Teste de Bombeamento com Transdutor no Paraná: O Que o IAT Aceita

No Paraná, o IAT aceita o teste de bombeamento com transdutor, com ou sem telemetria, quando o processo traz cinco itens: cronograma, relatório dos equipamentos, planilha no modelo do IAT, cópia dos dados brutos do datalogger e fotos da instalação e do hidrômetro. A lista está na orientação do IAT de setembro de 2026.

Quer ver o equipamento antes de montar o processo? Veja como o kit HIDROPAAS registra o teste que o IAT pede.
O transdutor é o sensor de nível que fica submerso no poço e mede a pressão da coluna de água. O datalogger é o registrador que grava cada leitura com data e hora. Como os dois funcionam está no post sobre datalogger e transdutor no teste de bombeamento. Aqui o foco é outro: o que o IAT (Instituto Água e Terra) pede em cada item e como fechar cada um.
O que diz a orientação do IAT para o teste com transdutores?
A orientação diz que o teste de produção feito com transdutores é aceito com ou sem telemetria, que é o envio dos dados pela internet. Para isso, cinco itens precisam ser apresentados juntos na documentação do requerimento.
O documento tem duas páginas e foi publicado pelo IAT em setembro de 2026: orientações para o teste de produção com uso de transdutores. Na mesma leva, o IAT publicou orientações para o teste de produção em geral e para o teste de interferência.
Teste de produção é o teste feito no próprio poço para definir a vazão e a profundidade da bomba, como explica a ANA em material técnico de 2025. No Paraná, segundo a página de outorga do IAT, ele é pedido na outorga e também na DUIO, a Declaração de Uso Independente de Outorga, emitida para o uso insignificante.
Um ponto evita confusão: o transdutor é uma via aceita, não uma obrigação. Quem mede com o medidor de nível elétrico manual continua podendo fazer o teste. Quem usa transdutor ganha uma lista própria, que se soma às regras gerais da página de outorga.

Quais são os 5 itens do teste com transdutor no IAT?
São o cronograma, o relatório dos equipamentos, a planilha no modelo do IAT, a cópia dos dados brutos e as fotos. A tabela resume o que entra em cada um, segundo a orientação do IAT para transdutores.
Item | O que a orientação pede | Quem gera o dado |
1. Cronograma | Repouso de 12 h com o poço e os vizinhos desligados; etapas de rebaixamento e recuperação; destino da água e volume do reservatório; forma de acompanhamento pelo profissional; interferência, se houver poço a menos de 200 m. | O RT planeja; o kit executa os horários de ligar e desligar a bomba. |
2. Relatório dos equipamentos | Medidor de volume e método de conversão em vazão (m³/h); modelo e especificações do datalogger, com intervalo de registro que atenda à NBR 12.244:2006; faixa, resolução e acurácia do sensor de nível; imagens do sistema, se houver telemetria. | O RT descreve, com a ficha técnica do sensor usado e o intervalo programado. |
3. Planilha modelo do IAT | Intervalos da seção 6.1 da NBR 12.244 e as informações pedidas no próprio modelo. | O RT preenche a partir das leituras exportadas. |
4. Dados brutos | Cópia da planilha de dados gravados no datalogger. | Exportação da plataforma, em Excel ou CSV. |
5. Fotos | Instalação dos equipamentos; hidrômetro logo após o repouso, 12 h depois do início e no fim das 24 h; coordenadas, data e hora automáticas. | A equipe no poço, com aplicativo de câmera que marca coordenada, data e hora. |
1. Cronograma: o que escrever
O cronograma mostra ao analista que o teste foi planejado antes de a bomba ligar. Escreva as datas e os horários previstos para o início do repouso, o início do bombeamento, o fim das 24 h e o fim da recuperação.
Dois campos costumam ficar de fora. Um é o destino da água bombeada e, se houver reservatório, o volume dele. O outro é a forma de acompanhamento pelo profissional habilitado. Com telemetria, descreva que o RT acompanha o gráfico ao vivo e em quais horários vai ao poço.
Se houver poço vizinho a menos de 200 m, o cronograma inclui o teste de interferência, explicado em teste de interferência no Paraná. A linha do tempo hora a hora está em cronograma do teste de bombeamento no IAT.
2. Relatório dos equipamentos: vazão, datalogger e sensor
É o item mais técnico do teste com transdutor. O IAT quer saber qual equipamento mediu o volume e como esse volume virou vazão em m³/h. Uma descrição possível: leitura do hidrômetro em cada tempo e vazão calculada pela diferença de volume dividida pelo intervalo.
Exemplo ilustrativo: se o hidrômetro marcou 3 m³ a mais em 30 minutos, a vazão no período foi 3 ÷ 0,5 h = 6 m³/h. Os métodos de medição de vazão estão em como medir a vazão no teste de bombeamento.
Do datalogger, entram o modelo, as especificações e o intervalo de registro. A orientação pede que esse intervalo atenda aos intervalos da NBR 12.244:2006, mas não fixa um número. Na prática, o RT programa o registro para ter leitura em cada tempo da planilha modelo, detalhada em planilha do teste de bombeamento para o IAT.
Do sensor de nível, entram a faixa de medição, a resolução e a acurácia. A orientação também não traz valor mínimo para eles. O RT informa esses dados a partir da ficha técnica do sensor usado e confere se a faixa cobre a coluna de água esperada no teste.
Se o teste tiver telemetria, o relatório inclui imagens do sistema usado, como fotos da central instalada e telas da plataforma durante o teste.
3. Planilha no modelo do IAT
O transdutor não dispensa a planilha modelo. A orientação pede a planilha no modelo do IAT, com os intervalos da seção 6.1 da NBR 12.244 e as informações do próprio modelo.
O trabalho do RT é tirar das leituras do datalogger o valor de cada tempo impresso no modelo e passar para o arquivo. Cabeçalho, colunas e bloco de assinatura são assunto do post sobre a planilha.
4. Cópia dos dados brutos do datalogger
Além da planilha modelo, o IAT pede a cópia da planilha de dados brutos gravados no datalogger. É o que permite ao analista conferir que os valores da planilha modelo saíram do registro original.
A orientação não especifica o formato do arquivo. Uma recomendação nossa, que não está na orientação do IAT: guardar o arquivo como foi exportado, sem edição, e fazer cálculos, filtros e gráficos em outra cópia.
5. Fotos da instalação e do hidrômetro
A orientação pede fotos da instalação dos equipamentos e do hidrômetro em pelo menos três momentos: logo após o repouso, 12 h depois do início e no fim das 24 h. Todas precisam ter coordenadas, data e hora marcadas automaticamente pelo aplicativo. O IAT não indica qual aplicativo usar.
A orientação geral do teste de produção também pede fotos do rebaixamento no início e a cada 6 h (no mínimo 5) e fotos da recuperação no início e no fim, com a foto do método de aferição da vazão. Um roteiro de fotos que cubra as duas listas tende a reduzir pedidos de complemento.
O registro automático não tira foto. Alguém da equipe precisa estar no poço nesses horários.

