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Cronograma do Teste de Bombeamento no IAT: Repouso, Fotos e Horários

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 1 dia
9 min de leitura

No Paraná, o cronograma do teste de bombeamento que o IAT pede tem três fases. São 12 h de repouso; 24 h de bombeamento, com fotos no início e a cada 6 h; e a recuperação. A página do IAT pede no mínimo 6 h de recuperação; a orientação de set/2026 diz que depende do poço.

Capa com o texto “Teste no IAT: repouso, fotos e horários” sobre a foto: técnico baixa um medidor de nível elétrico com fita graduada na boca de um poço tubular, ao lado do cavalete com hidrômetro

O IAT (Instituto Água e Terra) é o órgão que analisa a outorga de poço no Paraná, a autorização para usar a água subterrânea. Em setembro de 2026, ele publicou orientações para o teste de produção, voltadas aos profissionais de hidrogeologia nos processos de outorga e de DUIO, a Declaração de Uso Independente de Outorga.

Abaixo está a linha do tempo de um teste comum, hora a hora. Se houver outro poço a menos de 200 m, entra também o teste de interferência, explicado em teste de interferência no Paraná.

O que o cronograma do teste precisa informar ao IAT?

Além das horas, o cronograma diz como o teste será feito. Pelas orientações do IAT para o teste de produção, ele traz o repouso, o destino da água e os equipamentos de medição.

Item do cronograma

O que informar

Repouso

No mínimo 12 h antes do ensaio, com o poço e os vizinhos desligados por 12 h

Poços a menos de 200 m

Teste de interferência, com regras próprias

Destino da água

Onde a água bombeada será lançada

Reservatório, se houver

O volume e como evitar o transbordamento

Equipamentos

O medidor de vazão e o modelo e as especificações do medidor ou sensor de nível

Com transdutor, a orientação pede também faixa, resolução e acurácia do sensor, que o RT (responsável técnico) informa a partir da ficha técnica do sensor usado.

Com transdutor, a orientação do IAT para teste com transdutores trata o cronograma como documento do processo. Ele inclui as etapas de rebaixamento e recuperação e a forma de acompanhamento pelo profissional habilitado. A lista completa está em teste de bombeamento com transdutor no Paraná.

Como fica a linha do tempo do teste, hora a hora?

A linha do tempo vai do início do repouso ao fim da recuperação. No exemplo ilustrativo abaixo, o repouso começa às 18h do dia 1 e o bombeamento, às 6h do dia 2.

Linha do tempo ilustrativa do teste de bombeamento no IAT: repouso de 12 horas, início do bombeamento às 6h, fotos a cada 6 horas, fim das 24 horas e recuperação

Momento

Horário (exemplo ilustrativo)

O que fazer

Fotos

Início do repouso

18h, dia 1

Desligar o poço e os vizinhos; instalar os equipamentos

Com transdutor, foto da instalação

0 h (fim do repouso)

6h, dia 2

Medir o nível estático e ligar a bomba

Foto 1 do rebaixamento; com transdutor, hidrômetro

6 h

12h, dia 2

Conferir a vazão e as leituras

Foto 2

12 h

18h, dia 2

Conferir a vazão e as leituras

Foto 3; com transdutor, hidrômetro

18 h

0h, dia 3

Conferir a vazão e as leituras

Foto 4

24 h

6h, dia 3

Desligar a bomba; começa a recuperação

Foto 5; com transdutor, hidrômetro; foto do início da recuperação

Fim da recuperação

A partir de 12h, dia 3, se forem 6 h; pode ir além, conforme o poço

Encerrar o registro do nível

Foto do fim da recuperação e do método de aferição da vazão

Na conta do exemplo, 12 h de repouso + 24 h de bombeamento + 6 h de recuperação = 42 h, usando as 6 h da página do IAT. Se o poço demorar mais para recuperar, o teste se estende. A comparação com outros órgãos está em quanto tempo dura o teste de bombeamento.

As fotos do rebaixamento seguem a orientação do teste de produção: no início e a cada 6 h (6, 12, 18 e 24 h), no mínimo 5. Todas são tiradas com aplicativo que marca sozinho as coordenadas, a data e a hora. O IAT não indica qual aplicativo usar.

Por que uma das fotos cai de madrugada?

Com fotos a cada 6 h ao longo de 24 h, os horários se espalham pelo dia em intervalos iguais. Qualquer horário de início coloca uma das fotos entre a meia-noite e as 6h. Por isso, a visita da madrugada precisa entrar na escala da equipe.

