Kit de Teste de Bombeamento para Perfuradores e Geólogos do Paraná

Um kit de teste de bombeamento no Paraná registra nível e vazão do teste que o IAT pede, até no uso insignificante. Para perfurador, geólogo e consultoria, o kit é reutilizável: vai de poço em poço e transforma cada teste em serviço, sem plantão contínuo no poço.

Vende ou executa testes no Paraná? Veja como o kit HIDROPAAS registra o teste que o IAT pede.
Este post é para quem executa ou vende o teste no estado: empresa perfuradora, geólogo autônomo, engenheiro de minas e consultoria ambiental. O IAT (Instituto Água e Terra) é o órgão que cuida da outorga de água no Paraná.
As regras completas do teste estão no guia de teste de bombeamento para outorga no Paraná, da PAAS. Aqui, o foco é o negócio: demanda, custo do plantão e como o kit entra na rotina.
Quem precisa de teste de bombeamento no Paraná?
No Paraná, o IAT pede o teste para a DUIO, para a outorga prévia ou de direito e para a regularização. Ou seja, até o poço de uso insignificante precisa de teste.
A DUIO (Declaração de Uso Independente de Outorga) é o documento da captação pequena. A IN IAT 06/2023 fixa, por exemplo, até 10 m³/h e 20 m³/dia na captação individual. Mesmo nessa faixa, o cadastro é obrigatório, e a página de outorga do IAT exige o teste também para a DUIO.
Segundo a mesma página, o teste segue a NBR 12.244/2006, com no mínimo 24 h de bombeamento, e precisa ter sido feito há no máximo 5 anos. A página pede no mínimo 6 h de recuperação; a orientação do IAT de set/2026 diz que a duração depende da recuperação do poço.
O teste é assinado por geólogo, engenheiro geólogo ou engenheiro de minas, com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) emitida no CREA-PR. O IAT não aceita ART rascunho nem ART de outro estado.
A regra dos 5 anos também pode gerar reteste em poço antigo e em portaria vencida, como mostra o post sobre teste de bombeamento com mais de 5 anos no Paraná. Essas regras são do IAT; para outros estados, veja o teste de bombeamento para outorga por estado.
Qual o tamanho do mercado de teste de bombeamento no Paraná?
Não há um número público de testes feitos por ano no estado. Três dados oficiais ajudam a dimensionar a demanda, cada um com a sua ressalva.
Indicador | Número | Ressalva | Fonte |
Poços do Paraná cadastrados no SIAGAS (dez/2024) | 29.839 | É o cadastro do SIAGAS, não o total real de poços do estado | |
Outorgas emitidas pelo IAT em 2025 | 2.548 | Soma de todos os tipos de outorga, não só de poço | |
Documentos de uso insignificante e anuências prévias de perfuração em 2025 | 14.772 | Total combinado dos dois tipos de documento |
Nem todo processo desses passa pelo teste. A anuência prévia, por exemplo, autoriza a perfurar e é pedida antes da obra. Ainda assim, cada poço que segue para DUIO, outorga ou regularização precisa de um teste dentro do prazo.
Há também um passivo. No mesmo relatório do SIAGAS (p. 47), o Serviço Geológico do Brasil diz que poucos poços cadastrados têm teste completo, com rebaixamento e recuperação. É comum o cadastro trazer só vazão, nível estático e nível dinâmico. O dado é nacional, mas sugere que muitos poços antigos não têm o teste no formato pedido hoje.
Quanto custa o plantão manual no teste do IAT?
Em geral, o maior custo do teste manual é o tempo de equipe no poço. No Paraná, o cronograma tem 12 h de repouso, 24 h de bombeamento e a recuperação, de no mínimo 6 h pela página do IAT (a orientação de set/2026 diz que a duração depende do poço).
Somando, são pelo menos 30 h de leituras e 42 h de cronograma, contando o repouso. Com medição manual, alguém precisa estar no poço em cada leitura, inclusive de madrugada. A sequência hora a hora está no cronograma do teste de bombeamento no IAT.
O manual de testes de bombeamento da CPRM, de 1998, indica equipe mínima de 2 pessoas e aferição do cabo do medidor a cada teste.
Exemplo ilustrativo: com 2 pessoas no poço durante as 30 h de leituras, são 60 horas-pessoa de plantão. A conta não inclui o deslocamento, a montagem nem a desmontagem. São horas em que essa equipe não está em outra obra.
Além das horas, o plantão manual costuma somar:
diárias, alimentação e, em alguns casos, hospedagem perto do poço;
deslocamento até poços distantes, às vezes em mais de uma viagem;
turno de madrugada, quando a atenção cai;
risco de leitura trocada ou perdida, que pode levar a refazer o teste.
Não há valor público para esse custo, e ele varia muito por região. Faça a conta com os números da sua equipe.