O que a orientação de transdutores não diz?
Ela não traz valor mínimo de faixa, resolução, acurácia ou intervalo do sensor. Também não menciona ART, assinatura nem a duração da recuperação. Esses pontos continuam valendo porque vêm da página de outorga do IAT, que vale para qualquer teste no Paraná.
No Paraná, o IAT pede na página de outorga:
no mínimo 24 h de bombeamento, conforme a NBR 12.244/2006;
recuperação: a página do IAT pede no mínimo 6 h; a orientação de set/2026 diz que a duração depende da recuperação do poço;
teste feito há no máximo 5 anos;
planilhas de bombeamento e de recuperação assinadas pelo responsável técnico, com relatório fotográfico das etapas;
ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) da execução do teste, emitida no CREA-PR, sem aceitar ART rascunho nem emitida em outro estado;
vazão máxima de captação igual ou menor que a vazão estabilizada no teste.
Pela mesma página, podem ser RT o geólogo, o engenheiro geólogo e o engenheiro de minas. O caminho completo da outorga no estado está no guia de teste de bombeamento para outorga no Paraná. Essas regras são do IAT; para outros estados, veja o teste de bombeamento para outorga por estado.
Quais cuidados evitam retrabalho no teste com transdutor?
Na nossa experiência de campo, o que mais atrasa o processo costuma ser documento incompleto, não sensor ruim. Estes são os pontos que valem revisar antes de protocolar no SIGARH, o sistema online do IAT.
Enviar só os dados brutos. O IAT pede a planilha modelo e também a cópia dos dados brutos. Um não substitui o outro.
Ficha técnica de outro sensor. A faixa, a resolução e a acurácia informadas precisam ser do sensor que desceu no poço. Anote o modelo e o número de série na instalação.
Esquecer a foto da instalação. Depois que o sensor desce e o poço fecha, essa foto é difícil de refazer.
Relógio do datalogger diferente do celular. A hora das leituras precisa bater com a hora marcada nas fotos do hidrômetro.
Cronograma sem destino da água. O IAT pede o destino e, com reservatório, o volume e o modo de evitar transbordamento.
Ligar um vizinho durante o repouso. O poço e os vizinhos ficam desligados por 12 h. Combine isso com os donos antes.
ART de outro estado. No Paraná, o IAT não aceita ART emitida fora do CREA-PR.
Como o HIDROPAAS ajuda
O kit HIDROPAAS reúne uma central de monitoramento, um sensor de nível hidrostático no poço e um hidrômetro ou medidor de vazão com telemetria. Os dados vão para a plataforma online, na web e no app. O kit gera os dados que a orientação pede; o RT confere, monta e assina.
Cronograma: a bomba liga e desliga pelo app, na hora programada, para iniciar o bombeamento e a recuperação. O acompanhamento ao vivo pelo celular ou pela web entra como forma de acompanhamento do profissional.
Relatório dos equipamentos: o sistema registra nível e vazão sozinho, com intervalo de leitura configurável. O RT informa o intervalo programado e os dados do sensor a partir da ficha técnica.
Planilha modelo e dados brutos: a plataforma exporta as leituras em Excel ou CSV. O arquivo exportado vai como dado bruto, e uma cópia serve de base para preencher o modelo do IAT.
Imagens da telemetria: o gráfico em tempo real fornece as telas do sistema para o processo.
Fotos: são feitas pela equipe. O sistema não tira as fotos exigidas pelo IAT.

