Datalogger e Transdutor no Teste de Bombeamento: O Que o Órgão Pede

Atualizado: há 9 horas
O transdutor de pressão no teste de bombeamento é um sensor de nível que fica submerso no poço. Ligado a um datalogger, ele grava o nível da água sozinho durante o bombeamento e a recuperação. No Paraná, o IAT aceita o teste com transdutor, com ou sem telemetria, se o processo trouxer os documentos que ele lista.

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Datalogger é o registrador que guarda cada leitura com data e hora. O IAT (Instituto Água e Terra do Paraná) publicou uma orientação específica para teste de produção com uso de transdutores. Abaixo, cada item dessa lista, como atendê-lo e o que outros órgãos dizem.
O que são transdutor de pressão e datalogger no teste de bombeamento?
O transdutor mede a pressão da coluna de água acima dele e converte esse valor em nível. O datalogger grava essas leituras no intervalo programado. A telemetria, que é o envio dos dados pela internet, permite acompanhar tudo à distância.
O transdutor de pressão, também chamado de sensor piezométrico ou hidrostático, desce pelo poço e fica abaixo do nível dinâmico, que é o nível da água com a bomba ligada. O funcionamento está detalhado no guia do transdutor de pressão (piezométrico) para poço.
No teste de bombeamento, esse conjunto substitui a anotação manual feita com o medidor de nível elétrico, a sonda de cabo graduado que o técnico desce a cada leitura. Os dois têm lugar no campo, e a comparação completa está em medidor de nível elétrico ou sensor hidrostático.
Exemplo ilustrativo: um sensor instalado a 80 m da boca do poço tem 35 m de coluna de água acima dele. O nível da água está, então, a 80 − 35 = 45 m de profundidade. Se o nível estático (bomba parada) era 20 m, o rebaixamento é 45 − 20 = 25 m. A conta usa a fórmula s = ND − NE do manual de testes de bombeamento da CPRM.
Quais documentos o IAT pede para aceitar o teste com transdutor?
O IAT pede seis itens: cronograma, dados do datalogger, ficha do sensor, planilha bruta, fotos do hidrômetro e imagens da telemetria, quando usada. Segundo a orientação do IAT para teste com transdutores, o teste é aceito com ou sem telemetria quando o processo traz esses documentos.
Documento que o IAT pede | Como atender |
Cronograma do teste | Datas e horários do repouso, do início do bombeamento, do fim das 24 h e do fim da recuperação. Monte antes de ligar a bomba. |
Modelo do datalogger e intervalo de registro compatíveis com a NBR 12.244 | Informe o modelo do registrador e o intervalo programado. O responsável técnico confere o intervalo com a seção 6.1 da NBR 12.244, que traz os intervalos de leitura. |
Faixa, resolução e acurácia do sensor de nível | Anexe a ficha técnica do fabricante do transdutor usado. A faixa precisa cobrir toda a coluna de água esperada durante o teste. |
Planilha de dados brutos do datalogger | Envie o arquivo exportado como saiu do registrador. Cálculos, correções e gráficos vão em arquivo separado. |
Foto do hidrômetro no início, com 12 h e com 24 h | Alguém precisa estar no poço nesses momentos. Deixe o visor limpo e a leitura legível na foto. |
Imagens do sistema de telemetria, se usado | Fotos da central instalada e capturas de tela da plataforma durante o teste. |
Repare que a lista não pede equipamento de uma marca específica. Ela pede rastreabilidade: saber qual sensor mediu, de quanto em quanto tempo e com que limite de erro.

Quais regras do teste continuam valendo no Paraná?
O transdutor muda a forma de registrar, não as regras do teste. Na página de outorga do IAT, o teste tem no mínimo 24 h de bombeamento e 6 h de recuperação, conforme a NBR 12.244/2006, e não pode ter mais de 5 anos.
Nas orientações do IAT para o teste de produção, entram ainda:
repouso de pelo menos 12 h antes do início;
o poço e os poços vizinhos desligados por 12 h;
teste de interferência quando houver outro poço a menos de 200 m;
fotos com coordenada, data e hora no início e a cada 6 h (6, 12, 18 e 24 h), com no mínimo 5 fotos no rebaixamento;
planilha com os intervalos de leitura da seção 6.1 da NBR 12.244.
O IAT também pede planilhas assinadas pelo responsável técnico (RT), relatório fotográfico e ART, a Anotação de Responsabilidade Técnica. O caminho completo da outorga no estado está no guia de teste de bombeamento para outorga no Paraná.

