Pivôs Centrais no Brasil em 2024: Ranking por Estado e Município

Os pivôs centrais no Brasil somavam 33.846 unidades em 2024, irrigando 2.200.960 hectares, segundo a Embrapa. Minas Gerais lidera com 636.994 ha, seguida de Bahia, Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul. São Desidério (BA) é o município com mais área de pivô, e a área total cresceu 14,68% entre 2022 e 2024.
Os números vêm do levantamento da Embrapa sobre agricultura irrigada por pivôs centrais no Brasil em 2024 (Guimarães e Landau, Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento 261), comparados com o mapeamento da ANA de 2022 quando faz sentido. Para quem tem pivô, o mapa também mostra onde a disputa por água e energia tende a apertar. O que dá para acompanhar no seu está no guia de monitoramento de pivô central.

Tem pivô num desses polos e quer enxergar água e energia pelo celular? Fale com a gente no WhatsApp.
Quantos pivôs centrais existem no Brasil?
Eram 33.846 pivôs centrais em 2024, cobrindo 2.200.960 hectares, de acordo com a Embrapa. Entre 2022 e 2024 entraram 3.807 pivôs novos. No mapeamento anterior, a ANA já contava mais de 30 mil pivôs em 2022 (ANA, 2023).
Em cálculo a partir desses números, o pivô médio brasileiro irriga cerca de 65 ha (2.200.960 ÷ 33.846). É uma média, então há pivôs bem menores e bem maiores. Um círculo de 65 ha tem raio de cerca de 455 m, e nele 400 m do centro já é perto da ponta: um único bocal entupido nessa distância pode comprometer cerca de 1,5 ha (Scaloppi, Revista Cultivar, 2020).

Quais estados têm mais área de pivô central?
Minas Gerais é o primeiro estado, com 636.994 ha em 2024, seguido de Bahia (404.444 ha) e Goiás (345.530 ha). O ranking abaixo é por área irrigada, conforme a Tabela 2 do levantamento da Embrapa.
Estado | 2022 (ha) | 2024 (ha) | Variação |
Minas Gerais | 559.700 | 636.994 | +13,81% |
Bahia | 294.237 | 404.444 | +37,46% |
Goiás | 313.452 | 345.530 | +10,23% |
São Paulo | 247.014 | 247.389 | +0,15% |
Rio Grande do Sul | 195.265 | 205.620 | +5,30% |
Mato Grosso | 166.132 | 183.033 | +10,17% |
Mato Grosso do Sul | 39.945 | 64.221 | +60,77% |
Tocantins | 15.501 | 19.043 | +22,85% |
Paraná | 17.339 | 18.522 | +6,82% |
Distrito Federal | 15.239 | 16.032 | +5,20% |
Três movimentos chamam atenção. A Bahia ganhou 110.207 ha em dois anos e passou Goiás (cálculo a partir da Tabela 2). Mato Grosso do Sul teve o maior crescimento percentual da tabela, +60,77%. São Paulo ficou praticamente estável, com +0,15%.

