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Pivô Central em Cristalina e em Goiás: Dados e Monitoramento

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
2 de out.
8 min de leitura

O pivô central em Cristalina cobre 69.579 hectares, a quarta maior área de pivôs entre os municípios do Brasil, segundo a Embrapa (2024). Goiás é o terceiro estado, com 345.530 ha. Com limite de água no São Marcos e furto de cobre de pivô, saber na hora que o pivô parou ajuda a não perder lâmina na fase crítica.

Capa com o texto “Pivô central em Cristalina (GO)” sobre ilustração aérea de lavouras irrigadas por pivô central e a faixa HIDROPAAS · Monitoramento de água e energia

Tem pivô em Cristalina ou no entorno do DF? Chame no WhatsApp e veja como acompanhar pivô, bomba e energia pelo celular.

Quanta área de pivô central existe em Cristalina e em Goiás?

Cristalina tinha 69.579 hectares irrigados por pivô central em 2024, atrás só de São Desidério (BA), Paracatu (MG) e Unaí (MG). O dado é do boletim Agricultura irrigada por pivôs centrais no Brasil em 2024, da Embrapa. Em 2022, o mapeamento de pivôs da ANA marcava 65,6 mil ha no município.

Goiás passou de 313.452 para 345.530 ha em dois anos, alta de 10,23%, e segue como terceiro estado do país, atrás de Minas Gerais e Bahia. A área goiana se concentra no Sul Goiano (139.757 ha) e no Leste Goiano (122.065 ha), a mesorregião onde fica Cristalina.

Pela conta feita a partir dos dados da Embrapa, Cristalina sozinha responde por cerca de um quinto da área de pivôs de Goiás e por mais da metade da área do Leste Goiano. Os números de Cristalina em 2022 e 2024 vêm de levantamentos diferentes (ANA e Embrapa), então a comparação mostra tendência, não uma conta exata.

Recorte

Área com pivô central

Fonte

Goiás, 2022

313.452 ha

Embrapa (2024), Tabela 2

Goiás, 2024

345.530 ha (3º estado)

Embrapa (2024)

Sul Goiano, 2024

139.757 ha

Embrapa (2024)

Leste Goiano, 2024

122.065 ha

Embrapa (2024)

Cristalina, 2022

65,6 mil ha

ANA (2023)

Cristalina, 2024

69.579 ha (4º município)

Embrapa (2024)

Bacia São Marcos 01, 2024

131.249 ha

Embrapa (2024)

Para comparar com outros estados e municípios, veja o ranking de pivôs centrais no Brasil por estado e município.

Gráfico de barras com a área de pivô central em 2024: Goiás 345.530 ha, Sul Goiano 139.757 ha, Leste Goiano 122.065 ha e Cristalina 69.579 ha em destaque

Por que a água do São Marcos pesa no pivô de Cristalina?

Porque o São Marcos é rio da União e tem teto de água fixado em regra própria. No entorno de Cristalina e do Distrito Federal estão dois dos 15 Polos Nacionais de agricultura irrigada listados pela ANA: o do São Marcos (DF/GO/MG) e o do Alto Rio Preto (DF/GO). Juntos, os 15 polos somavam 57% da área de pivôs do país em 2022, cerca de 1,09 milhão de hectares.

Esse teto vem da Resolução Conjunta 109/2021 (ANA, Adasa, Igam e Semad-GO): limite de alocação de 13,61 m³/s e eficiência mínima de 85% na irrigação. Na unidade de bacia São Marcos 01, a Embrapa contou 131.249 ha de pivô. Do lado mineiro da bacia, o cenário está em pivô central no Noroeste de Minas.

Quem capta no São Marcos segue também a Resolução ANA nº 188/2024. Nessa bacia, a declaração mensal de uso (DURH) vale a partir de 36 m³/h, com entrega até o dia 7 do mês seguinte, e a telemetria é exigida a partir de 2.000 m³/h. Para quem já era outorgado, o Anexo II da resolução fixa 01/01/2026 para o grupo "Paranaíba e demais". O São Marcos é afluente do Paranaíba, mas confira na resolução o prazo que vale para a sua captação.

