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Intervalo de Leitura no Teste de Bombeamento: Tabelas ANA, CPRM e ABAS

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 20 horas
9 min de leitura

Atualizado: há 9 horas

O intervalo de leitura no teste de bombeamento não segue uma tabela nacional pública única. As tabelas da ANA, CPRM e ABAS seguem a mesma lógica: nível a cada 1 minuto no início, com intervalos crescentes até 60 ou 100 minutos. No Paraná, o IAT pede os intervalos da seção 6.1 da NBR 12.244.

Capa com o texto “Intervalo de leitura: ANA, CPRM e ABAS” sobre a foto: técnico baixa um medidor de nível elétrico com fita graduada na boca de um poço tubular, ao lado do cavalete com hidrômetro

Quer programar as leituras do próximo teste sem ninguém de plantão no poço? Fale com o HIDROPAAS no WhatsApp.

Este guia funciona como ficha de campo: compara as tabelas técnicas públicas, mostra onde entra a NBR 12.244 e o que registrar além do nível. Para ver o teste completo, do equipamento ao relatório, leia o guia do teste de bombeamento automático.

Por que as leituras são mais frequentes no começo do teste?

Porque o nível da água cai rápido logo que a bomba liga e depois desce cada vez mais devagar. Com intervalo fixo e longo, a parte mais informativa da curva ficaria quase sem pontos.

O valor acompanhado é o rebaixamento (s): a diferença entre o nível dinâmico (ND, bomba ligada) e o nível estático (NE, antes de ligar). O manual da CPRM define s = ND − NE, em metros.

Os dados costumam ir para um gráfico semilog, com o tempo em escala logarítmica. Nele, o trecho de 1 a 10 minutos ocupa o mesmo espaço que o de 100 a 1.000 minutos, e leituras que se espaçam aos poucos distribuem bem os pontos. No RS, o termo de referência HP02A da SEMA pede os gráficos em semilog (arquivo de 2016; confira a versão atual no SIOUT).

Os pontos finais formam o trecho reto usado no método de Cooper-Jacob, que vale para tempos longos. Para interpretar o desenho completo, veja como ler a curva de rebaixamento x tempo.

Quais são as tabelas de intervalo de leitura da ANA, da CPRM e da ABAS?

São quatro referências públicas, e nenhuma é idêntica à outra. ANA, CPRM e ABAS começam com leituras de minuto em minuto; o IPAAM começa em 1, 3 e 5 minutos. Todas terminam com intervalos de 1 hora ou mais.

A tabela compara ANA, CPRM e ABAS pelas faixas da ANA. Os valores dizem de quanto em quanto tempo o nível é lido, contando a partir do momento em que a bomba liga.

Tempo de bombeamento

ANA (2025)

CPRM (1998)

ABAS (c. 2005)

0 a 10 min

1 min

1 min até 6 min; 2 min depois

1 min

10 a 20 min

2 min

2 min até 12; 3 min até 15; 5 min até 20

2 min até 18; 3 min depois

20 a 50 min

5 min

5 min até 30; 10 min depois

3 min até 30; 10 min depois

50 a 100 min

10 min

10 min até 80; 20 min depois

10 min

100 a 500 min

30 min

20 min até 120; 30 min até 180; 60 min depois

20 min até 180; 30 min até 300; 60 min depois

500 a 1.000 min

60 min

segue até 720 min (cristalino) ou 1.440 min (sedimentar)

60 min

Acima de 1.000 min

100 min

até 1.440 min no sedimentar

60 min

O IPAAM lista tempos em vez de faixas: 1, 3, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 40, 50, 60, 80, 100, 120, 150, 180, 210, 240 e 300 minutos. Depois, a leitura passa a ser de hora em hora até 1.440 minutos (24 horas).

Gráfico em escala logarítmica que compara o intervalo entre leituras de nível ao longo do teste de bombeamento nas tabelas da ANA, da CPRM e da ABAS

As três tabelas quase se sobrepõem na primeira hora e se afastam depois de 100 minutos. No campo, o que mais pesa é não perder os primeiros minutos.

A ANA não outorga poço: segundo a própria agência, isso cabe ao órgão estadual. A tabela dela é referência técnica.

Quantas leituras tem um teste de 24 horas?

