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Planilha do Teste de Bombeamento para o IAT: Dados e Intervalos

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 3 dias
9 min de leitura

A planilha do teste de bombeamento para o IAT segue o modelo do próprio instituto: cabeçalho com dados do poço e da bomba, uma tabela de bombeamento e outra de recuperação com os tempos de leitura já impressos, e o bloco de assinatura do responsável técnico com a ART do CREA-PR. Com transdutor, o IAT pede também os dados brutos do datalogger.

Capa com o texto “Planilha do teste: o que o IAT pede” sobre a foto: técnico acompanha no notebook os dados de uma tubulação com medidor de vazão

Vai preencher a planilha a partir de leituras automáticas? Veja como o kit HIDROPAAS exporta as leituras que a planilha do IAT pede.

No Paraná, o IAT (Instituto Água e Terra) pede as planilhas do teste, de bombeamento e de recuperação, assinadas pelo responsável técnico, com relatório fotográfico e ART, segundo a página de outorga do IAT. Este post percorre o modelo campo a campo e mostra como passar as leituras do datalogger para ele.

Onde baixar a planilha modelo do IAT e qual é o formato?

A planilha modelo fica no site do IAT, na aba Gestão das Águas, e é um arquivo .docx. A orientação do IAT para o teste de produção, de setembro de 2026, pede que a planilha siga a NBR 12.244:2006, com os intervalos de leitura da seção 6.1, no modelo do instituto.

Quando consultamos, em outubro de 2026, o arquivo era a planilha de teste de produção versão 2025 v2. Modelos mudam. Antes de cada teste, baixe o arquivo atual no site do IAT.

A planilha vale para os processos de outorga e de DUIO, a Declaração de Uso Independente de Outorga emitida para o uso insignificante. Segundo a página do IAT, o teste precisa ter sido feito há no máximo 5 anos.

O que vai no cabeçalho da planilha do IAT?

O cabeçalho identifica o poço, o teste e a bomba usada. Segundo a planilha modelo do IAT, ele traz estes campos:

  • Identificação: usuário ou requerente; nome ou número do poço; coordenadas.

  • Poço: profundidade (m); entradas d'água (m); cota do terreno (m); altura da boca (m); nível estático (m).

  • Teste: data de início e de fim; método de aferição da vazão.

  • Bomba: tipo da bomba do teste; marca e modelo; potência (HP ou CV); profundidade de instalação do crivo (m).

O nível estático (NE) é a profundidade da água com a bomba parada. O modelo orienta medir o NE com todos os poços do imóvel desligados por no mínimo 12 h. Se o NE sair errado, todo o rebaixamento da planilha sai errado junto.

A altura da boca ajuda o analista a entender de onde as medidas partem. Uma boa prática é usar a mesma referência de medida do início ao fim do teste e deixar isso claro nas observações.

No método de aferição da vazão, descreva como a vazão foi medida: hidrômetro, recipiente volumétrico ou outro método. As opções e os cuidados de cada uma estão em como medir a vazão no teste de bombeamento.

Infográfico com os quatro blocos da planilha modelo do IAT para o teste de bombeamento: cabeçalho, tabela de bombeamento, tabela de recuperação e assinatura do responsável técnico

Quais colunas têm as tabelas de bombeamento e de recuperação?

A tabela de bombeamento tem seis colunas e a de recuperação tem cinco, sem a coluna de vazão, porque a bomba está desligada. A divisão abaixo segue a planilha modelo do IAT.

Tabela

Colunas

O que registrar

Bombeamento

Horário · tempo (min) · ND (m) · Sw (m) · vazão (m³/h) · observações

ND é o nível dinâmico, com a bomba ligada. Sw é o rebaixamento.

Recuperação

Horário · tempo (min) · nível da água (m) · Sw (m) · observações

O tempo volta a contar do zero quando a bomba desliga. Sw é o rebaixamento que ainda resta.

O rebaixamento é a diferença entre o nível medido e o nível estático: s = ND − NE, como define o manual de testes de bombeamento da CPRM. Na recuperação, a mesma conta usa o nível da água medido em cada tempo.

A coluna de vazão pesa na decisão. No Paraná, a página de outorga do IAT diz que a vazão máxima de captação deve ser igual ou menor que a vazão estabilizada no teste. O modelo também orienta não estrangular o registro durante o teste com bomba instalada e informa que não são aceitos ensaios com air lift ou compressor.

