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Pivô Central no Noroeste de Minas: Paracatu, Unaí e a Água

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
2 de out.
7 min de leitura

O pivô central no Noroeste de Minas soma 308.499 ha, pela Embrapa (2024), e a região tem o 2º e o 3º municípios com mais pivô do país: Paracatu, com 88.889 ha, e Unaí, com 81.246 ha, cujas sedes ficam na bacia do rio Paracatu. A outorga é do IGAM ou, em rio da União, da ANA.

Capa com o texto “Pivô central no Noroeste de Minas” sobre ilustração aérea de lavouras irrigadas por pivô central e a faixa HIDROPAAS · Monitoramento de água e energia

Tem pivô em Paracatu, Unaí ou na região? Chame no WhatsApp e veja como ter o registro diário que o IGAM pede sem anotar à mão.

Quanto o Noroeste de Minas irriga com pivô?

São 308.499 ha irrigados por pivôs em 2024, segundo o levantamento da Embrapa (Guimarães e Landau, 2024). A região era o maior polo do país até ser ultrapassada pelo Extremo Oeste Baiano, que chegou a 332.563 ha.

Minas segue como o 1º estado em pivôs, com 636.994 ha em 2024, 13,81% a mais que os 559.700 ha de 2022. Em 2020, eram 8.541 pivôs em 501.183,6 ha no estado, pelo boletim anterior da Embrapa. Fora do Noroeste, o Triângulo/Alto Paranaíba soma 199.166 ha e o Norte de Minas, 75.493 ha.

Recorte

2022

2024

Fonte

Minas Gerais

559.700 ha

636.994 ha

Embrapa

Noroeste de Minas

não informado

308.499 ha

Embrapa

Paracatu (2º do Brasil)

79,9 mil ha

88.889 ha

ANA (2022) e Embrapa (2024)

Unaí (3º do Brasil)

72,7 mil ha

81.246 ha

ANA (2022) e Embrapa (2024)

Os números municipais de 2022 vêm do mapeamento da ANA, com método diferente do da Embrapa; compare a tendência, não a diferença exata. A ANA também reconhece dois Polos Nacionais de irrigação ligados à região: Alto Paracatu-Entre Ribeiros, em Minas, e São Marcos, que abrange DF, Goiás e Minas.

Gráfico de barras com os cinco municípios com mais área de pivô central no Brasil em 2024, com destaque para Paracatu, com 88,9 mil hectares, e Unaí, com 81,2 mil hectares.

A comparação com os outros estados está no ranking de pivôs centrais por estado.

De onde vem a água dos pivôs de Paracatu e Unaí?

As sedes de Paracatu e Unaí ficam na bacia do rio Paracatu, afluente do São Francisco. Pela Embrapa, a unidade de bacia "Paracatu 02" tem 185.603 ha de pivôs, a 2ª maior área entre as bacias de nível 3 do país.

Ao lado fica a bacia do São Marcos, com 131.249 ha de pivôs na sub-bacia São Marcos 01. Ela tem regra própria desde a Resolução Conjunta 109/2021, assinada por ANA, Adasa, Igam e Semad-GO: limite de alocação de 13,61 m³/s e eficiência mínima de 85% na irrigação. Ou seja, há um teto de água para dividir entre todos os irrigantes da bacia.

Quem outorga depende do rio. Rio que corre só dentro de Minas, como o próprio Paracatu, e os poços tubulares ficam com o IGAM. Rios que cruzam ou marcam divisas entre estados, como o São Marcos e o São Francisco, são da União e ficam com a ANA. Se você capta no rio Preto ou num afluente dele, confira na portaria qual órgão a emitiu: a bacia do Preto (SF) tem limite próprio no Anexo I da ANA.

Pivô não cabe no uso insignificante. Pela DN CERH-MG 09/2004, o limite superficial é de 1 L/s, ou 0,5 L/s em bacias como as do São Francisco de SF6 a SF10, onde está a do Paracatu (SF7). Poço tubular não é considerado insignificante em nenhuma vazão. Um pivô com 470 m³/h, em exemplo ilustrativo, capta cerca de 130 L/s.

