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Datalogger e Transdutor no Teste de Bombeamento: O Que o Órgão Pede

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 20 horas
9 min de leitura

Atualizado: há 9 horas

O transdutor de pressão no teste de bombeamento é um sensor de nível que fica submerso no poço. Ligado a um datalogger, ele grava o nível da água sozinho durante o bombeamento e a recuperação. No Paraná, o IAT aceita o teste com transdutor, com ou sem telemetria, se o processo trouxer os documentos que ele lista.

Capa com o texto “Transdutor no teste: o que o IAT pede” sobre a foto: técnico desce o sensor de nível hidrostático dentro do tubo de um poço

Vai fazer um teste com transdutor e quer montar a documentação certa desde o início? Fale com o HIDROPAAS no WhatsApp.

Datalogger é o registrador que guarda cada leitura com data e hora. O IAT (Instituto Água e Terra do Paraná) publicou uma orientação específica para teste de produção com uso de transdutores. Abaixo, cada item dessa lista, como atendê-lo e o que outros órgãos dizem.

O que são transdutor de pressão e datalogger no teste de bombeamento?

O transdutor mede a pressão da coluna de água acima dele e converte esse valor em nível. O datalogger grava essas leituras no intervalo programado. A telemetria, que é o envio dos dados pela internet, permite acompanhar tudo à distância.

O transdutor de pressão, também chamado de sensor piezométrico ou hidrostático, desce pelo poço e fica abaixo do nível dinâmico, que é o nível da água com a bomba ligada. O funcionamento está detalhado no guia do transdutor de pressão (piezométrico) para poço.

No teste de bombeamento, esse conjunto substitui a anotação manual feita com o medidor de nível elétrico, a sonda de cabo graduado que o técnico desce a cada leitura. Os dois têm lugar no campo, e a comparação completa está em medidor de nível elétrico ou sensor hidrostático.

Exemplo ilustrativo: um sensor instalado a 80 m da boca do poço tem 35 m de coluna de água acima dele. O nível da água está, então, a 80 − 35 = 45 m de profundidade. Se o nível estático (bomba parada) era 20 m, o rebaixamento é 45 − 20 = 25 m. A conta usa a fórmula s = ND − NE do manual de testes de bombeamento da CPRM.

Quais documentos o IAT pede para aceitar o teste com transdutor?

O IAT pede seis itens: cronograma, dados do datalogger, ficha do sensor, planilha bruta, fotos do hidrômetro e imagens da telemetria, quando usada. Segundo a orientação do IAT para teste com transdutores, o teste é aceito com ou sem telemetria quando o processo traz esses documentos.

Documento que o IAT pede

Como atender

Cronograma do teste

Datas e horários do repouso, do início do bombeamento, do fim das 24 h e do fim da recuperação. Monte antes de ligar a bomba.

Modelo do datalogger e intervalo de registro compatíveis com a NBR 12.244

Informe o modelo do registrador e o intervalo programado. O responsável técnico confere o intervalo com a seção 6.1 da NBR 12.244, que traz os intervalos de leitura.

Faixa, resolução e acurácia do sensor de nível

Anexe a ficha técnica do fabricante do transdutor usado. A faixa precisa cobrir toda a coluna de água esperada durante o teste.

Planilha de dados brutos do datalogger

Envie o arquivo exportado como saiu do registrador. Cálculos, correções e gráficos vão em arquivo separado.

Foto do hidrômetro no início, com 12 h e com 24 h

Alguém precisa estar no poço nesses momentos. Deixe o visor limpo e a leitura legível na foto.

Imagens do sistema de telemetria, se usado

Fotos da central instalada e capturas de tela da plataforma durante o teste.

Repare que a lista não pede equipamento de uma marca específica. Ela pede rastreabilidade: saber qual sensor mediu, de quanto em quanto tempo e com que limite de erro.

Infográfico com os seis documentos que o IAT pede no teste com transdutor: cronograma, datalogger, ficha do sensor, dados brutos, fotos do hidrômetro e telas da telemetria

Quais regras do teste continuam valendo no Paraná?

O transdutor muda a forma de registrar, não as regras do teste. Na página de outorga do IAT, o teste tem no mínimo 24 h de bombeamento e 6 h de recuperação, conforme a NBR 12.244/2006, e não pode ter mais de 5 anos.