Dá para escolher a hora menos pesada. Começando às 8h, as fotos caem às 8h, 14h, 20h, 2h e 8h do dia seguinte. Começando às 10h, caem às 10h, 16h, 22h, 4h e 10h. Lembre que o repouso começa 12 h antes: às 20h ou às 22h da véspera, nesses dois casos.

Como preparar as 12 horas de repouso?

O repouso deixa o nível da água voltar à posição natural antes do ensaio. Pela orientação, o poço e os vizinhos ficam desligados por pelo menos 12 h. A planilha modelo do IAT acrescenta que o nível estático é medido com todos os poços do imóvel desligados por no mínimo 12 h.

Nível estático é a profundidade da água com a bomba parada. É o ponto de partida para calcular o rebaixamento durante o teste.

  • Combine com os vizinhos antes. Um poço religado no meio do repouso compromete o nível de partida.

  • Instale os equipamentos antes do fim do repouso. Sensor de nível e medidor de vazão prontos, sem ligar a bomba. Com transdutor, fotografe a instalação.

  • Confira o destino da água. Se houver reservatório, confirme o volume e como evitar o transbordamento, como pede o cronograma.

  • Meça o nível estático também à mão. Uma leitura com medidor de nível elétrico confere o sensor.

  • Acerte os relógios. Registrador e celular das fotos devem marcar a mesma hora.

Técnico acompanha no notebook os gráficos de um poço monitorado junto ao cavalete

O que o IAT proíbe durante as 24 horas de bombeamento?

A planilha modelo do IAT traz duas proibições de execução. Ensaio com air lift ou compressor não é aceito. E, com bomba instalada, o registro não deve ser estrangulado durante o teste.

Air lift é o bombeamento com ar comprimido, comum na limpeza do poço depois da perfuração. Estrangular o registro é fechar parte da válvula de saída para reduzir a vazão. Pela orientação da planilha, nenhum dos dois entra no teste.

Há um motivo prático para escolher bem a bomba antes de ligar. Segundo a página de outorga do IAT, a vazão máxima de captação deve ser igual ou menor que a vazão estabilizada no teste. Se não for, a declaração pode ser cancelada.

Infográfico com quatro regras de execução do teste no IAT: ensaio com air lift não aceito, não estrangular o registro, poços desligados por 12 horas e fotos com coordenadas, data e hora

Durante as 24 h, a vazão é aferida pelo método informado no cronograma, e as leituras de nível seguem os intervalos da seção 6.1 da NBR 12.244, que o IAT cita. Os tempos estão na planilha do teste de bombeamento para o IAT. As formas de medir a vazão estão em como medir a vazão no teste de bombeamento.

Quanto tempo dura a recuperação no IAT?

Depende do documento. A página de outorga do IAT pede no mínimo 6 h de recuperação. A orientação de set/2026 diz que a duração depende da capacidade de recuperação do poço.

Na prática, planeje pelo menos as 6 h e deixe margem para continuar se o nível ainda estiver subindo. Na dúvida, confirme com o IAT antes de desmontar o equipamento.

Recuperação é a fase em que a bomba desliga e o nível volta a subir. Para as fotos, a orientação pede no mínimo uma no início e uma no fim, mais a foto do método de aferição da vazão. O percentual recuperado e a leitura da curva estão em teste de recuperação de poço.

Dá para fazer o teste sem plantão no poço?

Dá para dispensar o plantão de 24 h, mas não as visitas. Com registro automático, o nível e a vazão são gravados sozinhos. As fotos exigidas pelo IAT continuam sendo tiradas por alguém no local.

Com o HIDROPAAS, a bomba liga e desliga pelo app, na hora programada. No exemplo, ela liga às 6h do dia 2, ao fim do repouso, e desliga às 6h do dia 3, abrindo a recuperação. O gráfico ao vivo mostra o rebaixamento no celular ou na web.

As visitas que continuam no cronograma, no exemplo ilustrativo:

  • 6h do dia 2: nível estático de conferência e foto 1; com transdutor, hidrômetro.

  • 12h, 18h e 0h: fotos 2, 3 e 4; com transdutor, hidrômetro na de 18h (12 h de bombeamento).

  • 6h do dia 3: foto 5, hidrômetro e foto do início da recuperação.

  • Fim da recuperação: foto final e foto do método de aferição da vazão.

Entre uma visita e outra, o acompanhamento ao vivo permite ver de longe se o nível ou a vazão saíram do esperado. Assim, a equipe decide se vale ir ao poço antes da próxima foto.

Erros comuns no cronograma do teste

Na nossa experiência, o teste refeito costuma vir de um horário mal planejado, não de falta de equipamento:

  • Marcar o início sem olhar a foto da madrugada. Uma das cinco fotos cai entre a meia-noite e as 6h. Escale alguém para ela.

