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Teste de Bombeamento para Água Mineral: O Que a ANM Exige

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 20 horas
8 min de leitura

Atualizado: há 9 horas

O teste de bombeamento para água mineral segue o item 4.4 da Portaria DNPM 374/2009, mantido pela Resolução ANM nº 193/2024. Ele começa com pré-teste de no mínimo 12 horas. Poço com menos de 10 m³/h faz teste contínuo de pelo menos 30 horas e precisa recuperar mais de 97% do rebaixamento; acima de 10 m³/h, faz teste escalonado em 4 degraus.

Capa com o texto “Teste de bombeamento: o que a ANM exige” sobre a foto: fila de garrafões de água mineral e um transmissor com antena na tubulação

Vai planejar o ensaio de uma fonte de água mineral? Fale com um geólogo do HIDROPAAS no WhatsApp e monte o plano de teste.

Este guia é para quem executa ou contrata o ensaio: geólogo, engenheiro de minas, consultoria ou a própria envasadora. O foco é só o ensaio de bombeamento. Para o restante da norma, leia o post sobre a Resolução ANM 193/2024 e o que ela substituiu.

O que a ANM exige no teste de bombeamento?

A ANM exige o roteiro do item 4.4 da Portaria 374/2009: pré-teste, ensaio contínuo ou escalonado conforme a vazão, recuperação medida e relatório com as vazões do poço. A Resolução ANM 193/2024 manteve os itens 4.4 a 4.5.4 da portaria, então o ensaio continua valendo.

O teste de bombeamento (ou ensaio de bombeamento) é bombear o poço com vazão controlada e medir como o nível desce e depois volta. O rebaixamento (s) é a diferença entre o nível dinâmico (ND, bomba ligada) e o nível estático (NE, bomba parada): s = ND − NE, como define o manual de testes de bombeamento da CPRM.

Resumo do que prevê o item 4.4 da Portaria 374/2009:

Item

O que prevê

4.4.2

Pré-teste de no mínimo 12 h, com recuperação completa

4.4.3

Menos de 10 m³/h: contínuo de no mínimo 30 h e recuperação acima de 97%

4.4.4

Mais de 10 m³/h: escalonado em 4 degraus (25, 50, 75 e 100%)

4.4.5

Leituras conforme normas da ABNT

4.4.6

Poços do sistema parados 24 h antes do teste

4.4.8

ND acima da principal zona de contribuição

4.4.9

Acompanhamento por agente fiscal

4.4.10

Eficiência mínima recomendada de 75%

4.4.11

Equação do poço s = BQ + CQⁿ

4.4.15

Relatório com fotos e vazões Máxima Permissível, Máxima Possível e Recomendada

Os subitens de 4.4.6 em diante estão aqui por resumo. Confira a redação exata no ANMlegis antes de fechar o plano de teste.

Esses números são diferentes dos da outorga estadual. No Paraná, por exemplo, o IAT pede pelo menos 24 h de bombeamento e 6 h de recuperação. A comparação está em quanto tempo dura o teste de bombeamento.

Fluxo do teste de bombeamento para água mineral pela ANM: poços parados, pré-teste de 12 horas, teste contínuo ou escalonado, recuperação e relatório final

Como funciona o pré-teste de 12 horas?

O pré-teste é um bombeamento de no mínimo 12 horas, seguido de recuperação completa do nível, antes do ensaio principal (item 4.4.2). Ele mostra como o poço reage e ajuda a escolher a vazão e a profundidade da bomba do teste definitivo.

Recuperação completa quer dizer esperar o nível voltar ao estático antes de começar o teste que vale. Se o ensaio começa com o nível ainda subindo, o rebaixamento medido se mistura com a recuperação do pré-teste.

Antes disso, organize a parada dos outros poços da captação: segundo o item 4.4 da Portaria 374/2009 (subitem 4.4.6), eles ficam parados 24 horas antes do teste. Confira a redação exata no texto oficial. Use o pré-teste também para conferir sensor, medidor, válvula de regulagem e descarga longe do poço.

Teste contínuo ou escalonado: como a ANM decide?

Quem decide é a vazão do poço. Pelo item 4.4.3, poço com menos de 10 m³/h faz teste contínuo de no mínimo 30 horas. Pelo item 4.4.4, poço com mais de 10 m³/h faz teste escalonado em 4 degraus: 25, 50, 75 e 100% da vazão.

Comparação do teste de bombeamento para água mineral: poço com menos de 10 metros cúbicos por hora faz teste contínuo de 30 horas e poço com mais de 10 faz teste escalonado em 4 degraus

Teste contínuo (menos de 10 m³/h)

No contínuo, a bomba trabalha com a mesma vazão do começo ao fim. Se a vazão oscila, o rebaixamento oscila junto e a curva deixa de representar o poço. Depois das 30 horas (no mínimo), começa a recuperação.

