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Monitorar Pivô Sem Sinal de Celular: Rádio, LoRa e Satélite na Fazenda

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
2 de out.
7 min de leitura

Dá para monitorar pivô sem sinal de celular. Onde o 4G não chega, o dado vai do pivô por rádio ou LoRa até um ponto com internet, como a sede, ou sai direto por satélite, inclusive Starlink. O meio certo depende do local e do investimento, e é escolhido no projeto.

Capa com o texto “Pivô sem sinal? Dá para monitorar” sobre ilustração aérea de lavouras irrigadas por pivô central e a faixa HIDROPAAS · Monitoramento de água e energia

Tem pivô onde o celular não pega? Mande no WhatsApp onde ficam os pivôs e a captação e veja qual comunicação faz sentido na sua fazenda.

Dá para monitorar o pivô sem sinal de celular na lavoura?

Sim. Quem precisa de internet é o celular de quem recebe o alerta, por sinal de celular ou Wi-Fi, e não necessariamente o pivô. No pivô, o equipamento pode usar outro caminho para mandar os dados até a internet.

Pense em duas pontas. Numa está o pivô, com os sensores de status, posição, pressão e energia. Na outra está o seu celular, que pode estar na sede, na cidade ou em outro estado. A comunicação liga as duas pontas, e há vários meios para fazer isso.

Onde o 4G pega bem no pivô, ele costuma ser o caminho mais simples. Onde não pega, entram rádio, LoRa, satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento. O mesmo vale para a fonte de água: o poço, o rio ou a barragem que abastece o pivô às vezes fica ainda mais longe da sede. O quadro completo do que dá para acompanhar está no guia de monitoramento de pivô central.

Por que o sinal de celular some justamente no pivô?

Porque o pivô fica onde estão a lavoura e a água, e não onde estão as antenas. A maior parte da área irrigada por pivôs no Brasil está no Cerrado, em polos agrícolas grandes e espalhados.

Segundo o levantamento da Embrapa sobre pivôs centrais no Brasil em 2024, o país tinha 33.846 pivôs em 2.200.960 hectares. Do total dessa área, 72,1% estava no Cerrado. O maior polo passou a ser o Extremo Oeste Baiano, com 332.563 ha, à frente do Noroeste de Minas, com 308.499 ha.

Gráfico de barras com a área irrigada por pivôs centrais por bioma em 2024: Cerrado 72,1%, Mata Atlântica 10,0%, Pampa 8,7%, Caatinga 5,4% e Amazônia 3,7%, segundo a Embrapa.

O tamanho também pesa. Dividindo a área pelo número de pivôs, a média fica perto de 65 ha por pivô (cálculo a partir dos números da Embrapa). Um círculo de 65 ha tem cerca de 455 m de raio, então a ponta da linha anda num círculo de quase 1 km de diâmetro.

O Wi-Fi da sede foi feito para cobrir casa e escritório, e não a lavoura. E o sinal de celular na zona rural muda muito de um ponto para outro. É comum o celular pegar na sede e sumir no pivô, ou pegar só num ponto mais alto do terreno.

O que você perde quando o alerta do pivô não chega?

Você perde tempo, e no pivô tempo é água que deixou de cair. Sem comunicação, o sensor pode até estar instalado, mas o aviso não sai da lavoura. O problema da madrugada só aparece quando alguém passa por lá de manhã.

Em todos esses casos, o tamanho da perda depende de quanto tempo passa até alguém ficar sabendo. Com o alerta chegando, você fica sabendo em minutos, e não na manhã seguinte. Veja quanto custa um pivô parado sem você saber e o que fazer no furto de cabo no pivô.

Ilustração, exemplo ilustrativo, de um pivô central visto de cima que parou às 02:10 a 210 graus da volta, com a parte já irrigada em verde e o restante seco, e um celular mostrando o alerta de pivô parado por falta de energia enviado por rádio.

Quais opções de comunicação servem para monitorar o pivô?

Seis meios atendem o monitoramento de pivô: celular (2G, 3G ou 4G), Wi-Fi, rádio, LoRa, satélite e Starlink. A escolha depende do local e do investimento, e não existe um meio melhor para toda fazenda.

Meio

Como o dado sai do pivô

Quando costuma fazer sentido

Celular (2G, 3G ou 4G)

Chip no equipamento, direto para a internet

Quando o sinal pega no pivô e na captação

Wi-Fi

Pela rede de internet da sede ou de um ponto próximo

Bomba, reservatório ou pivô perto de onde já existe rede

Rádio

Do pivô até um ponto da fazenda que tenha internet

Vários pivôs sem sinal e um ponto central com internet

LoRa

Rádio feito para dados pequenos, como status e leituras, até uma central com internet

Muitos pontos espalhados: pivôs, poço, barragem, pluviômetro

Satélite

O equipamento envia os dados direto pelo satélite

Ponto isolado, sem rede e sem como chegar por rádio

Starlink

Antena de internet via satélite num ponto da fazenda

Quando a fazenda já tem ou pretende ter internet via satélite naquele ponto

A tabela é uma referência geral. O que funciona no seu pivô depende de onde existe internet, da distância até lá, do relevo e de obstáculos no caminho, como mata e construções. Por isso a escolha é feita olhando o mapa da fazenda, e não o catálogo.