  • repouso de pelo menos 12 h antes do início;

  • o poço e os poços vizinhos desligados por 12 h;

  • teste de interferência quando houver outro poço a menos de 200 m;

  • fotos com coordenada, data e hora no início e a cada 6 h (6, 12, 18 e 24 h), com no mínimo 5 fotos no rebaixamento;

  • planilha com os intervalos de leitura da seção 6.1 da NBR 12.244.

O IAT também pede planilhas assinadas pelo responsável técnico (RT), relatório fotográfico e ART, a Anotação de Responsabilidade Técnica. O caminho completo da outorga no estado está no guia de teste de bombeamento para outorga no Paraná.

Técnico ao lado de um poço com sensor e central de monitoramento, conferindo os dados no notebook

Outros órgãos aceitam datalogger no teste de bombeamento?

Entre as normas que consultamos, só o IAT tem orientação própria para transdutores. Outros órgãos citam registro eletrônico ou só definem o formato do relatório. Lembre que a outorga de poço é estadual: a ANA outorga apenas águas de domínio da União.

Órgão

O que diz sobre o registro

Fonte

São Paulo

Cita hidrômetro e tubo auxiliar “ou algum outro dispositivo de tecnologia atualizada”. Instrução de 2017, atualizada em 2018: confira se a SP Águas publicou versão nova.

Amazonas (IPAAM)

O formulário de relatório aceita controle de vazão eletrônico ou eletromagnético e rebaixamento eletrônico.

Goiás

Pede que o relatório informe os equipamentos usados, todas as medidas e as curvas do teste.

Rio Grande do Sul

Define o formato: planilha padrão do DRH e gráficos semilog de rebaixamento e recuperação. Arquivo de 2016: confira a versão no SIOUT.

ANM (água mineral)

O item 4.4 da Portaria DNPM 374/2009, mantido pela Resolução ANM 193/2024, não trata do tipo de sensor. Combine com a ANM.

O datalogger ajuda a cumprir a parte de medições desses documentos, com todas as leituras datadas. O formato do relatório e a aceitação do sensor seguem cada órgão, então confirme com o analista quando a norma não fala do sensor.

Por que registrar o teste com datalogger em vez de só anotar?

Porque as leituras mais importantes acontecem no começo, quando o nível cai rápido, e de madrugada, quando é difícil manter atenção no poço. O registro automático cobre os dois momentos sem depender de alguém anotando.

Na tabela apresentada pela ANA em novembro de 2025, as leituras vão de 1 em 1 minuto nos primeiros 10 minutos. Com medidor manual, isso ocupa uma pessoa só com o cabo e a prancheta. As diferenças entre as tabelas de ANA, CPRM, IPAAM e ABAS estão no post sobre intervalo de leitura no teste de bombeamento.

O manual da CPRM de 1998 indica equipe mínima de 2 pessoas e aferição do cabo do medidor a cada teste. O datalogger não elimina a conferência, mas reduz o trabalho repetitivo e o risco de leitura trocada ao longo de 24 h ou mais.

Quais erros mais atrapalham o teste com transdutor?

Os problemas que mais vemos em campo vêm da configuração e da documentação, não do sensor.

  • Não medir o nível estático manualmente. Uma leitura com medidor elétrico no início e no fim confere o transdutor e sustenta o dado se houver dúvida.

  • Sensor raso demais ou colado na bomba. Se o nível descer abaixo do sensor, a leitura se perde. Muito perto da bomba, a turbulência pode gerar ruído.

  • Faixa do sensor menor que a coluna de água. O transdutor satura e deixa de acompanhar o nível real.

  • Intervalo longo desde o início. Programe leituras densas nos primeiros minutos e mais espaçadas depois, conforme a tabela que o órgão pede.

  • Relógio do datalogger fora de hora. Se o horário não bate com as fotos do hidrômetro, o analista pode questionar o teste.

  • Editar a planilha bruta. O IAT pede dados brutos. Guarde o arquivo original e faça ajustes em uma cópia.

  • Achar que o registro automático dispensa ir ao poço. No Paraná, as fotos do hidrômetro e as fotos com coordenada exigem presença em horários definidos. Coloque essas visitas no cronograma.

Como o HIDROPAAS ajuda

O HIDROPAAS monta o teste com uma central de monitoramento, um sensor de nível hidrostático no poço e um hidrômetro ou medidor de vazão com telemetria. Os dados vão para uma plataforma online, na web e no app, acessível de qualquer lugar com internet.