Teste escalonado (mais de 10 m³/h)

No escalonado, a vazão sobe em degraus. Pela definição técnica da ANA, o escalonado não tem recuperação entre as etapas; com recuperação entre elas, o nome é teste sucessivo.

Exemplo ilustrativo: com vazão máxima prevista de 16 m³/h, os 4 degraus ficam em 4, 8, 12 e 16 m³/h. O item 4.4.4 define os percentuais; confira no texto da portaria a duração de cada degrau e alinhe com a ANM.

O escalonado alimenta a equação característica, que o item 4.4 da Portaria 374/2009 (subitem 4.4.11) escreve como s = BQ + CQⁿ; confira a redação no texto oficial. O cálculo está em teste escalonado de poço: equação característica e eficiência.

E se o poço der exatamente 10 m³/h?

O item 4.4 fala em menos de 10 e mais de 10 m³/h. No limite, defina o tipo de ensaio com a ANM antes de começar e registre a decisão no relatório.

Linha de envase de água mineral em funcionamento

Quanto o poço precisa recuperar no teste da ANM?

No teste contínuo, a recuperação precisa passar de 97% (item 4.4.3 da Portaria 374/2009). Ela é medida depois que a bomba desliga, enquanto o nível sobe de volta em direção ao estático.

A conta é: % recuperado = (ND − nível atual) ÷ (ND − NE) × 100.

Exemplo ilustrativo: NE de 20 m e ND de 45 m dão s = 25 m. Para passar de 97%, o residual precisa ficar abaixo de 3% de 25 m, ou seja, 0,75 m. O nível tem de voltar para menos de 20,75 m de profundidade: (45 − 20,75) ÷ 25 × 100 = 97%.

A recuperação costuma ser a fase mais mal registrada, porque muitas vezes cai de madrugada. Leituras densas logo após o desligamento da bomba ajudam a desenhar a curva sem buracos. Critérios de outros órgãos estão em teste de recuperação do poço.

O que mais o item 4.4 pede durante o ensaio?

O item 4.4 também traz condições de execução que afetam o plano e o relatório. Os pontos abaixo seguem o resumo da portaria; confira o texto antes de executar.

  • ND acima da principal zona de contribuição (4.4.8): o bombeamento não deve levar o nível abaixo do trecho por onde entra a maior parte da água. Isso orienta vazão e posição da bomba.

  • Agente fiscal (4.4.9): o teste pode ser acompanhado pela ANM. Combine a data com antecedência e deixe as leituras acessíveis.

  • Eficiência mínima recomendada de 75% (4.4.10): compara a perda no aquífero (BQ) com o rebaixamento total no poço (BQ + CQ²).

A ANA escreve a perda no poço como CQ² e calcula a eficiência como e = BQ ÷ (BQ + CQ²). Exemplo ilustrativo: com BQ = 6 m e CQ² = 2 m, e = 6 ÷ 8 = 0,75, ou 75%.

Como o teste vira vazão de explotação?

O teste é a base das vazões do relatório. Segundo o item 4.4 da Portaria 374/2009 (subitem 4.4.15), o relatório traz fotos e três vazões: Máxima Permissível, Máxima Possível e Recomendada. Confira a redação exata antes de montar o relatório.

A Resolução ANM 193/2024, no art. 17, define a vazão de explotação como a aprovada no Relatório Final de Pesquisa ou na Reavaliação de Reservas, considerando os testes de vazão. Um teste mal feito pode limitar a vazão que a fonte vai produzir.

As diferenças entre essas vazões estão em vazão de explotação, vazão máxima e vazão outorgada. Depois da aprovação, o acompanhamento do poço segue em monitoramento de água subterrânea e a ANM.

Dá para fazer o teste da ANM com sensor de nível e registro automático?

O item 4.4 não trata do tipo de sensor: não fala em datalogger nem em transdutor. Ele pede leituras conforme as normas da ABNT (item 4.4.5). Antes de usar registro automático, combine o método com a ANM.

Uma referência de intervalos é a NBR 12.244:2006, que os traz na seção 6.1, como cita a orientação de teste de produção do IAT-PR. O texto da ABNT não é de acesso livre; tenha a norma em mãos ao montar a planilha.

Nos primeiros minutos o nível desce rápido, e à noite a leitura manual tende a falhar. O registro automático mantém o intervalo da tabela adotada. Na outorga do Paraná, o IAT aceita teste com transdutor com os documentos que lista, mas essa regra é do IAT, não da ANM. Veja a lista completa em datalogger e transdutor no teste de bombeamento.