Como o kit reutilizável vira serviço de poço em poço?
O kit é comprado uma vez e instalado a cada teste. Terminado um poço, ele é retirado e levado ao próximo, e o teste passa a ser mais um serviço no portfólio.
Com o registro automático, a equipe não precisa ficar 24 h ou mais no poço. Ela instala o sensor e o medidor, programa o teste e acompanha ao vivo pelo celular ou pela web. Volta ao poço nos horários das fotos que o IAT pede.
O teste tem preço de mercado próprio. Na experiência da PAAS, o teste costuma ser cobrado entre R$ 2.500 e R$ 10 mil, conforme a região e o poço. Com o kit, cada novo teste usa o mesmo equipamento.

Para o perfurador, o teste fecha a obra. Segundo o IAT, a outorga de direito é pedida até 60 dias depois da perfuração, e o teste é parte desse pedido. Com o kit, o poço pode ser entregue com o dado que o cliente precisa.
Para geólogo e consultoria, o teste pode virar serviço recorrente, porque a regra dos 5 anos alcança também a regularização de poço antigo. O mesmo kit atende DUIO, outorga e reteste.

O que o IAT pede quando o teste é feito com transdutor?
No Paraná, a orientação do IAT de set/2026 aceita o teste com transdutor e datalogger, com ou sem telemetria, quando o processo traz cronograma, relatório dos equipamentos, planilha modelo, dados brutos e fotos. É uma via aceita, não obrigatória, e o checklist item por item está em teste de bombeamento com transdutor no Paraná.
Kit, aluguel ou a PAAS executa: qual modelo serve para você?
O HIDROPAAS trabalha com três modelos. O que mais vende hoje é o kit próprio, porque ele acompanha a equipe de poço em poço.
Modelo | Para quem | Como funciona | Quem assina |
Kit reutilizável | Perfurador, geólogo e consultoria com testes frequentes | Equipamento próprio, instalado a cada teste e levado ao próximo poço | O RT do cliente, com ART |
Aluguel ou por teste | Quem faz poucos testes ou quer conhecer o sistema | O aparelho vai ao cliente, que instala; a PAAS pode acompanhar o teste a distância | O RT do cliente, com ART |
PAAS executa | Quem não tem equipe ou RT para o teste | A PAAS executa e entrega o relatório; no Paraná, com parceiro da região ou com o aparelho alugado e acompanhado a distância | O geólogo responsável, com ART do CREA-PR |
Em qualquer modelo, no Paraná a ART precisa ser emitida no CREA-PR.
Quais cuidados evitam refazer o teste no Paraná?
Os problemas que mais vemos em campo vêm da preparação e da documentação, não do equipamento.
ART de outro estado. No Paraná, o IAT pede ART do CREA-PR e não aceita ART rascunho.
Air lift ou compressor. Segundo as orientações da planilha modelo, o IAT não aceita esses ensaios.
Registro estrangulado. Com bomba instalada, o registro não é estrangulado durante o teste.
Vizinhos esquecidos. Com poço a menos de 200 m, o IAT pede teste de interferência. Veja o teste de interferência no Paraná.
Repouso curto. O poço e os vizinhos ficam desligados por no mínimo 12 h antes do ensaio.
Nível estático sem conferência. Uma leitura com medidor de nível elétrico no início confere o sensor.
Relógio fora de hora. Se o horário do registro não bate com as fotos, o analista pode questionar o teste.
Dados brutos editados. Guarde o arquivo original e faça ajustes em uma cópia.
Vazão pedida acima da estabilizada. No Paraná, a captação precisa ser igual ou menor que a vazão estabilizada no teste.
Como o HIDROPAAS ajuda