Fluxo do dado no teste de bombeamento: sensor no poço e medidor de vazão enviam leituras à central, que alimenta a plataforma online e gera planilha e relatório

Veja como o sistema se encaixa nos itens da lista do IAT:

  • Cronograma: a bomba liga e desliga pelo app, na hora programada, para iniciar o bombeamento e a fase de recuperação.

  • Intervalo de registro: o intervalo de leitura é configurável, com leituras frequentes no início e mais espaçadas depois. O RT programa o intervalo que o órgão pede.

  • Planilha de dados brutos: a plataforma exporta as leituras em Excel ou CSV, para anexar ao processo ou usar em outro software.

  • Imagens da telemetria: o gráfico em tempo real, no celular e na web, gera as telas do processo.

  • Cálculos e gráficos: rebaixamento, capacidade específica (Q/s), transmissividade (Cooper-Jacob ou Theis), recuperação e sugestão de vazão de explotação, com gráficos de rebaixamento x tempo e recuperação x tempo.

A ficha técnica do sensor e as fotos do hidrômetro entram no processo pelo responsável técnico. A equipe não precisa ficar 24 h ou mais no poço, mas precisa ir nos horários das fotos.

O relatório automático reúne os gráficos e cálculos que os órgãos costumam pedir, e o formato final segue o formulário de cada órgão. Veja o que precisa constar em relatório de teste de bombeamento: o que precisa ter e quem assina.

Há três formas de usar. A primeira é o kit reutilizável, para o perfurador, geólogo ou consultoria levar de poço em poço. A segunda é o aluguel ou a contratação por teste. Na terceira, a PAAS executa o teste com o sistema e entrega o relatório (no RS, no local; nos outros estados, com parceiro da região ou com o aparelho alugado, instalado pelo cliente e acompanhado a distância pela PAAS). No kit e no aluguel, assina com ART o RT do cliente. No serviço, assina o geólogo da PAAS, com ART. O sistema completo está em teste de bombeamento automático: equipamento, cálculos e relatório.

Perguntas frequentes

O IAT aceita teste de bombeamento com transdutor?

No Paraná, sim, com ou sem telemetria. A orientação do IAT pede cronograma, modelo e intervalo do datalogger, ficha do sensor, planilha de dados brutos, fotos do hidrômetro no início, com 12 h e com 24 h, e imagens da telemetria, se usada.

Qual a diferença entre transdutor de pressão e datalogger?

O transdutor é o sensor que fica submerso e mede a pressão da coluna de água, convertida em nível. O datalogger é o registrador que grava cada leitura com data e hora, no intervalo programado. Muitos sistemas trazem os dois juntos, mas o IAT pede informações de cada um.

Preciso de telemetria para fazer o teste com transdutor?

No Paraná, não. O IAT aceita o teste com transdutor com ou sem telemetria. Se houver telemetria, o processo deve incluir imagens do sistema. A vantagem dela é acompanhar o teste ao vivo e agir se algo sair do previsto.

Posso ajustar a planilha do datalogger antes de enviar?

O IAT pede a planilha de dados brutos do datalogger. O mais seguro é enviar o arquivo como foi exportado e fazer cálculos, correções e gráficos em outro arquivo. Assim o analista consegue conferir o dado original.

Outros estados aceitam teste com datalogger?

Entre as normas consultadas, só o IAT tem orientação própria para transdutores. Em SP, a IT-DPO nº 10 cita “algum outro dispositivo de tecnologia atualizada”; a instrução é de 2017, atualizada em 2018, então confira se a SP Águas publicou versão nova. No Amazonas, o formulário do IPAAM aceita registro eletrônico. Onde a norma não trata do sensor, confirme com o órgão antes do teste.

Quem assina o relatório do teste feito com datalogger?

O responsável técnico habilitado, com ART. No Paraná, o IAT pede planilhas assinadas pelo RT e ART. Com o kit ou o aluguel do HIDROPAAS, assina o RT do cliente; quando a PAAS executa o teste, assina o geólogo da PAAS, com ART.

Conheça o sistema HIDROPAAS para teste de bombeamento

O sistema registra nível e vazão, liga e desliga a bomba pelo app e gera gráficos, cálculos e relatório: veja como funciona o teste de bombeamento automático HIDROPAAS.

Veja também

Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

Com transdutor e datalogger, o teste fica registrado do começo ao fim, e no Paraná o IAT já diz exatamente o que anexar. Para planejar o seu, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

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