Exemplo calculado: um pivô de 120 ha com outorga de 470 m³/h está 13 vezes acima do limite de 36 m³/h e, nessa bacia, entra na DURH mensal. O monitoramento pode ser direto (vazão, volume ou nível medidos) ou indireto (estimativa pelas horas de funcionamento, com horímetro). Os dados precisam ficar guardados por 36 meses.

Descumprir a resolução é infração do art. 49, inciso VII, da Lei 9.433/1997, sujeita às sanções do art. 50. O passo a passo da medição está em vazão do pivô e outorga: como medir o volume que o órgão pede.

O que a SEMAD-GO pede de medição na outorga do pivô?

Em rios goianos e em poços, a outorga é da SEMAD-GO, e a medição costuma vir como condicionante da portaria. Por isso, o que vale para você é o que está escrito na sua portaria, e não uma regra copiada do vizinho.

  • medidor de vazão ou hidrômetro, mais horímetro, com leituras diárias;

  • planilha das leituras mantida no local;

  • prestação de contas anual com a leitura inicial e final de cada mês, o volume mensal e relatório fotográfico;

  • instalação dos equipamentos em até 120 dias.

Desde 1º de julho de 2025, o pedido de outorga em Goiás é feito no sistema Veredas da SEMAD (IN SEMAD 04/2025), que substituiu o antigo Web Outorga: o usuário se cadastra no Portal Ambiental, faz o pedido em etapa única e paga a TORH. Como a regra muda conforme o órgão e a fonte de água, a análise do caso deve ser feita por profissional habilitado.

Infográfico com quatro cards de um exemplo de condicionante de outorga de pivô em Goiás: medidor de vazão ou hidrômetro com horímetro, leitura diária em planilha no local, prestação de contas anual com volume e fotos, e prazo de 120 dias para instalar

A outorga também abre a porta do desconto irrigante. Pela REN ANEEL 1.000/2021, art. 186, o desconto no Centro-Oeste é de 67% no Grupo B e 80% no Grupo A, como resume a Proposição 180/2023 da Sudene. A distribuidora pede outorga, quando exigida, e licença ambiental, com revisão cadastral a cada 3 anos, segundo a página da CPFL sobre a classe rural (regra da classe rural; confirme com a sua distribuidora). Pela Portaria MME nº 137/2026, a janela é de 8h30 por dia, sem desconto das 17h às 21h30; confira os detalhes em desconto de irrigante 2026 e na sua distribuidora.

O que você perde quando o pivô para de madrugada em Cristalina?

Você perde a lâmina da noite, e na fase crítica isso vira produtividade. Segundo a Embrapa Cerrados (Boletim 100, 2003), os coeficientes de cultura no Cerrado são cerca de 30% maiores que os da literatura, com consumo máximo de 7,3 mm/dia no feijão, 6,6 no milho e 6,2 no trigo. A Embrapa Cerrados lista os períodos em que não pode faltar água: milho do embonecamento à polinização, feijão da floração ao desenvolvimento das vagens e trigo do emborrachamento ao fim do espigamento.

Falta de energia, obstrução no rastro das torres e curto-circuito estão entre as causas de parada citadas pelo professor Scaloppi (FCA/Unesp) na Revista Cultivar.

Há perdas que não aparecem na lavoura:

  • Desconto irrigante: se o pivô para no meio da janela e você só religa depois, as horas que faltam rodam sem desconto ou ficam sem ser aplicadas.

  • Planilha da outorga: quando a portaria pede leitura diária, dia sem leitura é falha de registro que aparece na prestação de contas.

  • Cobre: em fevereiro de 2024, a Polícia Civil de Goiás apreendeu mais de 2.000 kg de fio de cobre sem nota e mais de 170 kg de cabo de alta tensão, cerca de R$ 90 mil, num ponto de reciclagem. Grande parte vinha de furtos de fio de pivô em propriedades rurais; a ação teve a Delegacia de Crimes Rurais e o Batalhão Rural.

A Lei 15.181/2025 endureceu as penas para furto e receptação de cabos de energia. A lei pune, mas não devolve a lâmina perdida: o que reduz o prejuízo é saber do corte em minutos, não na manhã seguinte. Veja o protocolo dos primeiros minutos em furto de cabo no pivô: alarme no celular e o que fazer na hora.

