutos após ligar.

Perguntas frequentes

Quais são as causas mais comuns de falha e parada do pivô?

Entre as causas estão falta de energia, obstrução no rastro das torres, pneus e redutores gastos, bocal entupido, vazamento e curto-circuito; furto de cabo também para o pivô. Algumas param a máquina, outras deixam a água mal aplicada. À noite, sem alerta, a parada só aparece de manhã.

Quanto tempo o pivô pode ficar parado sem prejuízo?

Não há um número fixo: depende da cultura, da fase, do solo e da água guardada nele. No florescimento do milho, uma semana de déficit pode reduzir o rendimento em 50%, segundo Nickell (1983), citado pela Embrapa Milho e Sorgo. Quanto mais perto da fase crítica, menor a folga.

O alerta mostra onde o pivô parou?

Sim. O HIDROPAAS mostra em que ponto da volta o pivô está ou parou, e a equipe vai direto ao lugar. Ele não mede sentido de giro nem velocidade.

Dá para religar o pivô pelo celular depois do alerta?

Dá, porque o HIDROPAAS liga e desliga o pivô pelo celular. Antes, veja o motivo da parada: se foi falta de fase ou cabo cortado, religar não resolve e pode forçar o motor; se a energia estava normal, a causa pode estar na torre e vale mandar alguém conferir. Siga o procedimento da fazenda e avise a equipe antes da partida.

Recebo aviso se a parada for por falta de energia ou corte de cabo?

Sim. O HIDROPAAS avisa no celular quando a energia ou o cabo é cortado. Isso ajuda a decidir quem chamar: o eletricista, a distribuidora ou a polícia, se houver suspeita de furto.

Precisa de sinal de celular no pivô para receber o alerta?

Não necessariamente. A comunicação pode ser 2G, 3G, 4G, Wi-Fi, rádio, LoRa, satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento. A escolha é feita no projeto.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

Quanto antes você sabe que o pivô parou, e onde, menos área fica sem água: em minutos, e não na manhã seguinte. Para receber esse alerta na sua fazenda, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

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