Infográfico com os seis meios de comunicação agrupados em quatro cards: celular 2G, 3G ou 4G onde há sinal, Wi-Fi perto da sede, rádio e LoRa até um ponto com internet, e satélite ou Starlink em ponto isolado.

O monitoramento de poço segue a mesma lógica. Veja como funciona o monitoramento de poço sem internet, com 4G e satélite.

Como escolher a comunicação certa para os pivôs da fazenda?

Comece pelo mapa, e não pela tecnologia. Marque os pivôs, a captação e os pontos que já têm internet, e defina quais avisos precisam chegar rápido.

  1. Liste os pontos a monitorar: cada pivô, o quadro da motobomba, o poço, o rio ou a barragem, e os sensores de chuva e umidade do solo.

  2. Confira o sinal no local do equipamento, e não só na estrada ou na sede. O sinal no centro do pivô pode ser bem diferente do sinal na captação.

  3. Veja onde já existe internet: sede, galpão, armazém ou uma antena de internet via satélite.

  4. Separe o que é urgente: pivô parado, corte de energia ou de cabo e pressão fora do normal precisam chegar na hora.

  5. Pergunte no projeto como o sistema se comporta se a comunicação de um ponto cair, e quem fica sabendo.

  6. Compare o investimento com a perda: uma noite de pivô parado no florescimento ou o cabo de várias torres levado.

  7. Combine com a equipe quem atende cada alerta e o que fazer na hora.

Numa mesma fazenda, cada ponto pode pedir um meio diferente: 4G onde pega, rádio ou LoRa onde não pega, satélite no ponto mais isolado. O importante é que os dados cheguem num lugar só, para você não precisar abrir um aplicativo por pivô.

Como o HIDROPAAS monitora o pivô onde não tem sinal

O HIDROPAAS usa o meio de comunicação que funciona no seu local: 2G, 3G, 4G, Wi-Fi, rádio, LoRa, satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento. Com o dado chegando, o painel no celular mostra o pivô, a água e a energia juntos.

  • Ligado ou parado: mostra se o pivô está funcionando e avisa quando ele para.

  • Posição: mostra em que ponto da volta o pivô está ou parou.

  • Comando: liga e desliga o pivô pelo celular, com programação por horário e desligamento automático em falha elétrica.

  • Pressão: mede e avisa quando ela cai ou sobe fora do normal.

  • Energia: corrente da bomba e do pivô, falta de fase e aviso de corte de energia ou de cabo.

  • Água: vazão e volume captados e nível do poço, rio ou barragem que abastece o pivô.

  • Clima e solo: chuva e umidade do solo, com os sensores adequados.

O HIDROPAAS não mede o sentido de giro nem a velocidade do pivô. Se o seu pivô é antigo ou de outra marca, avaliamos o equipamento no projeto antes de indicar a instalação. Antes de ligar a distância, siga o procedimento de segurança da fazenda e avise a equipe que está na lavoura.

O HIDROPAAS é da PAAS, que trabalha com poços e água desde 1985 e tem geólogo responsável registrado no CREA. Para ver como o painel junta irrigação e captação, conheça o monitoramento do HIDROPAAS para irrigação e pivôs.

Perguntas frequentes

Preciso de sinal de celular no pivô para receber o alerta?

Não necessariamente. Quem precisa de internet é o celular de quem recebe o alerta, por sinal de celular ou Wi-Fi, e não necessariamente o pivô. No pivô, os dados podem sair por rádio ou LoRa até um ponto com internet, ou direto por satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento.

Qual é melhor para o pivô: rádio, LoRa ou satélite?

Depende da fazenda. Rádio e LoRa fazem sentido quando existe um ponto com internet que os pivôs consigam alcançar. Satélite e Starlink entram em pontos isolados. A escolha é feita no projeto, olhando o mapa e o investimento.

Dá para usar Starlink no monitoramento do pivô?

Sim, o Starlink é uma das opções de comunicação do HIDROPAAS, conforme o local e o investimento. Ele leva internet a um ponto da fazenda, e os equipamentos próximos podem usar essa saída para mandar os dados.

O Wi-Fi da sede serve para monitorar o pivô?

Serve para equipamentos que fiquem perto da sede, como uma bomba ou um reservatório próximo. Para pivôs mais distantes, o Wi-Fi comum costuma não chegar. Aí entram rádio, LoRa, satélite ou 4G onde houver sinal.

Funciona em pivô antigo ou de outra marca?

Avaliamos o seu pivô no projeto antes de indicar a instalação. O HIDROPAAS mostra se o pivô está ligado ou parado, em que ponto da volta ele está, e liga e desliga pelo celular. Ele não mede sentido de giro nem velocidade.

Monitorar por satélite sai caro?

O investimento depende do meio e do local, e é definido no projeto. Para comparar, pense no custo de uma noite de pivô parado no florescimento ou de um cabo levado de várias torres. O que pesa é quanto tempo você leva para ficar sabendo.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

Sem sinal no pivô não quer dizer sem monitoramento: com rádio, LoRa, satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento, você fica sabendo do problema em minutos, e não na manhã seguinte. Para escolher o meio certo para a sua fazenda, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

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