Ilustração de pivô central visto de cima, parado às 04:50 por corte de energia, com parte do círculo ainda sem irrigação, e alerta no celular com o ponto da volta e o aviso para falar com a equipe antes de ir

Como o HIDROPAAS monitora o pivô pelo celular em Cristalina

O HIDROPAAS junta no mesmo painel o pivô, a fonte de água e a energia, com alertas no celular. Numa fazenda com vários pivôs, isso quer dizer ver a situação de todos sem rodar a propriedade de caminhonete.

  • Ligado ou parado: mostra se o pivô está funcionando e avisa quando para.

  • Ponto da volta: mostra em que ponto da volta ele está ou parou, para você saber que faixa ficou sem água.

  • Liga e desliga pelo celular: com programação por horário, útil para rodar dentro da janela do desconto, e desligamento automático em falha elétrica.

  • Pressão: mede e avisa quando sai do normal, o que pode indicar vazamento, rompimento ou entupimento.

  • Energia: corrente da bomba e do pivô e falta de fase, com sensor de corrente no quadro, sem mexer no medidor da distribuidora.

  • Corte de energia ou de cabo: aviso no celular na hora em que acontece.

  • Vazão e volume: registro automático dos dados que você usa na planilha da SEMAD-GO ou na DURH da ANA.

  • Nível da fonte: poço, rio, barragem ou reservatório que abastece o pivô.

  • Chuva e umidade do solo: com os sensores adequados, para decidir quando ligar.

Velocidade e sentido de giro ficam de fora: o HIDROPAAS não mede esses dois itens, que seguem no painel do próprio pivô. Em fazenda longe da cidade, o sinal pode sair por 2G, 3G, 4G, Wi-Fi, rádio, LoRa, satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento. Se a fazenda mistura pivôs antigos e de marcas diferentes, cada um é avaliado no projeto.

Por trás do HIDROPAAS está a PAAS, que trabalha com água subterrânea desde 1985 e tem geólogo responsável. Para ver tudo o que dá para acompanhar, leia o guia de monitoramento de pivô central.

Perguntas frequentes

Quantos hectares de pivô central tem Cristalina?

Cristalina tinha 69.579 hectares irrigados por pivô central em 2024, segundo a Embrapa. É o quarto município do Brasil, atrás de São Desidério, Paracatu e Unaí. Em 2022, o levantamento da ANA marcava 65,6 mil ha.

Pivô no São Marcos precisa declarar o uso da água todo mês?

Se a captação é no rio São Marcos, de domínio da União, a Resolução ANA 188/2024 exige a DURH mensal a partir de 36 m³/h, entregue até o dia 7 do mês seguinte. Um pivô de 120 ha com outorga de 470 m³/h, por exemplo, fica 13 vezes acima desse limite. Confira a vazão da sua outorga.

Quem dá a outorga do pivô em Goiás, a ANA ou a SEMAD?

Depende da fonte. Rio de domínio da União, como o São Marcos, é com a ANA. Rios goianos e poços são com a SEMAD-GO, com pedido no sistema Veredas desde julho de 2025, após cadastro no Portal Ambiental.

Hidrômetro e horímetro são obrigatórios no pivô em Goiás?

Depende da sua portaria. Uma portaria de outorga da SEMAD-GO para três pivôs, de 2021, exige medidor de vazão ou hidrômetro com horímetro, leituras diárias, planilha no local e instalação em até 120 dias. Leia as condicionantes da sua outorga.

Qual é o desconto irrigante para pivô em Goiás?

Pela REN ANEEL 1.000/2021, art. 186, o Centro-Oeste tem 67% de desconto no Grupo B e 80% no Grupo A. Pela Portaria MME 137/2026, a janela é de 8h30 por dia, sem desconto das 17h às 21h30. A distribuidora pede outorga, quando exigida, e licença ambiental; confirme os valores com ela.

O HIDROPAAS mede a velocidade do pivô?

Não. O HIDROPAAS não mede velocidade nem sentido de giro. Ele mostra se o pivô está ligado ou parado e em que ponto da volta está, liga e desliga pelo celular e acompanha pressão, energia, vazão, nível da fonte, chuva e umidade do solo.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

Em Cristalina, com o São Marcos sob limite de água e furto de cobre no estado, quem fica sabendo na hora que o pivô parou perde menos lâmina, menos desconto e menos registro: fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

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