  • Vizinho religado durante o repouso. O nível estático de partida deixa de valer.

  • Usar o compressor para adiantar. No Paraná, o IAT não aceita ensaio com air lift ou compressor.

  • Fechar o registro para acertar a vazão. Com bomba instalada, a planilha modelo pede não estrangular o registro.

  • Horários que não batem. Se a hora das fotos difere da hora do registro, o analista pode questionar o teste.

  • Encerrar a recuperação só pelo relógio. As 6 h da página são o mínimo; a orientação liga a duração à recuperação do poço.

  • Esquecer a foto do método de aferição da vazão. Ela faz parte das fotos da recuperação.

Como o HIDROPAAS ajuda

O kit HIDROPAAS reúne central de monitoramento, sensor de nível hidrostático no poço e hidrômetro ou medidor de vazão com telemetria. Os dados vão para a plataforma online, na web e no app, acessível de qualquer lugar com internet.

  • Horários do cronograma: liga e desliga a bomba pelo app, para iniciar o bombeamento e a recuperação na hora programada.

  • Registro automático: nível e vazão gravados com intervalo de leitura configurável, frequente no início e mais espaçado depois.

  • Acompanhamento ao vivo: gráfico em tempo real, sem a equipe ficar 24 h ou mais no poço.

  • Planilha e relatório: exportação em Excel ou CSV, gráficos de rebaixamento x tempo e recuperação x tempo e relatório automático.

  • Cálculos: rebaixamento, capacidade específica (Q/s), transmissividade (Cooper-Jacob e Theis), curva e percentual de recuperação e sugestão de vazão de explotação.

O sistema não tira as fotos exigidas pelo IAT: elas são feitas pela equipe. No Paraná, o IAT aceita teste com transdutor, com ou sem telemetria, com os documentos que lista. O kit gera os dados que a orientação pede; o RT confere, monta e assina.

Há três formas de usar. A principal é o kit reutilizável, que o perfurador, o geólogo ou a consultoria leva de poço em poço. A segunda é o aluguel ou a contratação por teste. Na terceira, a PAAS executa o teste e entrega o relatório, com parceiro da região ou com o aparelho instalado pelo cliente e acompanhado a distância.

No kit e no aluguel, assina o RT do cliente; no serviço, o geólogo responsável pelo teste, com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica). No Paraná, a página de outorga do IAT pede ART emitida no CREA-PR. O caminho completo da outorga está no guia de teste de bombeamento para outorga no Paraná.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva o teste de bombeamento no IAT, do começo ao fim?

Num exemplo ilustrativo com os mínimos, são 12 h de repouso, 24 h de bombeamento e 6 h de recuperação, ou 42 h. A página do IAT pede no mínimo 6 h de recuperação, mas a orientação de set/2026 diz que a duração depende do poço. Montagem e deslocamento ficam fora dessa conta.

Quantas fotos o IAT pede no teste de bombeamento?

No rebaixamento, no mínimo 5: no início e com 6, 12, 18 e 24 h. Na recuperação, no mínimo no início e no fim, mais a foto do método de aferição da vazão. Com transdutor, entram ainda a foto da instalação e as do hidrômetro após o repouso, com 12 h e com 24 h.

As fotos precisam ter coordenadas?

Sim. No Paraná, a orientação do IAT pede fotos tiradas com aplicativo que marca sozinho as coordenadas, a data e a hora. O IAT não indica qual aplicativo usar.

Posso fazer o teste com compressor ou air lift?

No Paraná, não. A planilha modelo do IAT diz que não são aceitos ensaios com air lift ou compressor. Na prática, o ensaio é feito com bomba.

Posso fechar o registro para ajustar a vazão durante o teste?

Com bomba instalada, a planilha modelo do IAT pede que o registro não seja estrangulado durante o teste. Escolha a bomba e a vazão antes de ligar, lembrando que a vazão máxima de captação deve ser igual ou menor que a vazão estabilizada no teste.

Preciso ficar no poço durante as 24 horas?

Com registro automático, não é preciso ficar de plantão, mas as visitas para as fotos continuam: no início, a cada 6 h e na recuperação. Com o HIDROPAAS, a bomba liga e desliga pelo app e o teste pode ser acompanhado ao vivo entre as visitas.

Conheça o sistema HIDROPAAS para teste de bombeamento

O kit liga e desliga a bomba na hora do cronograma, registra nível e vazão e deixa o teste visível no celular entre as visitas: veja como funciona o teste de bombeamento automático HIDROPAAS.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

No Paraná, um cronograma bem montado define os horários de cada foto antes de a bomba ligar. Para planejar o seu, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

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