Outros órgãos aceitam datalogger no teste de bombeamento?
Entre as normas que consultamos, só o IAT tem orientação própria para transdutores. Outros órgãos citam registro eletrônico ou só definem o formato do relatório. Lembre que a outorga de poço é estadual: a ANA outorga apenas águas de domínio da União.
Órgão | O que diz sobre o registro | Fonte |
São Paulo | Cita hidrômetro e tubo auxiliar “ou algum outro dispositivo de tecnologia atualizada”. Instrução de 2017, atualizada em 2018: confira se a SP Águas publicou versão nova. | |
Amazonas (IPAAM) | O formulário de relatório aceita controle de vazão eletrônico ou eletromagnético e rebaixamento eletrônico. | |
Goiás | Pede que o relatório informe os equipamentos usados, todas as medidas e as curvas do teste. | |
Rio Grande do Sul | Define o formato: planilha padrão do DRH e gráficos semilog de rebaixamento e recuperação. Arquivo de 2016: confira a versão no SIOUT. | |
ANM (água mineral) | O item 4.4 da Portaria DNPM 374/2009, mantido pela Resolução ANM 193/2024, não trata do tipo de sensor. Combine com a ANM. |
O datalogger ajuda a cumprir a parte de medições desses documentos, com todas as leituras datadas. O formato do relatório e a aceitação do sensor seguem cada órgão, então confirme com o analista quando a norma não fala do sensor.
Por que registrar o teste com datalogger em vez de só anotar?
Porque as leituras mais importantes acontecem no começo, quando o nível cai rápido, e de madrugada, quando é difícil manter atenção no poço. O registro automático cobre os dois momentos sem depender de alguém anotando.
Na tabela apresentada pela ANA em novembro de 2025, as leituras vão de 1 em 1 minuto nos primeiros 10 minutos. Com medidor manual, isso ocupa uma pessoa só com o cabo e a prancheta. As diferenças entre as tabelas de ANA, CPRM, IPAAM e ABAS estão no post sobre intervalo de leitura no teste de bombeamento.
O manual da CPRM de 1998 indica equipe mínima de 2 pessoas e aferição do cabo do medidor a cada teste. O datalogger não elimina a conferência, mas reduz o trabalho repetitivo e o risco de leitura trocada ao longo de 24 h ou mais.
Quais erros mais atrapalham o teste com transdutor?
Os problemas que mais vemos em campo vêm da configuração e da documentação, não do sensor.
Não medir o nível estático manualmente. Uma leitura com medidor elétrico no início e no fim confere o transdutor e sustenta o dado se houver dúvida.
Sensor raso demais ou colado na bomba. Se o nível descer abaixo do sensor, a leitura se perde. Muito perto da bomba, a turbulência pode gerar ruído.
Faixa do sensor menor que a coluna de água. O transdutor satura e deixa de acompanhar o nível real.
Intervalo longo desde o início. Programe leituras densas nos primeiros minutos e mais espaçadas depois, conforme a tabela que o órgão pede.
Relógio do datalogger fora de hora. Se o horário não bate com as fotos do hidrômetro, o analista pode questionar o teste.
Editar a planilha bruta. O IAT pede dados brutos. Guarde o arquivo original e faça ajustes em uma cópia.
Achar que o registro automático dispensa ir ao poço. No Paraná, as fotos do hidrômetro e as fotos com coordenada exigem presença em horários definidos. Coloque essas visitas no cronograma.
Como o HIDROPAAS ajuda
O HIDROPAAS monta o teste com uma central de monitoramento, um sensor de nível hidrostático no poço e um hidrômetro ou medidor de vazão com telemetria. Os dados vão para uma plataforma online, na web e no app, acessível de qualquer lugar com internet.