A plataforma também calcula rebaixamento, capacidade específica (Q/s), transmissividade por Cooper-Jacob ou Theis, curva e percentual de recuperação e uma sugestão de vazão de explotação. Os gráficos de rebaixamento x tempo e recuperação x tempo saem prontos no relatório automático. O que esse relatório precisa ter está em relatório de teste de bombeamento.
Há três formas de usar. A principal é o kit reutilizável, que o perfurador, o geólogo ou a consultoria leva de poço em poço. A segunda é o aluguel ou a contratação por teste. Na terceira, a PAAS executa o teste e entrega o relatório, com parceiro da região ou com o aparelho instalado pelo cliente e acompanhado a distância.
No kit e no aluguel, assina o RT do cliente, com ART. No serviço, o teste é assinado pelo geólogo responsável, com ART emitida no CREA-PR. A equipe não precisa ficar 24 h no poço, mas vai nos horários das fotos. O sistema completo está em teste de bombeamento automático.
Perguntas frequentes
O que o IAT pede quando o teste é feito com transdutor e telemetria?
No Paraná, a orientação do IAT de setembro de 2026 pede cinco itens: cronograma, relatório dos equipamentos, planilha no modelo do IAT, cópia dos dados brutos do datalogger e fotos da instalação e do hidrômetro. Com telemetria, o relatório dos equipamentos inclui imagens do sistema usado. Sem telemetria, os outros itens continuam valendo.
O IAT exige transdutor ou telemetria no teste de bombeamento?
Não. O transdutor e a telemetria são uma via aceita pelo IAT, não uma obrigação. O teste com medidor de nível manual continua possível. Quem escolhe o transdutor segue a lista própria da orientação de transdutores.
Com datalogger, ainda preciso da planilha modelo do IAT?
Sim. No Paraná, o IAT pede a planilha no modelo dele e também a cópia dos dados brutos gravados no datalogger. O RT preenche o modelo com as leituras de cada tempo e anexa o arquivo original.
Qual faixa, resolução e acurácia o IAT exige do sensor de nível?
A orientação não fixa valores mínimos. Ela pede que o processo informe a faixa de medição, a resolução e a acurácia do sensor usado. O RT tira esses dados da ficha técnica do sensor e confere se a faixa cobre a coluna de água esperada.
Quais fotos o IAT pede no teste com transdutor?
Fotos da instalação dos equipamentos e do hidrômetro logo após o repouso, 12 h depois do início e no fim das 24 h, com coordenadas, data e hora automáticas. A orientação geral do teste de produção pede ainda fotos do rebaixamento no início e a cada 6 h (no mínimo 5) e fotos da recuperação no início e no fim, com a foto do método de aferição da vazão. As fotos são feitas pela equipe no poço.
Quem assina o teste com transdutor no Paraná?
A orientação de transdutores não trata disso, mas a página de outorga do IAT pede planilhas assinadas pelo responsável técnico e ART emitida no CREA-PR. Podem ser RT o geólogo, o engenheiro geólogo e o engenheiro de minas. Com o kit HIDROPAAS, assina o RT do cliente.
Conheça o sistema HIDROPAAS para teste de bombeamento
O kit registra nível e vazão, liga e desliga a bomba pelo app e exporta as leituras para o processo do IAT: veja como funciona o teste de bombeamento automático HIDROPAAS.
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Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.
No Paraná, o teste com transdutor tem uma lista clara de cinco itens, e o registro automático cobre a parte dos dados enquanto o RT fecha o resto. Para montar o seu, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.
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