Entre os demais estados com dado no levantamento, Maranhão tem 14.427 ha, Espírito Santo 13.073 ha, Ceará 9.421 ha e Pará 8.355 ha. Santa Catarina caiu de 534 para 252 ha. Rio de Janeiro, Acre, Amapá e Amazonas não tinham pivô central no levantamento.
Por região, o Sudeste soma 897.456 ha, o Centro-Oeste 608.816 ha, o Nordeste 439.720 ha (+34,94% em dois anos), o Sul 224.394 ha e o Norte 30.575 ha.
Quais municípios têm mais área de pivô central?
São Desidério, no Oeste da Bahia, lidera com 91.687 ha em 2024, à frente de Paracatu e Unaí, em Minas. Juntos, os cinco primeiros somam 392.320 ha, cerca de 18% da área de pivôs do país (cálculo a partir da Embrapa).
Município | 2024 (Embrapa) | 2022 (ANA) |
1º São Desidério (BA) | 91.687 ha | 56,5 mil ha |
2º Paracatu (MG) | 88.889 ha | 79,9 mil ha |
3º Unaí (MG) | 81.246 ha | 72,7 mil ha |
4º Cristalina (GO) | 69.579 ha | 65,6 mil ha |
5º Barreiras (BA) | 60.919 ha | 48,2 mil ha |
No mapeamento da ANA de 2022, Paracatu aparecia acima de São Desidério. Como são levantamentos de instituições diferentes, use a coluna de 2022 para ver a tendência, não para calcular o crescimento exato.
Onde ficam os maiores polos de pivô central do Brasil?
O maior polo em 2024 é o Extremo Oeste Baiano, com 332.563 ha, depois de crescer 42,8% em dois anos e passar o Noroeste de Minas (308.499 ha). Ele concentra 82% da área de pivô da Bahia e cresceu com água subterrânea do Aquífero Urucuia e reservatórios de geomembrana, segundo a Embrapa.
Outras mesorregiões de peso em 2024: Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba (199.166 ha), Noroeste Rio-Grandense (140.404 ha), Sul Goiano (139.757 ha), Leste Goiano (122.065 ha), Norte Mato-Grossense (111.088 ha) e Norte de Minas (75.493 ha). Em Mato Grosso do Sul, o Leste cresceu 63,0% e o Sudoeste 67,8% entre 2022 e 2024.
A ANA usa outro recorte, os Polos Nacionais. Em 2022, 15 polos reuniam 57% da área de pivôs, cerca de 1,09 milhão de ha. Entre eles estão Alto Rio Preto (DF/GO), São Marcos (DF/GO/MG), Alto Paracatu-Entre Ribeiros (MG), Alto Araguari-Paranaíba (MG), Guaíra-Miguelópolis (MG/SP), Rio Pardo e Mogi Guaçu (SP) (ANA, 2023).
Cada polo tem a sua fonte de água, a sua rede de energia e os seus riscos. Veja o detalhe por região:
Em que bioma e bacia hidrográfica estão os pivôs?
O Cerrado concentra 72,1% da área irrigada por pivôs centrais, segundo a Embrapa. Depois vêm Mata Atlântica (10,0%), Pampa (8,7%), Caatinga (5,4%) e Amazônia (3,7%).