Exemplo ilustrativo de linhas da tabela de bombeamento, com NE de 18,40 m:

Tempo (min)

ND (m)

Sw (m)

Vazão (m³/h)

0

18,40

0,00

6,0

1

21,10

2,70

6,0

10

24,85

6,45

6,0

60

27,30

8,90

6,0

1.440

29,95

11,55

6,0

Cada Sw é o ND da linha menos 18,40 m. Com esses números, a curva de rebaixamento x tempo fica como a explicada em curva de rebaixamento x tempo. A leitura da fase sem bomba está em teste de recuperação de poço.

Quais tempos de leitura vêm impressos na planilha do IAT?

Segundo a planilha modelo do IAT, as duas tabelas trazem os mesmos 56 tempos, de 0 a 1.440 minutos (24 h). As leituras são densas no começo, quando o nível muda rápido, e espaçadas no fim.

Faixa (min)

Passo

Tempos impressos no modelo (min)

0 a 10

1 min

0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10

10 a 20

2 min

12, 14, 16, 18, 20

20 a 60

5 min

25, 30, 35, 40, 45, 50, 55, 60

60 a 120

10 min

70, 80, 90, 100, 110, 120

120 a 600

30 min

150, 180, 210, 240, 270, 300, 330, 360, 390, 420, 450, 480, 510, 540, 570, 600

600 a 900

60 min

660, 720, 780, 840, 900

900 a 1.440

120 min, e 60 no fim

1.020, 1.140, 1.260, 1.380, 1.440

O IAT remete aos intervalos da seção 6.1 da NBR 12.244:2006, mas os documentos do instituto não reproduzem a tabela da norma. Por isso, trate esses valores como os tempos do modelo do IAT e confira no arquivo atual. A comparação com as tabelas de ANA, CPRM, IPAAM e ABAS está em intervalo de leitura no teste de bombeamento.

Na recuperação, o preenchimento vai até o fim da fase. Sobre a duração, a página do IAT pede no mínimo 6 h de recuperação; a orientação de set/2026 diz que a duração depende da recuperação do poço.

Medidor de vazão eletromagnético instalado em tubulação industrial

Como passar as leituras do datalogger para a planilha modelo?

O caminho é exportar as leituras, guardar o arquivo original, separar o valor de cada tempo impresso e preencher o modelo. No Paraná, quem faz o teste com transdutor entrega as duas coisas: a planilha modelo e a cópia dos dados brutos gravados no datalogger, conforme a orientação do IAT para transdutores.

  1. Exporte as leituras da plataforma, em Excel ou CSV.

  2. Guarde o arquivo bruto intacto. Ele vai ao processo como dado bruto. O IAT não especifica o formato do arquivo.

  3. Faça uma cópia de trabalho e separe, nela, a leitura de cada tempo impresso no modelo.

  4. Calcule o Sw de cada linha, no bombeamento e na recuperação, com o mesmo NE do cabeçalho.

  5. Preencha o modelo .docx do IAT: cabeçalho, as duas tabelas e as observações.

  6. Revise e assine. O RT confere os valores contra o arquivo bruto antes de assinar.

Fluxo em seis etapas do datalogger até a planilha do IAT: exportar as leituras, guardar o arquivo bruto, separar os tempos do modelo, calcular o rebaixamento, preencher o modelo e revisar e assinar

O datalogger costuma gravar mais pontos do que a planilha pede. Para facilitar, o RT programa o intervalo de registro de forma que haja leitura em cada tempo impresso. Se uma leitura não cair no minuto exato, use a mais próxima, anote o horário real na coluna de horário e registre isso nas observações. Se a diferença for grande, confirme com o IAT.

Os documentos próprios do teste com transdutor, como o relatório dos equipamentos e as fotos do hidrômetro, estão em teste de bombeamento com transdutor no Paraná.

Quem assina a planilha e o que vai no bloco do RT?

Assina o responsável técnico do teste. Segundo a planilha modelo do IAT, o bloco final traz nome do RT, registro ou visto no CREA, assinatura e número da ART emitida no CREA-PR.

No Paraná, a página de outorga do IAT diz que podem ser RT o geólogo, o engenheiro geólogo e o engenheiro de minas. A ART precisa ser do CREA-PR: o IAT não aceita ART rascunho nem ART emitida em outro estado.

O modelo também tem um campo de observações e interpretações do RT. É o lugar para registrar ocorrências, como uma parada da bomba ou uma leitura fora do tempo previsto, e para resumir a leitura técnica do teste.

Se houver poços num raio de 200 m, o modelo orienta anexar testes de interferência hidrodinâmica simultâneos. O passo a passo está em teste de interferência no Paraná.

Quais cuidados evitam retrabalho na planilha do IAT?

Na nossa experiência de campo, os problemas da planilha costumam vir do preenchimento, não do teste em si. Vale revisar estes pontos antes de protocolar no SIGARH, o sistema online do IAT.