Erros comuns no teste de bombeamento para água mineral

Estes erros são comuns em campo e tendem a obrigar a repetir o ensaio ou refazer o relatório:

  • Emendar o pré-teste no teste principal sem esperar a recuperação completa.

  • Deixar outros poços do sistema ligados antes do teste, misturando rebaixamentos.

  • Deixar a vazão variar no contínuo, por falta de válvula ou de conferência do medidor.

  • Chamar de escalonado um teste com paradas entre as etapas: pela definição da ANA, com recuperação entre as etapas o nome é teste sucessivo. Descreva no relatório como as etapas foram feitas.

  • Encerrar a recuperação antes de passar de 97%, por cansaço da equipe ou falha de leitura noturna.

  • Entregar relatório sem fotos ou sem as três vazões do item 4.4.15.

Como o HIDROPAAS ajuda

O HIDROPAAS registra nível e vazão do teste automaticamente. O kit tem central de monitoramento, sensor de nível hidrostático no poço e medidor de vazão com telemetria; os dados vão para a plataforma online (web e app).

  • Intervalo de leitura configurável: leituras frequentes no início e mais espaçadas depois.

  • Acompanhamento ao vivo pelo celular ou computador, com gráfico em tempo real.

  • Liga e desliga a bomba pelo app, iniciando bombeamento e recuperação na hora programada.

  • Cálculos automáticos: rebaixamento, capacidade específica (Q/s), transmissividade por Cooper-Jacob ou Theis, percentual de recuperação e sugestão de vazão de explotação.

  • Gráficos e relatório automáticos (rebaixamento x tempo e recuperação x tempo) e planilha exportável em Excel ou CSV.

A equipe não precisa ficar 24 horas ou mais no poço. O relatório reúne os dados que o órgão costuma pedir, e o formato final segue o que a ANM solicitar no seu processo.

  1. Kit reutilizável para perfurador, geólogo ou consultoria, levado de poço em poço.

  2. Aluguel ou contratação por teste.

  3. A PAAS executa o teste e entrega o relatório (no RS, no local; nos outros estados, com parceiro da região ou com o aparelho alugado, instalado pelo cliente e acompanhado a distância pela PAAS).

No kit e no aluguel, quem assina o relatório, com ART, é o responsável técnico do cliente. No serviço, assina o geólogo da PAAS, com ART. Detalhes no guia do teste de bombeamento automático.

Perguntas frequentes

A Resolução ANM 193/2024 mudou o teste de bombeamento da água mineral?

O item do teste foi mantido. A Resolução ANM 193/2024 manteve os itens 4.4 a 4.5.4 da Portaria DNPM 374/2009, e o item 4.4 trata dos ensaios de bombeamento.

Quanto tempo dura o teste de bombeamento para água mineral?

O item 4.4 pede pré-teste de no mínimo 12 horas, com recuperação completa. Em poço com menos de 10 m³/h, o contínuo dura no mínimo 30 horas, mais a recuperação até passar de 97%. O total depende de quanto o poço demora para recuperar.

Quando o teste de água mineral precisa ser escalonado?

Quando o poço tem mais de 10 m³/h. O item 4.4.4 prevê 4 degraus de vazão: 25, 50, 75 e 100%. No limite de 10 m³/h, defina o tipo de ensaio com a ANM antes de começar.

Quanto o poço precisa recuperar no teste contínuo?

Acima de 97% do rebaixamento, segundo o item 4.4.3. Num exemplo ilustrativo com rebaixamento de 25 m, o residual precisa ficar abaixo de 0,75 m.

Posso usar sensor de nível com registro automático no teste da ANM?

O item 4.4 não trata do tipo de sensor e pede leituras conforme as normas da ABNT. Combine o método com a ANM antes do teste. O responsável técnico continua assinando o relatório.

O resultado do teste define a vazão que a fonte pode explotar?

Ele é a base. Pelo art. 17 da Resolução ANM 193/2024, a vazão de explotação é a aprovada no Relatório Final de Pesquisa ou na Reavaliação de Reservas, considerando os testes de vazão.

Conheça o sistema HIDROPAAS para teste de bombeamento

Registro automático de nível e vazão, cálculos e relatório do ensaio em uma só plataforma: veja como funciona o teste de bombeamento automático HIDROPAAS.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

O teste de bombeamento para água mineral segue o item 4.4 da Portaria 374/2009, e planejar pré-teste, ensaio e recuperação evita repetir dias de campo. Quer ajuda? Fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

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