Veja como o sistema se encaixa nos itens da lista do IAT:
Cronograma: a bomba liga e desliga pelo app, na hora programada, para iniciar o bombeamento e a fase de recuperação.
Intervalo de registro: o intervalo de leitura é configurável, com leituras frequentes no início e mais espaçadas depois. O RT programa o intervalo que o órgão pede.
Planilha de dados brutos: a plataforma exporta as leituras em Excel ou CSV, para anexar ao processo ou usar em outro software.
Imagens da telemetria: o gráfico em tempo real, no celular e na web, gera as telas do processo.
Cálculos e gráficos: rebaixamento, capacidade específica (Q/s), transmissividade (Cooper-Jacob ou Theis), recuperação e sugestão de vazão de explotação, com gráficos de rebaixamento x tempo e recuperação x tempo.
A ficha técnica do sensor e as fotos do hidrômetro entram no processo pelo responsável técnico. A equipe não precisa ficar 24 h ou mais no poço, mas precisa ir nos horários das fotos.
O relatório automático reúne os gráficos e cálculos que os órgãos costumam pedir, e o formato final segue o formulário de cada órgão. Veja o que precisa constar em relatório de teste de bombeamento: o que precisa ter e quem assina.
Há três formas de usar. A primeira é o kit reutilizável, para o perfurador, geólogo ou consultoria levar de poço em poço. A segunda é o aluguel ou a contratação por teste. Na terceira, a PAAS executa o teste com o sistema e entrega o relatório (no RS, no local; nos outros estados, com parceiro da região ou com o aparelho alugado, instalado pelo cliente e acompanhado a distância pela PAAS). No kit e no aluguel, assina com ART o RT do cliente. No serviço, assina o geólogo da PAAS, com ART. O sistema completo está em teste de bombeamento automático: equipamento, cálculos e relatório.
Perguntas frequentes
O IAT aceita teste de bombeamento com transdutor?
No Paraná, sim, com ou sem telemetria. A orientação do IAT pede cronograma, modelo e intervalo do datalogger, ficha do sensor, planilha de dados brutos, fotos do hidrômetro no início, com 12 h e com 24 h, e imagens da telemetria, se usada.
Qual a diferença entre transdutor de pressão e datalogger?
O transdutor é o sensor que fica submerso e mede a pressão da coluna de água, convertida em nível. O datalogger é o registrador que grava cada leitura com data e hora, no intervalo programado. Muitos sistemas trazem os dois juntos, mas o IAT pede informações de cada um.
Preciso de telemetria para fazer o teste com transdutor?
No Paraná, não. O IAT aceita o teste com transdutor com ou sem telemetria. Se houver telemetria, o processo deve incluir imagens do sistema. A vantagem dela é acompanhar o teste ao vivo e agir se algo sair do previsto.
Posso ajustar a planilha do datalogger antes de enviar?
O IAT pede a planilha de dados brutos do datalogger. O mais seguro é enviar o arquivo como foi exportado e fazer cálculos, correções e gráficos em outro arquivo. Assim o analista consegue conferir o dado original.
Outros estados aceitam teste com datalogger?
Entre as normas consultadas, só o IAT tem orientação própria para transdutores. Em SP, a IT-DPO nº 10 cita “algum outro dispositivo de tecnologia atualizada”; a instrução é de 2017, atualizada em 2018, então confira se a SP Águas publicou versão nova. No Amazonas, o formulário do IPAAM aceita registro eletrônico. Onde a norma não trata do sensor, confirme com o órgão antes do teste.
Quem assina o relatório do teste feito com datalogger?
O responsável técnico habilitado, com ART. No Paraná, o IAT pede planilhas assinadas pelo RT e ART. Com o kit ou o aluguel do HIDROPAAS, assina o RT do cliente; quando a PAAS executa o teste, assina o geólogo da PAAS, com ART.
Conheça o sistema HIDROPAAS para teste de bombeamento
O sistema registra nível e vazão, liga e desliga a bomba pelo app e gera gráficos, cálculos e relatório: veja como funciona o teste de bombeamento automático HIDROPAAS.
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Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.
Com transdutor e datalogger, o teste fica registrado do começo ao fim, e no Paraná o IAT já diz exatamente o que anexar. Para planejar o seu, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.
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