Por região hidrográfica, a do Paraná lidera com 830.831 ha (37,7%), seguida da do São Francisco, com 728.900 ha (33,1%). Tocantins-Araguaia tem 190.575 ha (8,7%) e Uruguai, 159.498 ha (7,2%). Paraná e São Francisco somam cerca de 71% da área.
Em escala de bacia (nível 3 do levantamento), cinco passam de 100 mil ha: Grande SF 01 (203.806 ha), Paracatu 02 (185.603 ha), São Marcos 01 (131.249 ha), Corrente 01 (115.139 ha) e Paranapanema 05 (108.420 ha). É nessas bacias que mais área irrigada por pivô divide a mesma água.
Quanto a área de pivô central cresceu desde 1985?
A área passou de 30.852 ha em 1985 para cerca de 2,2 milhões de ha em 2024, perto de 71 vezes mais (cálculo a partir da série da Embrapa). Entre 2022 e 2024, cresceu 14,68%, cerca de 281,7 mil ha em dois anos.
Ano | Área irrigada por pivôs (ha) |
1985 | 30.852 |
2000 | 490.467 |
2010 | 850.788 |
2014 | 1.274.544 |
2020 | 1.612.617 |
2022 | 1.919.275 |
2024 | 2.200.959 |
Esse salto dá uma média de 140.842 ha por ano entre 2022 e 2024, a maior da série desde 1985. É média anual, não o total do período. A série do boletim traz 2.200.959 ha para 2024, 1 ha a menos que o total citado no início.
O que você perde quando a região enche de pivôs e você não enxerga a sua água?
Mais pivôs na mesma bacia e na mesma região tendem a significar mais disputa por água, mais carga na rede elétrica e mais alvo para furto. Quem não acompanha a própria captação descobre o problema tarde.
Água disputada: a irrigação respondeu por 50,3% da água retirada no Brasil em 2024, ou 1.056,30 m³/s (Conjuntura dos Recursos Hídricos, ANA 2025). Com o volume medido e registrado, você tem como comprovar o uso dentro da outorga. Na bacia do São Marcos, uma das cinco acima de 100 mil ha, a Resolução ANA nº 188/2024 exige declaração mensal (DURH) a partir de 36 m³/h nos rios de domínio da União.
Cabo furtado: em Goiás, a Polícia Civil encontrou numa reciclagem, em 2024, mais de 2.000 kg de fio de cobre sem nota e mais de 170 kg de cabo de alta tensão, cerca de R$ 90 mil, em grande parte de furtos de fio de pivô (Polícia Civil de Goiás). Em Estrela Velha (RS), uma produtora teve prejuízo de R$ 60 mil a R$ 80 mil, e o último furto levou o cabo de 13 torres de 2 pivôs (Boca.com.br, 2025).
Energia mal aproveitada: em 4 pivôs de Mato Grosso do Sul, a eficiência energética real ficou entre 8,9% e 21,8% (Lima, tese UFU, 2008). E o desconto do irrigante exige licença ambiental e outorga quando a legislação pede; a dispensa também vale (CPFL).
Lavoura sem água na hora errada: uma semana de déficit no florescimento do milho pode reduzir 50% do rendimento, segundo Nickell (1983), citado pela Embrapa Milho e Sorgo (Moura et al., 2012).
Como o HIDROPAAS monitora os pivôs da fazenda pelo celular
O HIDROPAAS coloca no mesmo painel o pivô, a fonte de água e a energia, com alerta no celular. Para quem tem vários pivôs, é uma tela para a fazenda toda.
Pivô: mostra se está ligado ou parado e em que ponto da volta parou, avisa quando para e liga ou desliga pelo celular.
Pressão: mede e avisa quando cai ou sobe fora do normal.
Energia: corrente, consumo, falta de fase e horário do desconto irrigante, com sensor no quadro, sem mexer no medidor da distribuidora.
Corte de energia e de cabo: avisa na hora no celular.
Água: vazão e volume para a outorga, nível do poço, rio ou represa, chuva e umidade do solo.
Ele não mede sentido de giro nem velocidade do pivô. Pivôs de idades e marcas diferentes, avaliamos no projeto. A comunicação pode ser por 2G, 3G, 4G, Wi-Fi, rádio, LoRa, satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento. A PAAS trabalha com água subterrânea desde 1985, com geólogo responsável registrado no CREA.
Perguntas frequentes
Quantos pivôs centrais existem no Brasil?
Eram 33.846 pivôs centrais em 2024, irrigando 2.200.960 hectares, segundo a Embrapa (Guimarães e Landau, 2024). Entre 2022 e 2024 entraram 3.807 pivôs novos.
Qual estado tem mais pivô central?
Minas Gerais, com 636.994 ha irrigados por pivô em 2024. Depois vêm Bahia (404.444 ha), Goiás (345.530 ha), São Paulo (247.389 ha) e Rio Grande do Sul (205.620 ha), segundo a Embrapa.
Qual município tem mais pivô central no Brasil?
São Desidério, na Bahia, com 91.687 ha em 2024. Em seguida aparecem Paracatu (88.889 ha) e Unaí (81.246 ha), em Minas, Cristalina (69.579 ha), em Goiás, e Barreiras (60.919 ha), na Bahia.
Qual estado mais cresceu em área de pivô central?
Entre os dez estados com mais área, Mato Grosso do Sul foi o que mais cresceu em percentual: +60,77% entre 2022 e 2024, de 39.945 para 64.221 ha. Em área ganha, a Bahia: cerca de 110 mil ha a mais no período (cálculo a partir da Embrapa), o que a levou ao 2º lugar.
Qual o tamanho médio de um pivô central no Brasil?
Cerca de 65 ha, em cálculo a partir da Embrapa: 2.200.960 ha divididos por 33.846 pivôs em 2024. É uma média, então há pivôs bem menores e bem maiores.
Em quais estados não há pivô central?
No levantamento da Embrapa de 2024, Rio de Janeiro, Acre, Amapá e Amazonas não tinham pivô central. Santa Catarina tinha só 252 ha, contra 534 ha em 2022.
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Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.
Os pivôs centrais no Brasil passaram de 2,2 milhões de hectares em 2024, com Minas, Bahia e Goiás na frente e o Oeste Baiano como maior polo. Para acompanhar os seus pivôs, a fonte e a energia pelo celular, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.
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