O que o IGAM exige do pivô em Minas?

Medidor de vazão e horímetro na captação e registro diário de vazão e tempo de captação. É o que manda a Portaria IGAM nº 48/2019, a norma de Minas que mais pesa no dia a dia de quem irriga.

Situação

O que a Portaria IGAM 48/2019 pede

Artigo

Captação outorgada

Medidor e horímetro

Art. 16

Superficial abaixo de 10 L/s

Medição dispensada, salvo se a outorga exigir

Art. 20, § 1º

Área de Conflito declarada

Medidor e horímetro em qualquer vazão

Art. 20, § 3º

Poço tubular

Medidor, horímetro, ponto de coleta e tubo auxiliar; nível estático a cada 6 meses no máximo

Arts. 22, 23 e 26

Captação com medição obrigatória

Vazão e tempo medidos todo dia, em planilha impressa e digital, com ART

Arts. 25 e 30

Plataforma online aberta ao IGAM

2 anos a mais de prazo de outorga

Art. 9º, § 4º

A planilha diária é apresentada na renovação ou quando o órgão pedir. A outorga tem prazo de até 10 anos nos casos comuns, e a telemetria pode ser exigida com justificativa (art. 16, § 3º). As penalidades em Minas seguem o Decreto 47.383/2018.

Infográfico com quatro cartões sobre as regras da Portaria IGAM 48/2019 para o pivô: medidor e horímetro, registro diário com ART, regras do poço tubular e 2 anos a mais de outorga com plataforma online.

Em rio da União, vale a Resolução ANA nº 188/2024. No São Marcos, a DURH mensal é obrigatória a partir de 36 m³/h e a telemetria, a partir de 2.000 m³/h. Na calha do São Francisco, a DURH anual começa em 2.000 m³/h, e na bacia do Preto (São Francisco), em 1.000 m³/h. O detalhe está no post sobre medição de vazão do pivô para a outorga.

Para o processo de outorga em si, veja os guias da PAAS sobre outorga para irrigação por pivô central em MG e a outorga para irrigação em MG em 2026.

O que você perde quando o pivô para ou o cabo some?

Você perde produção na fase crítica, água mal distribuída e, no caso do cabo, pivô parado até a reposição. Pesquisas feitas em Minas e casos recentes mostram o tamanho dessa conta.

  • Milho sem água no florescimento: em Janaúba, no Norte de Minas, 25 dias sem irrigação no florescimento derrubaram o rendimento de 41% a 66%, conforme o híbrido. Num deles, a produção caiu de 7.245 para 2.435 kg/ha (Fonseca e Magalhães, Embrapa Milho e Sorgo).

  • Água mal distribuída: em 21 pivôs avaliados em Minas, só 48,7% da área recebia a lâmina média ou mais, com uniformidade (CUC) de 74,5% a 94,0% (Toledo et al., Irriga 2017). Pressão fora do projeto é uma das causas possíveis de desuniformidade.

  • Cabo furtado: no RS, uma produtora de Estrela Velha teve prejuízo de R$ 60 mil a R$ 80 mil, e o último furto levou o cabo de 13 torres de 2 pivôs (Boca.com.br, 2025).

  • Planilha com buraco: sem o registro diário do art. 25, a renovação fica sem prova de uso.

Minas apertou o cerco a quem compra cobre furtado. A Lei estadual 24.791/2024 pune quem compra, guarda, transporta, vende ou recicla metal furtado, como cabos de cobre, com multa de 1.000 a 10.000 Ufemgs e cancelamento da inscrição de ICMS. A Lei federal 15.181/2025 endureceu as penas para furto e receptação de cabos de energia. O passo a passo dos primeiros minutos está no post sobre furto de cabo no pivô.

Ilustração de um pivô visto de cima, parado à 1h15 na posição 120 graus após corte de energia, com o alerta no celular avisando para verificar com segurança, em exemplo ilustrativo.