  • Usar um modelo antigo. Baixe a versão atual antes de cada teste.

  • NE medido sem o repouso. Com poços do imóvel ligados, o NE tende a sair mais fundo e o rebaixamento fica menor do que o real.

  • Linhas iniciais vazias. Os primeiros 10 minutos têm uma leitura por minuto e são os mais difíceis de anotar à mão.

  • Trocar a referência de medida no meio do teste. Boca do tubo num momento e terreno em outro geram saltos falsos no nível.

  • Vazão sem método. A coluna de vazão precisa ter o método de aferição descrito no cabeçalho.

  • Editar o arquivo bruto. Ajustes vão na cópia de trabalho; o bruto segue como saiu do datalogger.

  • Planilha sem assinatura ou com ART de outro estado. No Paraná, a ART é do CREA-PR.

Como o HIDROPAAS ajuda

O kit HIDROPAAS reúne uma central de monitoramento, um sensor de nível hidrostático no poço e um hidrômetro ou medidor de vazão com telemetria. Ele gera as leituras que a planilha do IAT pede; o RT confere, monta e assina.

  • Leituras nos tempos do modelo: o sistema registra nível e vazão sozinho, com intervalo de leitura configurável, frequente no início e mais espaçado depois.

  • Dados brutos: a plataforma exporta as leituras em Excel ou CSV, para anexar ao processo e usar como base do preenchimento.

  • Cálculos: rebaixamento, capacidade específica (Q/s), transmissividade por Cooper-Jacob ou Theis, curva e percentual de recuperação e sugestão de vazão de explotação.

  • Gráficos: rebaixamento x tempo e recuperação x tempo, prontos no relatório automático.

  • Operação: a bomba liga e desliga pelo app na hora programada, e o teste é acompanhado ao vivo pelo celular ou pela web.

O formato final segue o modelo do IAT, preenchido pelo RT. O que um relatório completo costuma reunir está em relatório de teste de bombeamento.

Há três formas de usar. A principal é o kit reutilizável, que o perfurador, o geólogo ou a consultoria leva de poço em poço. A segunda é o aluguel ou a contratação por teste. Na terceira, a PAAS executa o teste e entrega o relatório, com parceiro da região ou com o aparelho instalado pelo cliente e acompanhado a distância.

No kit e no aluguel, assina o RT do cliente, com ART. No serviço, o teste é assinado pelo geólogo responsável, com ART emitida no CREA-PR. O sistema completo está em teste de bombeamento automático.

Perguntas frequentes

Onde baixo a planilha modelo do teste de bombeamento do IAT?

No site do IAT, na aba Gestão das Águas. Em outubro de 2026, o arquivo era a planilha de teste de produção versão 2025 v2, em .docx. Baixe a versão atual antes de cada teste, porque o modelo pode mudar.

Quais tempos de leitura a planilha do IAT usa?

Segundo a planilha modelo do IAT, são 56 tempos, de 0 a 1.440 minutos. Vão de minuto em minuto até 10 min e depois se espaçam até chegar a 120 min entre leituras perto do fim. Os mesmos tempos aparecem na tabela de bombeamento e na de recuperação.

Os tempos da planilha do IAT são a tabela da NBR 12.244?

O IAT pede os intervalos da seção 6.1 da NBR 12.244:2006, mas os documentos do instituto não reproduzem a tabela da norma. O mais seguro é seguir os tempos impressos no modelo atual do IAT e, se tiver acesso à norma, conferir.

Com datalogger, posso enviar só a planilha exportada?

Não. No Paraná, o IAT pede a planilha no modelo dele e também a cópia dos dados brutos gravados no datalogger. O arquivo exportado entra como dado bruto, e o modelo é preenchido a partir dele.

Em que formato envio os dados brutos do datalogger?

A orientação do IAT não especifica o formato do arquivo. Excel e CSV são formatos comuns de exportação. O cuidado principal é enviar o arquivo como saiu do registrador, sem edição.

Quem assina a planilha do teste de bombeamento no Paraná?

O responsável técnico, que pode ser geólogo, engenheiro geólogo ou engenheiro de minas. O bloco de assinatura do modelo pede nome, registro ou visto no CREA, assinatura e número da ART do CREA-PR. O IAT não aceita ART rascunho nem de outro estado.

Conheça o sistema HIDROPAAS para teste de bombeamento

O kit registra nível e vazão nos tempos que você programar e exporta tudo em Excel ou CSV para a planilha do IAT: veja como funciona o teste de bombeamento automático HIDROPAAS.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

A planilha do IAT tem campos, colunas e tempos definidos, e o trabalho fica mais leve quando as leituras já saem do datalogger prontas para filtrar. Para planejar o seu teste, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

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