Pela tabela da ABAS, um teste de 24 horas soma 52 leituras de nível, sem contar o nível estático no tempo zero. Mais da metade cai nas primeiras 3 horas.

Exemplo ilustrativo, contando os tempos da tabela da ABAS:

  • 0 a 10 min, a cada 1 min: 10 leituras.

  • 10 a 18 min, a cada 2 min: 4 leituras.

  • 18 a 30 min, a cada 3 min: 4 leituras.

  • 30 a 100 min, a cada 10 min: 7 leituras.

  • 100 a 180 min, a cada 20 min: 4 leituras.

  • 180 a 300 min, a cada 30 min: 4 leituras.

  • 300 a 1.440 min, a cada 60 min: 19 leituras.

São 52 leituras, 29 delas até os 180 minutos. Com 4 horas de recuperação lidas nos mesmos tempos, entram mais 31, somando 83. Dependendo da hora de início, várias caem de madrugada.

Técnico acompanha no notebook os gráficos de um poço monitorado junto ao cavalete

E a tabela da NBR 12.244, onde entra?

A NBR 12.244:2006, norma da ABNT de construção de poço tubular, traz os intervalos de leitura na seção 6.1, como registra o IAT nas orientações para teste de produção. Como o texto da ABNT não é público, este post não reproduz os valores da norma.

Quando o órgão cita a NBR, vale a tabela da norma. As tabelas técnicas ajudam a entender a lógica e servem de base quando o formulário não define os tempos.

Como fica a leitura na recuperação e no teste escalonado?

Na recuperação, o relógio zera quando a bomba desliga e as leituras recomeçam densas. No manual da CPRM, a recuperação é lida nos mesmos tempos do bombeamento.

O termo de referência de Victor Graeff (RS) segue a mesma ideia: recuperação mínima de 4 horas com a mesma frequência de leitura. Duração e percentual recuperado variam por órgão; veja o post sobre teste de recuperação do poço.

No escalonado, a vazão sobe em etapas. O formulário do IPAAM descreve 4 etapas de 1 hora (Q/4, 2Q/4, 3Q/4 e Q); o artigo da ABAS propõe 4 etapas de 1 hora depois do teste de 24 h e de pelo menos 4 h de recuperação.

As fontes consultadas não trazem tabela própria por degrau. Como cada aumento de vazão gera novo rebaixamento rápido, em geral vale adensar as leituras no início de cada etapa. O cálculo está no guia do teste escalonado.

O que registrar além do nível da água?

A planilha também precisa mostrar que a vazão ficou constante e, em alguns estados, provar quando e onde o teste aconteceu.

  • Vazão: o artigo da ABAS indica medir a vazão a cada 1 hora.

  • Fotos no Paraná: as orientações do IAT pedem fotos com coordenada, data e hora no início e a cada 6 horas (6, 12, 18 e 24 h), com mínimo de 5 no rebaixamento.

  • Hidrômetro com transdutor: a orientação do IAT para transdutores pede foto do hidrômetro no início, com 12 h e com 24 h.

  • Relatório no RS: o TR HP02A (arquivo de 2016; confira a versão atual no SIOUT) pede tempo, profundidade da bomba, vazão, NE, ND, rebaixamento e memória de cálculo.

Infográfico com quatro cartões sobre o que registrar no teste de bombeamento: nível denso no início, recuperação nos mesmos tempos, vazão a cada hora e a seção 6.1 da NBR 12.244 no Paraná

Erros comuns na planilha de leituras

É comum chegarem até nós fichas em que o problema não está na tabela escolhida, e sim na execução:

  • Tempo zero sem registro: a bomba liga e só depois alguém dispara o cronômetro, deslocando as primeiras leituras.

  • Primeiros minutos perdidos: a equipe regula a vazão e deixa de ler o nível no trecho mais denso da tabela.

  • Relógio da recuperação sem zerar: a recuperação é anotada com o tempo total do teste, e não desde o desligamento.

  • Nível estático sem repouso: no Paraná, as orientações do IAT pedem repouso de pelo menos 12 horas antes do teste.

  • Medidor sem conferência: o manual da CPRM recomenda aferir o cabo do medidor de nível a cada teste.

