top of page

Medidor de Nível Elétrico ou Sensor Hidrostático: Qual Usar no Teste de Bombeamento

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 20 horas
9 min de leitura

Atualizado: há 9 horas

No teste de bombeamento, o medidor de nível elétrico do poço (sonda de cabo graduado que apita ao tocar a água) serve para conferir o nível. Mas exige alguém lendo a cada minuto no início e também de madrugada. O sensor hidrostático com registro automático faz essas leituras sozinho. Em geral, o melhor arranjo é usar os dois.

Capa com o texto “Medidor elétrico ou sensor no teste?” sobre fundo azul-petróleo com linhas de sinal e a faixa HIDROPAAS · Monitoramento de água e energia

Quer parar de ler nível na madrugada nos seus testes? Fale com o HIDROPAAS no WhatsApp sobre registro automático de nível no teste.

A escolha define quantas pessoas ficam no poço, a qualidade da curva de rebaixamento e o que você terá para mostrar ao órgão. Abaixo, comparamos as três opções mais usadas durante o teste.

Qual a diferença entre medidor elétrico, sensor hidrostático e transdutor com datalogger?

Os três medem a profundidade da água no poço, mas registram de formas diferentes. O medidor elétrico depende de uma pessoa lendo e anotando; o sensor e o datalogger registram sozinhos.

O medidor de nível elétrico, também chamado de pio ou sonda de nível, é um cabo graduado com um eletrodo na ponta. Quando o eletrodo toca a água, o aparelho apita ou acende, e o operador lê a marca do cabo na boca do poço.

O sensor hidrostático fica submerso e mede a pressão da coluna de água acima dele; ligado a uma central, envia as leituras de forma contínua. O transdutor com datalogger usa o mesmo princípio, mas guarda as leituras na memória, descarregada depois. A construção de cada um está nos posts sobre sensor de nível submersível (hidrostático) e transdutor de pressão para poço. Aqui o foco é o uso no teste.

Critério

Medidor elétrico

Sensor hidrostático com central

Transdutor com datalogger autônomo

Quem registra

O operador, leitura por leitura

O sistema, no intervalo programado

O aparelho, no intervalo programado

Madrugada

Exige alguém acordado no poço

Segue registrando

Segue registrando

Ver os dados durante o teste

Só quem está no local

Ao vivo, de longe

Só ao baixar os dados

Papel no teste

Nível estático, conferência e reserva

Registro principal

Registro principal onde não há transmissão

Infográfico comparando medidor de nível elétrico, sensor hidrostático com central e transdutor com datalogger no teste de bombeamento

Por que os primeiros minutos do teste pesam na escolha?

Porque é no começo do bombeamento, e de novo no começo da recuperação, que o nível muda mais rápido. As tabelas de leitura concentram medições nesses trechos, e perder leituras ali deixa buracos na curva.

Na apresentação técnica da ANA de novembro de 2025, o intervalo entre leituras começa em 1 minuto e vai se abrindo:

Tempo desde o início

Intervalo entre leituras (ANA)

0 a 10 min

1 min

10 a 20 min

2 min

20 a 50 min

5 min

50 a 100 min

10 min

100 a 500 min

30 min

500 a 1.000 min

60 min

Acima de 1.000 min

100 min

Com o medidor elétrico, são 10 leituras nos primeiros 10 minutos, cada uma com ajuste do cabo, leitura e anotação. Ao mesmo tempo, alguém regula a vazão. Não por acaso, o manual de testes de bombeamento da CPRM (1998) indica equipe mínima de 2 pessoas.

O sensor lê no intervalo programado, sem atraso de anotação, o que tende a deixar o início da curva mais completo. As tabelas de cada fonte estão lado a lado no post sobre intervalo de leitura no teste de bombeamento.

O que muda à noite e na troca para a recuperação?

Um teste de 24 horas atravessa a madrugada, e a recuperação recomeça com leituras de minuto em minuto. Com medidor elétrico, alguém precisa estar acordado e no poço nesses horários.

No exemplo ilustrativo abaixo, usamos a tabela da ANA e a duração pedida pelo IAT no Paraná: pelo menos 24 h de bombeamento e 6 h de recuperação. O teste começa às 8h00.

Horário

Minutos do teste

O que acontece

8h00

0

Bomba liga; leituras a cada 1 min até 8h10

16h20

500

Leituras passam a ser de hora em hora

0h40

1.000

Leituras a cada 100 min, madrugada adentro

8h00 (dia seguinte)

1.440

Bomba desliga; recuperação volta a pedir leitura a cada minuto

14h00

1.800

Fim das 6 h de recuperação

No Paraná, a planilha segue os intervalos da seção 6.1 da NBR 12.244, conforme as orientações do IAT para o teste de produção; a tabela da ANA entra aqui só para mostrar o ritmo.

