Pivô Central em Cristalina e em Goiás: Dados e Monitoramento

O pivô central em Cristalina cobre 69.579 hectares, a quarta maior área de pivôs entre os municípios do Brasil, segundo a Embrapa (2024). Goiás é o terceiro estado, com 345.530 ha. Com limite de água no São Marcos e furto de cobre de pivô, saber na hora que o pivô parou ajuda a não perder lâmina na fase crítica.

Tem pivô em Cristalina ou no entorno do DF? Chame no WhatsApp e veja como acompanhar pivô, bomba e energia pelo celular.
Quanta área de pivô central existe em Cristalina e em Goiás?
Cristalina tinha 69.579 hectares irrigados por pivô central em 2024, atrás só de São Desidério (BA), Paracatu (MG) e Unaí (MG). O dado é do boletim Agricultura irrigada por pivôs centrais no Brasil em 2024, da Embrapa. Em 2022, o mapeamento de pivôs da ANA marcava 65,6 mil ha no município.
Goiás passou de 313.452 para 345.530 ha em dois anos, alta de 10,23%, e segue como terceiro estado do país, atrás de Minas Gerais e Bahia. A área goiana se concentra no Sul Goiano (139.757 ha) e no Leste Goiano (122.065 ha), a mesorregião onde fica Cristalina.
Pela conta feita a partir dos dados da Embrapa, Cristalina sozinha responde por cerca de um quinto da área de pivôs de Goiás e por mais da metade da área do Leste Goiano. Os números de Cristalina em 2022 e 2024 vêm de levantamentos diferentes (ANA e Embrapa), então a comparação mostra tendência, não uma conta exata.
Recorte | Área com pivô central | Fonte |
Goiás, 2022 | 313.452 ha | Embrapa (2024), Tabela 2 |
Goiás, 2024 | 345.530 ha (3º estado) | Embrapa (2024) |
Sul Goiano, 2024 | 139.757 ha | Embrapa (2024) |
Leste Goiano, 2024 | 122.065 ha | Embrapa (2024) |
Cristalina, 2022 | 65,6 mil ha | ANA (2023) |
Cristalina, 2024 | 69.579 ha (4º município) | Embrapa (2024) |
Bacia São Marcos 01, 2024 | 131.249 ha | Embrapa (2024) |
Para comparar com outros estados e municípios, veja o ranking de pivôs centrais no Brasil por estado e município.

Por que a água do São Marcos pesa no pivô de Cristalina?
Porque o São Marcos é rio da União e tem teto de água fixado em regra própria. No entorno de Cristalina e do Distrito Federal estão dois dos 15 Polos Nacionais de agricultura irrigada listados pela ANA: o do São Marcos (DF/GO/MG) e o do Alto Rio Preto (DF/GO). Juntos, os 15 polos somavam 57% da área de pivôs do país em 2022, cerca de 1,09 milhão de hectares.
Esse teto vem da Resolução Conjunta 109/2021 (ANA, Adasa, Igam e Semad-GO): limite de alocação de 13,61 m³/s e eficiência mínima de 85% na irrigação. Na unidade de bacia São Marcos 01, a Embrapa contou 131.249 ha de pivô. Do lado mineiro da bacia, o cenário está em pivô central no Noroeste de Minas.
Quem capta no São Marcos segue também a Resolução ANA nº 188/2024. Nessa bacia, a declaração mensal de uso (DURH) vale a partir de 36 m³/h, com entrega até o dia 7 do mês seguinte, e a telemetria é exigida a partir de 2.000 m³/h. Para quem já era outorgado, o Anexo II da resolução fixa 01/01/2026 para o grupo "Paranaíba e demais". O São Marcos é afluente do Paranaíba, mas confira na resolução o prazo que vale para a sua captação.
Exemplo calculado: um pivô de 120 ha com outorga de 470 m³/h está 13 vezes acima do limite de 36 m³/h e, nessa bacia, entra na DURH mensal. O monitoramento pode ser direto (vazão, volume ou nível medidos) ou indireto (estimativa pelas horas de funcionamento, com horímetro). Os dados precisam ficar guardados por 36 meses.
Descumprir a resolução é infração do art. 49, inciso VII, da Lei 9.433/1997, sujeita às sanções do art. 50. O passo a passo da medição está em vazão do pivô e outorga: como medir o volume que o órgão pede.
O que a SEMAD-GO pede de medição na outorga do pivô?
Em rios goianos e em poços, a outorga é da SEMAD-GO, e a medição costuma vir como condicionante da portaria. Por isso, o que vale para você é o que está escrito na sua portaria, e não uma regra copiada do vizinho.
Um exemplo é uma portaria de outorga da SEMAD-GO para três pivôs, de 2021. As condicionantes pedem:
medidor de vazão ou hidrômetro, mais horímetro, com leituras diárias;
planilha das leituras mantida no local;
prestação de contas anual com a leitura inicial e final de cada mês, o volume mensal e relatório fotográfico;
instalação dos equipamentos em até 120 dias.
Desde 1º de julho de 2025, o pedido de outorga em Goiás é feito no sistema Veredas da SEMAD (IN SEMAD 04/2025), que substituiu o antigo Web Outorga: o usuário se cadastra no Portal Ambiental, faz o pedido em etapa única e paga a TORH. Como a regra muda conforme o órgão e a fonte de água, a análise do caso deve ser feita por profissional habilitado.

