Pivô Parado Sem Você Saber: Quanto Custa e Como Receber o Alerta

Pivô parado sem você saber é lavoura sem água até alguém passar por lá, muitas vezes só na manhã seguinte. Uma noite não é uma semana, mas paradas repetidas no florescimento somam: no milho, uma semana de déficit pode reduzir o rendimento em 50%, segundo estudo citado pela Embrapa. O alerta no celular avisa em minutos onde ele parou.

Já perdeu uma noite de irrigação? Chame no WhatsApp e veja como receber o aviso de pivô parado.
Por que o pivô para sozinho de madrugada?
Por problemas comuns de campo, que à noite ninguém vê. O pivô para, a lavoura fica sem água, e a parada só aparece quando alguém passa pela área.
Falta de energia na rede ou no quadro.
Obstrução no rastro das torres, que trava a roda e para a máquina.
Pneus e redutores gastos, porca ou parafuso solto.
Bocal entupido e vazamento em juntas ou na caixa de engrenagem.
Curto-circuito e outros problemas elétricos.
Cabo cortado em furto.
As cinco primeiras causas estão no artigo do professor Scaloppi (FCA/UNESP) na Revista Cultivar (2020). Algumas param a máquina na hora; outras deixam o pivô rodando e aplicando água errado. Segundo o mesmo artigo, um único bocal entupido a 400 metros do centro pode comprometer cerca de 1,5 hectare.
A parte elétrica merece atenção à parte. Na falta de fase, o motor trifásico entra em sobrecarga, como mostra o material de instalações elétricas do IFSC. Veja o que isso faz com a bomba em bomba submersa queimando: falta de fase e subtensão.
Quanto custa uma noite com o pivô parado?
Depende da cultura, da fase e de quanto tempo ele ficou parado, mas a conta começa pela área que deixa de receber água na hora prevista. Veja um exemplo ilustrativo com um pivô do tamanho médio do Brasil.
A Embrapa contou 33.846 pivôs e 2.200.960 ha em 2024, o que dá cerca de 65 ha por pivô (cálculo a partir do levantamento). No exemplo, esse pivô dá uma volta em 20 horas e aplica 10 mm por volta. Pela fórmula da lâmina de Longo et al. (1991), cada volta leva 6.500 m³ de água para a lavoura.
Tempo parado sem ninguém ver | Parte da volta que atrasa | Área sem a água prevista | Água que deixa de ser aplicada |
2 horas | 10% | 6,5 ha | 650 m³ |
5 horas (das 2h às 7h) | 25% | 16,25 ha | 1.625 m³ |
8 horas (a noite toda) | 40% | 26 ha | 2.600 m³ |
Exemplo ilustrativo: pivô de 65 ha, volta de 20 horas e 10 mm por volta. Troque pelos números do seu pivô: horas paradas divididas pelas horas da volta dão a parte da área que atrasa.
Para chegar ao valor em reais, use a produtividade esperada e o preço do grão da sua lavoura: o que pesa é quantas noites assim caem na fase crítica.
Essa água não some da fonte, mas o turno inteiro atrasa. Se a fazenda roda na janela do desconto irrigante, recuperar as horas perdidas pode significar ligar fora dela. O problema maior é quando o atraso cai na fase em que a planta não espera.

O que a lavoura perde quando o pivô para na fase crítica?
Perde produtividade, e a perda é maior quando a falta de água cai no florescimento. As pesquisas da Embrapa mostram o tamanho do estrago no milho, e soja, feijão e trigo também têm fases que não podem ficar sem água.
Cultura | Fase em que não pode faltar água | O que a pesquisa mostrou |
Milho | Do pendoamento ao início do enchimento de grãos | 1 semana de déficit no florescimento pode reduzir 50% do rendimento (Nickell, 1983, citado pela Embrapa) |
Milho (Janaúba, MG) | Florescimento, com 25 dias sem irrigação | Quedas de 41% a 66%, conforme o híbrido |
Soja | Germinação à emergência e floração ao enchimento | Consumo de pico de 7 a 8 mm por dia |
Feijão | Floração ao desenvolvimento das vagens | Maior perda com déficit na floração, por queda de flores e vagens |
Trigo | Emborrachamento ao fim do espigamento | Período em que a água não pode faltar |
Fontes da tabela: Nickell (1983), citado por Moura et al. (Embrapa Milho e Sorgo, 2012); Fonseca e Magalhães (Embrapa Milho e Sorgo); Silva et al. (Embrapa Soja, 2016); Guimarães e Stone (Embrapa Arroz e Feijão); e Embrapa Cerrados, Comunicado Técnico 83 (2002).
Em Teresina, 36 híbridos de milho com déficit do pré-pendoamento ao enchimento caíram, em média, de 8.587 para 2.548 kg/ha, cerca de 70% a menos (Cardoso et al., Embrapa). Em Janaúba, um dos híbridos foi de 7.245 para 2.435 kg/ha com 25 dias sem irrigação no florescimento.