O kit HIDROPAAS tem uma central de monitoramento, um sensor de nível hidrostático no poço e um hidrômetro ou medidor de vazão com telemetria. Os dados vão para a plataforma online, na web e no app, acessível de qualquer lugar com internet.
Liga e desliga a bomba pelo app, na hora programada, para iniciar o bombeamento e a recuperação.
Intervalo de leitura configurável: leituras frequentes no início e mais espaçadas depois, conforme o RT programar.
Acompanhamento ao vivo pelo celular ou pela web, com gráfico em tempo real.
Exportação em Excel ou CSV, base para a planilha de dados brutos e para outro software.
Cálculos automáticos: rebaixamento, capacidade específica (Q/s), transmissividade (Cooper-Jacob ou Theis), curva e percentual de recuperação e sugestão de vazão de explotação.
Gráficos e relatório automáticos, com rebaixamento x tempo e recuperação x tempo.
O kit gera os dados que a orientação do IAT pede, e o RT confere, monta e assina. As fotos são feitas pela equipe no poço. A faixa, a resolução e a acurácia do sensor são informadas pelo RT, a partir da ficha técnica do sensor usado.
O relatório automático reúne os gráficos e cálculos que os órgãos costumam pedir. O formato final segue o modelo do IAT, montado pelo RT. Veja o que precisa constar em relatório de teste de bombeamento: o que precisa ter e quem assina. O sistema completo está em teste de bombeamento automático: equipamento, cálculos e relatório.
Perguntas frequentes
O IAT exige teste de bombeamento para uso insignificante?
Sim. No Paraná, o IAT pede o teste também para a DUIO, o documento do uso insignificante. A página do IAT pede no mínimo 24 h de bombeamento e teste feito há no máximo 5 anos também nesse caso.
O kit de teste de bombeamento pode ser usado em vários poços?
Sim. O kit HIDROPAAS é reutilizável: ele é instalado em um poço, retirado no fim do teste e levado ao próximo. O kit próprio é o modelo que mais vende hoje para perfuradores, geólogos e consultorias.
Posso alugar o equipamento em vez de comprar o kit?
Sim. Além do kit reutilizável, o HIDROPAAS trabalha com aluguel ou contratação por teste. O aparelho vai até o cliente, que instala, e a PAAS pode acompanhar o teste a distância. No aluguel, o relatório é assinado pelo RT do cliente, com ART do CREA-PR.
Quanto custa um teste de bombeamento no Paraná?
Na experiência da PAAS, o teste costuma ser cobrado entre R$ 2.500 e R$ 10 mil, conforme a região e o poço. Cada orçamento depende dos dados do poço e do local.
Preciso ficar no poço durante o teste com o kit?
Não durante as 24 h. O registro é automático, e o teste pode ser acompanhado ao vivo pelo celular ou pela web. A equipe vai ao poço para instalar os equipamentos e nos horários das fotos que o IAT pede.
A PAAS pode executar o teste no Paraná?
Sim. A PAAS executa o teste e entrega o relatório, com parceiro da região ou com o aparelho alugado, instalado pelo cliente e acompanhado a distância. Na execução, o teste é assinado pelo geólogo responsável, com ART do CREA-PR.
Conheça o sistema HIDROPAAS para teste de bombeamento
O kit registra nível e vazão, liga e desliga a bomba pelo app e gera gráficos, cálculos e relatório: veja como funciona o teste de bombeamento automático HIDROPAAS.
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Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.
No Paraná, o teste é exigido até no uso insignificante, e um kit que vai de poço em poço transforma essa exigência em serviço. Para montar o seu, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.
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