A outorga também abre a porta do desconto irrigante. Pela REN ANEEL 1.000/2021, art. 186, o desconto no Centro-Oeste é de 67% no Grupo B e 80% no Grupo A, como resume a Proposição 180/2023 da Sudene. A distribuidora pede outorga, quando exigida, e licença ambiental, com revisão cadastral a cada 3 anos, segundo a página da CPFL sobre a classe rural (regra da classe rural; confirme com a sua distribuidora). Pela Portaria MME nº 137/2026, a janela é de 8h30 por dia, sem desconto das 17h às 21h30; confira os detalhes em desconto de irrigante 2026 e na sua distribuidora.
O que você perde quando o pivô para de madrugada em Cristalina?
Você perde a lâmina da noite, e na fase crítica isso vira produtividade. Segundo a Embrapa Cerrados (Boletim 100, 2003), os coeficientes de cultura no Cerrado são cerca de 30% maiores que os da literatura, com consumo máximo de 7,3 mm/dia no feijão, 6,6 no milho e 6,2 no trigo. A Embrapa Cerrados lista os períodos em que não pode faltar água: milho do embonecamento à polinização, feijão da floração ao desenvolvimento das vagens e trigo do emborrachamento ao fim do espigamento.
Falta de energia, obstrução no rastro das torres e curto-circuito estão entre as causas de parada citadas pelo professor Scaloppi (FCA/Unesp) na Revista Cultivar.
Há perdas que não aparecem na lavoura:
Desconto irrigante: se o pivô para no meio da janela e você só religa depois, as horas que faltam rodam sem desconto ou ficam sem ser aplicadas.
Planilha da outorga: quando a portaria pede leitura diária, dia sem leitura é falha de registro que aparece na prestação de contas.
Cobre: em fevereiro de 2024, a Polícia Civil de Goiás apreendeu mais de 2.000 kg de fio de cobre sem nota e mais de 170 kg de cabo de alta tensão, cerca de R$ 90 mil, num ponto de reciclagem. Grande parte vinha de furtos de fio de pivô em propriedades rurais; a ação teve a Delegacia de Crimes Rurais e o Batalhão Rural.
A Lei 15.181/2025 endureceu as penas para furto e receptação de cabos de energia. A lei pune, mas não devolve a lâmina perdida: o que reduz o prejuízo é saber do corte em minutos, não na manhã seguinte. Veja o protocolo dos primeiros minutos em furto de cabo no pivô: alarme no celular e o que fazer na hora.