  • Madrugada "completada" depois: valores preenchidos de memória costumam aparecer como degraus estranhos na curva.

Anote o horário do relógio e os minutos decorridos, para cruzar leituras, fotos e hidrômetro. Se o teste for com transdutor, veja o que o IAT pede no post sobre datalogger e transdutor no teste de bombeamento.

Como o HIDROPAAS ajuda

O HIDROPAAS registra nível e vazão automaticamente, com intervalo de leitura configurável: frequente no início e mais espaçado depois. Assim o registro pode seguir a tabela que o órgão ou o edital pedir.

  • Kit: central de monitoramento, sensor de nível hidrostático no poço e hidrômetro ou medidor de vazão com telemetria, com dados na plataforma online (web e app).

  • Tempo zero programado: a bomba liga e desliga pelo app, iniciando o bombeamento e a recuperação na hora marcada.

  • Ao vivo: gráfico em tempo real, sem a equipe precisar ficar 24 horas ou mais no poço.

  • Cálculos: rebaixamento, capacidade específica (Q/s), transmissividade por Cooper-Jacob ou Theis, curva e percentual de recuperação e sugestão de vazão de explotação.

  • Saídas: gráficos de rebaixamento x tempo e recuperação x tempo, relatório automático e planilha das leituras em Excel ou CSV.

São três formatos: kit reutilizável para perfurador, geólogo ou consultoria levar de poço em poço; aluguel ou contratação por teste; ou a PAAS executa o teste e entrega o relatório (no RS, no local; nos outros estados, com parceiro da região ou com o aparelho alugado, instalado pelo cliente e acompanhado a distância pela PAAS). No kit e no aluguel, assina com ART o responsável técnico do cliente; no serviço, o geólogo da PAAS.

O relatório reúne os dados que os órgãos costumam pedir; o formato final segue o formulário de cada um. No Paraná, a orientação do IAT aceita teste com transdutor, com ou sem telemetria, desde que venham os documentos listados.

Perguntas frequentes

De quanto em quanto tempo se mede o nível no início do teste de bombeamento?

Nas tabelas da ANA e da ABAS, o nível é medido a cada 1 minuto nos primeiros 10 minutos. Na ficha do manual da CPRM, a leitura é de minuto em minuto até 6 minutos e passa a 2 minutos depois. Se o órgão do seu estado define outra tabela, vale a do órgão.

A NBR 12.244 tem tabela de intervalo de leitura?

Sim. Segundo o IAT do Paraná, a NBR 12.244:2006 traz os intervalos de leitura na seção 6.1. O texto da ABNT não é público, por isso a tabela deve ser consultada na norma original.

A recuperação usa os mesmos intervalos do bombeamento?

No manual da CPRM, sim: a recuperação é lida nos mesmos tempos, contados a partir do desligamento da bomba. O termo de referência de Victor Graeff (RS) também pede recuperação mínima de 4 horas com a mesma frequência.

De quanto em quanto tempo medir a vazão durante o teste?

O artigo técnico publicado pela ABAS indica medir a vazão a cada 1 hora. No Paraná, no teste com transdutor, o IAT pede foto do hidrômetro no início, com 12 horas e com 24 horas.

Um registrador com leitura a cada 1 minuto atende a qualquer tabela?

Em termos de dados, tende a atender, porque os tempos das tabelas da ANA, CPRM, IPAAM e ABAS caem em minutos inteiros. Basta filtrar os tempos pedidos. No Paraná, o IAT exige intervalo de registro compatível com a NBR 12.244 e a planilha de dados brutos.

Qual tabela usar se o órgão não definir os intervalos?

Siga primeiro o formulário ou termo de referência do órgão ou do edital. Se ele não trouxer tempos, as tabelas da ANA, CPRM e ABAS seguem a mesma lógica e servem de referência. Informe no relatório qual foi usada; a decisão cabe ao responsável técnico.

Conheça o sistema HIDROPAAS para teste de bombeamento

Registre nível e vazão no intervalo que a tabela pede e receba o relatório com gráficos: veja como funciona o teste de bombeamento automático HIDROPAAS.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

Leituras densas no início, espaçadas no fim e conferidas com o formulário do órgão formam uma planilha de teste que se sustenta. Para automatizar as leituras do próximo teste, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

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