O termo de referência de Victor Graeff (RS) deixa isso explícito: 24 h na vazão máxima e recuperação mínima de 4 h, com a mesma frequência de leitura. É regra daquele edital, mas as fichas da CPRM também repetem, na recuperação, os tempos do bombeamento.

Poço tubular em teste de bombeamento com o tubo de descarga lançando água num canal e o medidor de nível ao lado da boca do poço

Para que o medidor elétrico continua servindo?

Mesmo com sensor automático, o medidor elétrico segue na caixa de ferramentas. Ele é a referência para o nível estático antes do teste e para conferir se o sensor está lendo certo.

  • Nível estático inicial: com o poço em repouso, a sonda dá o ponto de partida do rebaixamento, s = ND − NE (nível dinâmico menos nível estático), como define o manual da CPRM.

  • Conferência do sensor: compare as duas leituras antes de ligar a bomba e depois do fim da recuperação.

  • Reserva: se o sensor ou a comunicação falharem, leituras manuais nos tempos da tabela podem salvar o teste.

O cuidado com o próprio medidor costuma ser esquecido: o manual da CPRM recomenda aferir o cabo do medidor a cada teste. Cabo esticado ou marcação gasta podem deslocar todas as leituras.

Os dois equipamentos precisam de caminho livre até a água. O tubo auxiliar, instalado junto ao edutor da bomba, evita que a sonda ou o sensor enrosquem no cabo elétrico. Ele aparece no TR de Victor Graeff, como regra daquele edital, e na IT-DPO nº 10 de São Paulo (2017, atualizada em 2018; confira se há versão nova). A montagem está no guia como instalar sensor de nível em poço artesiano.

O que o órgão pede quando o nível é medido por sensor?

Poucos documentos tratam do tipo de medidor de nível. Entre as fontes que levantamos, o mais detalhado é o IAT, no Paraná, com orientação própria para teste com transdutor.

Fonte

O que diz sobre a medição de nível

Aceita o teste com transdutor, com cronograma, datalogger com modelo e intervalo de registro compatíveis com a NBR 12.244, faixa, resolução e acurácia do sensor, planilha de dados brutos, foto do hidrômetro no início, com 12 h e com 24 h, e imagens da telemetria, se usada

Prevê hidrômetro e tubo auxiliar "ou algum outro dispositivo de tecnologia atualizada"; confira se a SP Águas publicou versão nova

Aceita controle de rebaixamento "eletrônico"

Não trata do tipo de sensor; combine com a ANM antes do teste

Mesmo fora do Paraná, é prudente ter em mãos a faixa, a resolução e a acurácia do sensor, tiradas da ficha técnica. O checklist completo está no post datalogger e transdutor no teste de bombeamento.

A outorga de poço é dada pelo órgão estadual, não pela ANA, que outorga só águas da União. Antes do teste, confirme com o órgão do seu estado se a medição por sensor precisa de algum registro extra.

Quando usar cada um?

Em geral, o arranjo que funciona melhor é o sensor registrando e o medidor elétrico conferindo. O datalogger autônomo faz sentido quando não há como transmitir os dados do local.

Infográfico mostrando quando usar medidor de nível elétrico, sensor hidrostático ou datalogger durante o teste de bombeamento
  • Só medidor elétrico: quando há equipe para cobrir todos os horários da tabela, inclusive a madrugada e o início da recuperação.

  • Sensor hidrostático com central: testes de 24 h ou mais, quando você quer acompanhar o gráfico de longe sem gente lendo nível à noite.

  • Transdutor com datalogger: locais sem sinal para transmitir. A desvantagem é que um problema só aparece quando os dados são baixados, às vezes depois do fim do teste.

Erros comuns na medição de nível durante o teste

Os problemas que mais vemos em campo são de preparo, não de equipamento. Quase todos se resolvem antes de ligar a bomba.

  • Cabo do medidor sem aferição: a marcação deixa de corresponder à profundidade real, e o erro passa para todas as leituras.

  • Falso contato da sonda: água escorrendo pela parede do revestimento pode fazer a sonda apitar antes do nível real. O tubo auxiliar reduz esse risco e evita que a sonda fique presa.

  • Sensor sem referência: profundidade de instalação não anotada ou não conferida com o nível estático da sonda. O registro sai completo, mas sobre uma referência errada.

  • Hora de partida sem registro: sem o horário exato em que a bomba ligou e desligou, a curva inteira se desloca no tempo.

  • Transdutor não ventilado sem correção barométrica: sensores de pressão absoluta também leem a pressão do ar. Sem descontar, a mudança do tempo aparece como mudança de nível.

Como o HIDROPAAS ajuda

O kit HIDROPAAS para teste reúne uma central de monitoramento, um sensor de nível hidrostático no poço e um hidrômetro ou medidor de vazão com telemetria. Nível e vazão são registrados automaticamente numa plataforma online, na web e no app.