Como o HIDROPAAS monitora o pivô pelo celular em Cristalina
O HIDROPAAS junta no mesmo painel o pivô, a fonte de água e a energia, com alertas no celular. Numa fazenda com vários pivôs, isso quer dizer ver a situação de todos sem rodar a propriedade de caminhonete.
Ligado ou parado: mostra se o pivô está funcionando e avisa quando para.
Ponto da volta: mostra em que ponto da volta ele está ou parou, para você saber que faixa ficou sem água.
Liga e desliga pelo celular: com programação por horário, útil para rodar dentro da janela do desconto, e desligamento automático em falha elétrica.
Pressão: mede e avisa quando sai do normal, o que pode indicar vazamento, rompimento ou entupimento.
Energia: corrente da bomba e do pivô e falta de fase, com sensor de corrente no quadro, sem mexer no medidor da distribuidora.
Corte de energia ou de cabo: aviso no celular na hora em que acontece.
Vazão e volume: registro automático dos dados que você usa na planilha da SEMAD-GO ou na DURH da ANA.
Nível da fonte: poço, rio, barragem ou reservatório que abastece o pivô.
Chuva e umidade do solo: com os sensores adequados, para decidir quando ligar.
Velocidade e sentido de giro ficam de fora: o HIDROPAAS não mede esses dois itens, que seguem no painel do próprio pivô. Em fazenda longe da cidade, o sinal pode sair por 2G, 3G, 4G, Wi-Fi, rádio, LoRa, satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento. Se a fazenda mistura pivôs antigos e de marcas diferentes, cada um é avaliado no projeto.
Por trás do HIDROPAAS está a PAAS, que trabalha com água subterrânea desde 1985 e tem geólogo responsável. Para ver tudo o que dá para acompanhar, leia o guia de monitoramento de pivô central.
Perguntas frequentes
Quantos hectares de pivô central tem Cristalina?
Cristalina tinha 69.579 hectares irrigados por pivô central em 2024, segundo a Embrapa. É o quarto município do Brasil, atrás de São Desidério, Paracatu e Unaí. Em 2022, o levantamento da ANA marcava 65,6 mil ha.
Pivô no São Marcos precisa declarar o uso da água todo mês?
Se a captação é no rio São Marcos, de domínio da União, a Resolução ANA 188/2024 exige a DURH mensal a partir de 36 m³/h, entregue até o dia 7 do mês seguinte. Um pivô de 120 ha com outorga de 470 m³/h, por exemplo, fica 13 vezes acima desse limite. Confira a vazão da sua outorga.
Quem dá a outorga do pivô em Goiás, a ANA ou a SEMAD?
Depende da fonte. Rio de domínio da União, como o São Marcos, é com a ANA. Rios goianos e poços são com a SEMAD-GO, com pedido no sistema Veredas desde julho de 2025, após cadastro no Portal Ambiental.
Hidrômetro e horímetro são obrigatórios no pivô em Goiás?
Depende da sua portaria. Uma portaria de outorga da SEMAD-GO para três pivôs, de 2021, exige medidor de vazão ou hidrômetro com horímetro, leituras diárias, planilha no local e instalação em até 120 dias. Leia as condicionantes da sua outorga.
Qual é o desconto irrigante para pivô em Goiás?
Pela REN ANEEL 1.000/2021, art. 186, o Centro-Oeste tem 67% de desconto no Grupo B e 80% no Grupo A. Pela Portaria MME 137/2026, a janela é de 8h30 por dia, sem desconto das 17h às 21h30. A distribuidora pede outorga, quando exigida, e licença ambiental; confirme os valores com ela.
O HIDROPAAS mede a velocidade do pivô?
Não. O HIDROPAAS não mede velocidade nem sentido de giro. Ele mostra se o pivô está ligado ou parado e em que ponto da volta está, liga e desliga pelo celular e acompanha pressão, energia, vazão, nível da fonte, chuva e umidade do solo.
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Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.
Em Cristalina, com o São Marcos sob limite de água e furto de cobre no estado, quem fica sabendo na hora que o pivô parou perde menos lâmina, menos desconto e menos registro: fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.
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