Como o HIDROPAAS monitora o pivô no Noroeste de Minas

O HIDROPAAS registra vazão, volume e horas ligado todo dia, sozinho, e mostra o pivô e a fonte de água no mesmo painel do celular. É a base do registro diário que o IGAM pede, sem ninguém anotar à mão.

  • Pivô: ligado ou parado, em que ponto da volta ele parou e aviso na hora. Liga e desliga pelo celular, com programação por horário e desligamento automático em falha elétrica.

  • Energia e cabo: corrente da bomba, falta de fase e aviso de corte de energia ou de cabo. Você fica sabendo em minutos, não na manhã seguinte.

  • Pressão: aviso quando sobe ou cai fora do normal, o que pode indicar vazamento ou entupimento.

  • Água: vazão e volume captados, nível do poço, do rio ou da barragem, chuva e umidade do solo com os sensores adequados.

  • Relatórios: volume por dia e por mês para a renovação no IGAM ou a DURH da ANA.

Se você quer os 2 anos extras do art. 9º, § 4º, a forma de dar acesso às medições ao IGAM é definida no processo, com o responsável técnico. O resumo de tudo o que dá para acompanhar está no guia de monitoramento de pivô central.

A programação por horário ajuda a manter o pivô dentro da janela do desconto de irrigante: 8h30 por dia, fora do intervalo das 17h às 21h30, pela Portaria MME 137/2026. Em Minas, a regra geral é de 80% no Grupo A e 67% no Grupo B; municípios mineiros do Polígono das Secas e do Jequitinhonha têm 90% e 73%, pela REN ANEEL 1.000/2021, art. 186 (SUDENE). Confira o seu enquadramento com a distribuidora.

A comunicação pode ser 2G, 3G, 4G, Wi-Fi, rádio, LoRa, satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento. Tem pivôs de idades e marcas diferentes na mesma fazenda? Cada um é avaliado no projeto. A equipe vem da PAAS, que cuida de poços e outorgas desde 1985, sempre com geólogo responsável.

Perguntas frequentes

Qual município de Minas tem mais pivô central?

Paracatu, com 88.889 ha irrigados por pivôs em 2024, segundo a Embrapa. É o 2º do Brasil, atrás só de São Desidério, na Bahia. Unaí vem logo depois, em 3º no país, com 81.246 ha.

Quem dá a outorga do pivô em Paracatu e Unaí?

O IGAM, para poço e para rio que corre só dentro de Minas. Para rio de domínio da União, como o São Marcos e o São Francisco, a outorga e a DURH são da ANA. Na dúvida, confira qual órgão assinou a sua portaria.

Pivô pode ser uso insignificante em Minas?

Na prática, não. O uso insignificante de água superficial vai até 1 L/s, ou 0,5 L/s em algumas bacias do São Francisco, pela DN CERH-MG 09/2004. Poço tubular não é considerado insignificante em nenhuma vazão. Um pivô capta muito mais que isso.

O IGAM exige medir a vazão do pivô todo dia?

Sim. O art. 25 da Portaria IGAM 48/2019 pede medição diária de vazão e tempo de captação, guardada em planilha impressa e digital. Os dados são apresentados na renovação ou quando o órgão pedir, atestados com ART.

Usar plataforma online de medição dá alguma vantagem em Minas?

Sim. Pelo art. 9º, § 4º, da Portaria IGAM 48/2019, quem usa plataforma online de medições aberta ao IGAM ganha 2 anos a mais no prazo da outorga. Os requisitos de acesso são conferidos no processo, com o responsável técnico.

Qual é o desconto de irrigante no Noroeste de Minas?

Pela REN ANEEL 1.000/2021, art. 186, a regra geral de Minas é 80% no Grupo A e 67% no Grupo B. Municípios mineiros do Polígono das Secas e do Jequitinhonha têm 90% e 73%. Confira o enquadramento do seu município com a distribuidora.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

No Noroeste de Minas, o registro diário do IGAM, a energia e o pivô cabem no mesmo painel, com aviso na hora quando algo para; fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

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