  • Intervalo de leitura configurável: leituras frequentes no início e mais espaçadas depois, conforme a tabela pedida.

  • Acompanhamento ao vivo pelo celular ou pela web, com gráfico em tempo real.

  • Liga e desliga a bomba pelo app: inicia o bombeamento e a recuperação na hora programada.

  • Cálculos e gráficos automáticos: rebaixamento, capacidade específica (Q/s), transmissividade por Cooper-Jacob e Theis, curva e percentual de recuperação, sugestão de vazão de explotação e gráficos rebaixamento x tempo e recuperação x tempo.

  • Relatório automático e planilha em Excel ou CSV, útil quando o órgão pede dados brutos, como o IAT no Paraná.

Com o registro automático, a equipe não precisa ficar 24 horas ou mais no poço lendo o nível. O que o órgão pede em campo, como as fotos do hidrômetro no Paraná, continua valendo.

Há três formas de usar: kit reutilizável para perfurador, geólogo ou consultoria levar de poço em poço; aluguel ou contratação por teste; ou a PAAS executa o teste e entrega o relatório (no RS, no local; nos outros estados, com parceiro da região ou com o aparelho alugado, instalado pelo cliente e acompanhado a distância pela PAAS).

No kit e no aluguel, quem assina o relatório com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) é o responsável técnico do cliente. No serviço, assina o geólogo da PAAS. O relatório reúne os dados que os órgãos costumam pedir, e o formato final segue o formulário de cada um. Veja o teste de bombeamento automático completo.

Perguntas frequentes

O medidor de nível elétrico serve para teste de bombeamento?

Serve. É o método tradicional de leitura manual e segue útil para medir o nível estático e conferir outros equipamentos. A limitação é operacional: alguém precisa ler cada tempo da tabela, inclusive à noite.

Qual a diferença entre sensor hidrostático e transdutor com datalogger?

Os dois medem a pressão da coluna de água acima deles. O sensor ligado a uma central envia as leituras e permite acompanhar ao vivo. O datalogger guarda os dados no aparelho, e você só vê o resultado ao baixá-los.

Preciso aferir o cabo do medidor de nível elétrico?

Sim. O manual de testes de bombeamento da CPRM, de 1998, recomenda aferir o cabo do medidor a cada teste. Cabo esticado ou com marcação gasta pode deslocar todas as leituras.

O órgão aceita teste feito com sensor de nível?

Depende do órgão. No Paraná, o IAT aceita teste com transdutor e lista os documentos exigidos, como faixa, resolução e acurácia do sensor. Em São Paulo, a IT-DPO nº 10 prevê "algum outro dispositivo de tecnologia atualizada"; a instrução é de 2017, atualizada em 2018, então confira se há versão nova. Nos demais casos, confirme com o órgão antes do teste.

Preciso de tubo auxiliar para medir o nível no teste?

É recomendável, e alguns documentos pedem: o termo de referência de Victor Graeff (RS), como regra daquele edital, e a IT-DPO nº 10 de São Paulo citam o tubo auxiliar. Ele evita que a sonda ou o sensor enrosquem no cabo elétrico e no edutor. Confira o que o órgão ou o edital do seu caso pede.

Dá para fazer o teste sem ninguém no poço?

Com registro automático, a equipe não precisa ficar as 24 horas ou mais lendo o nível. Ainda assim, alguém precisa preparar o poço, medir o nível estático e cumprir o que o órgão pede em campo, como as fotos do hidrômetro que o IAT pede no Paraná.

Conheça o sistema HIDROPAAS para teste de bombeamento

Se você executa ou contrata testes e quer o nível registrado sem equipe lendo na madrugada, veja como funciona o teste de bombeamento automático HIDROPAAS.

Veja também

Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

No teste de bombeamento, o sensor hidrostático cuida do registro contínuo e o medidor de nível elétrico cuida da referência e da conferência. Quer montar esse arranjo nos seus testes? Fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

Comentários


Endereço: RS 389, Km 06, n 3441 Várzea do Padre, Osório - RS, 95520-000

E-mail: comercial@hidropaas.com.br

WhatsApp: (51) 99237-8199

  • Facebook
  • Instagram
  • Whatsapp
  • LinkedIn
  • Youtube

©2019

bottom of page

Calculadora de Economia HIDROPAAS

Estime quanto sua operação economiza por ano com monitoramento remoto de recursos hídricos — poços, reservatórios, qualidade da água, efluentes e energia. Baseado em casos reais de clientes.

Pontos = poços + reservatórios + captações + pontos de efluente que você quer monitorar.

Economia anual estimada

R$ 0 /ano

Estimativa orientativa baseada em médias de clientes HIDROPAAS (redução de visitas técnicas, otimização de bombeamento, manutenção preditiva e prevenção de multas). O valor real e o investimento do seu projeto são calculados pela nossa equipe via WhatsApp.

📱 Quero meu orçamento exato no WhatsApp