Uma noite parada, sozinha, não causa uma perda dessas. O risco está na soma: parada às 2h, vista às 7h, religada às 9h, e outra parada dois dias depois, por exemplo. No florescimento, cada turno atrasado é água que a planta precisava naquele dia.
O que você perde quando descobre a parada só de manhã?
Você perde as horas entre a parada e a descoberta, e às vezes perde mais do que água. Algumas paradas escondem um problema que piora enquanto ninguém vê.
Horas de irrigação e o desconto da energia. Pela Portaria Normativa MME nº 137/2026, o desconto do irrigante vale em 8h30 por dia e não vale das 17h às 21h30. Recuperar o turno fora da escala combinada é rodar sem desconto. Veja a regra em desconto de irrigante 2026.
O motor. Se a parada veio de falta de fase, religar sem conferir pode forçar o motor de novo. Em bomba submersa, o manual da Leão (2025) cancela a garantia por falta de fase.
O cabo. Se a parada foi furto, cada hora sem aviso é vantagem para quem levou o cobre. Em Estrela Velha (RS), o último furto levou de uma vez o cabo de 13 torres de dois pivôs, e a produtora já somava R$ 60 a 80 mil de prejuízo (Boca.com.br, 2025). Veja o que fazer em furto de cabo no pivô.
O tempo da equipe. Sem saber onde o pivô parou, alguém precisa rodar o círculo para achar a torre com problema.
Como o HIDROPAAS avisa quando o pivô para
O HIDROPAAS mostra no celular se o pivô está ligado ou parado e manda um alerta quando ele para. No mesmo aviso você vê em que ponto da volta ele parou, e no painel aparecem a energia, a pressão e a fonte de água daquele pivô.
Ligado ou parado, com alerta na hora da parada.
Ponto da volta onde o pivô está ou parou, para mandar a equipe direto ao lugar.
Corte de energia ou de cabo, com aviso no celular.
Corrente e falta de fase, com desligamento automático em falha elétrica.
Pressão, com aviso quando cai ou sobe fora do normal, o que pode indicar vazamento, rompimento ou entupimento.
Nível da fonte (poço, rio ou represa), vazão e volume captados.
Liga e desliga pelo celular, para religar sem ir até o quadro.
O HIDROPAAS não mede sentido de giro nem velocidade. A comunicação pode ser 2G, 3G, 4G, Wi-Fi, rádio, LoRa, satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento. Veja tudo o que dá para acompanhar no guia de monitoramento de pivô central.

O que fazer quando o alerta de pivô parado chegar?
Primeiro, veja no painel o que mudou junto com a parada; depois decida se religa ou manda alguém. A ordem abaixo evita religar em cima de um problema.
Olhe a energia, a pressão e o nível da fonte no mesmo painel, na hora da parada.
Cabo cortado, ou só esse pivô sem energia com a rede normal? Trate como possível furto: não vá sozinho e chame a polícia.
Falta de fase? Não religue antes de um eletricista conferir o quadro.
Energia e fonte normais? A causa pode estar na máquina, como obstrução no rastro, pneu ou redutor. Mande a equipe ao ponto da parada, que aparece no painel, antes de religar.
Torre conferida? Religue pelo celular seguindo o procedimento da fazenda e avise a equipe antes. O passo a passo está em como ligar e desligar o pivô pelo celular.
Confira a pressão depois de religar. A Universidade de Nebraska-Lincoln (EUA) recomenda ler a pressão de 5 a 15 minutos após ligar.
Perguntas frequentes
Quais são as causas mais comuns de falha e parada do pivô?
Entre as causas estão falta de energia, obstrução no rastro das torres, pneus e redutores gastos, bocal entupido, vazamento e curto-circuito; furto de cabo também para o pivô. Algumas param a máquina, outras deixam a água mal aplicada. À noite, sem alerta, a parada só aparece de manhã.
Quanto tempo o pivô pode ficar parado sem prejuízo?
Não há um número fixo: depende da cultura, da fase, do solo e da água guardada nele. No florescimento do milho, uma semana de déficit pode reduzir o rendimento em 50%, segundo Nickell (1983), citado pela Embrapa Milho e Sorgo. Quanto mais perto da fase crítica, menor a folga.
O alerta mostra onde o pivô parou?
Sim. O HIDROPAAS mostra em que ponto da volta o pivô está ou parou, e a equipe vai direto ao lugar. Ele não mede sentido de giro nem velocidade.
Dá para religar o pivô pelo celular depois do alerta?
Dá, porque o HIDROPAAS liga e desliga o pivô pelo celular. Antes, veja o motivo da parada: se foi falta de fase ou cabo cortado, religar não resolve e pode forçar o motor; se a energia estava normal, a causa pode estar na torre e vale mandar alguém conferir. Siga o procedimento da fazenda e avise a equipe antes da partida.
Recebo aviso se a parada for por falta de energia ou corte de cabo?
Sim. O HIDROPAAS avisa no celular quando a energia ou o cabo é cortado. Isso ajuda a decidir quem chamar: o eletricista, a distribuidora ou a polícia, se houver suspeita de furto.
Precisa de sinal de celular no pivô para receber o alerta?
Não necessariamente. A comunicação pode ser 2G, 3G, 4G, Wi-Fi, rádio, LoRa, satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento. A escolha é feita no projeto.
Veja também
Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.
Quanto antes você sabe que o pivô parou, e onde, menos área fica sem água: em minutos, e não na manhã seguinte. Para receber esse alerta na sua fazenda, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.
%20(2)_edited.jpg)



Comentários