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Monitoramento de Energia Elétrica para Empresas: Guia Completo 2026

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 2 dias
13 min de leitura

Atualizado: há 1 dia

Monitoramento de energia elétrica é medir continuamente consumo, demanda, tensão e corrente dos equipamentos e acompanhar esses dados num painel, com alertas no celular. Na empresa, ele mostra onde a conta sobe: ultrapassagem de demanda, energia reativa e consumo no horário de ponta. Também avisa sobre falhas elétricas que queimam motores e bombas, para você agir no mesmo dia, e não só quando a fatura chega.

Quadro elétrico com sensores de corrente instalados nos cabos — monitoramento de energia elétrica

O que é monitoramento de energia elétrica e o que a empresa ganha

O medidor da distribuidora registra o total do período e serve para faturar. O monitoramento mede de forma contínua, por quadro ou por equipamento, e mostra quando e onde a energia foi gasta. É a diferença entre saber quanto você pagou e saber por que pagou.

O que o monitoramento de consumo de energia entrega no dia a dia:

  • Conta sob controle: você vê a demanda se aproximar do limite contratado e identifica o que roda no horário de ponta.

  • Menos motor queimado: com os sensores adequados, falta de fase, subtensão e sobrecorrente aparecem no painel e podem gerar alerta ou desligamento.

  • Decisão com histórico: revisar a demanda contratada, trocar de modalidade tarifária ou avaliar o mercado livre fica mais seguro com dados medidos.

  • Manutenção preditiva: um motor que passa a puxar mais corrente para fazer o mesmo trabalho pode indicar desgaste ou problema mecânico.

Por que monitorar: onde a conta de energia vaza

Nem todo aumento na conta vem de consumo alto. Parte do custo está em cobranças por demanda, energia reativa, horário e bandeira, além da troca de equipamentos queimados. Regras e valores variam por distribuidora, por isso confira sempre a sua fatura e o seu contrato.

Ultrapassagem de demanda

No Grupo A, a empresa contrata com a distribuidora uma demanda em kW, que é a potência que deve ficar disponível para a instalação. Quando a demanda medida supera a contratada em mais de 5%, o excedente é cobrado como ultrapassagem, segundo a Copel e a Cemig.

O cálculo informado pelas duas distribuidoras é: (demanda medida − demanda contratada) × 2 × tarifa de demanda. Exemplo ilustrativo: com 100 kW contratados e 120 kW medidos, sobram 20 kW, cobrados como se fossem 40 kW na tarifa de demanda. Ligar várias cargas grandes ao mesmo tempo é uma causa comum.

A ultrapassagem também é cobrada de consumidores rurais e sazonais desde 04/05/2022, quando a Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021 foi republicada. A informação consta em FAQ sobre a norma, com resposta atribuída à ANEEL. Quem quer calcular e prevenir a multa por ultrapassagem de demanda encontra o passo a passo em um guia específico.

Energia reativa e fator de potência

Motores e transformadores consomem energia reativa, que não produz trabalho, mas circula pela rede. O fator de potência mostra quanto da potência solicitada à rede é potência ativa, a que realmente produz trabalho. A referência é 0,92: abaixo disso, a energia reativa excedente é faturada como UFER, de acordo com a Copel.

A Cemig explica que a demanda reativa excedente também aparece na fatura, como DMCR, quando supera a demanda faturada. Monitorar o fator de potência mostra em que horário ele cai e se os capacitores de correção seguem funcionando. Ler a multa por fator de potência na fatura fica mais fácil com o passo a passo do guia específico.

Consumo no horário de ponta

O posto de ponta tem 3 horas consecutivas por dia, exceto sábados, domingos e feriados nacionais, segundo a ANEEL. Cada distribuidora define o seu horário na revisão tarifária. Nas modalidades horárias, a energia usada nessa janela tem tarifa diferenciada, mais cara.

Com o consumo medido hora a hora, você descobre o que roda na ponta sem necessidade. Bombas, compressores e câmaras frias costumam ser candidatos a mudar de horário ou a desligar automaticamente nessa faixa.

Bandeiras tarifárias

As bandeiras existem desde 2015 e valem para consumidores cativos, que compram energia da distribuidora, exceto nos sistemas isolados. Conforme a ANEEL (página de 08/01/2026), o acréscimo por kWh é de R$ 0,01885 na amarela e R$ 0,04463 na vermelha patamar 1. Na vermelha patamar 2, chega a R$ 0,07877. Na verde, não há acréscimo.

Exemplo ilustrativo: 10.000 kWh consumidos em um mês de bandeira vermelha patamar 2 somam cerca de R$ 788 de acréscimo, sem contar tributos. A bandeira muda ao longo do ano, e quem mede o consumo por equipamento sabe onde cortar primeiro.

Falhas de fornecimento e de tensão

Falta de fase, subtensão e oscilações de tensão estão entre as causas de motores e bombas queimados. Se isso acontece à noite ou no fim de semana, o defeito só aparece quando o equipamento já parou. Um sistema que mede tensão e corrente por fase pode avisar na hora e desligar a carga, reduzindo o risco de dano.

Em bomba submersa, o prejuízo vai além do motor, porque o conjunto precisa ser retirado do poço. Os sinais de bomba submersa queimando e as proteções que ajudam a evitar a troca do conjunto têm um artigo próprio.

O que medir: grandezas elétricas e o problema que cada uma evita

Nem todo sistema mede tudo. Cada grandeza depende do sensor ou do medidor instalado naquele ponto. Um sensor de corrente mostra a carga e as horas de operação. Já um multimedidor com saída de dados pode entregar também tensão, fator de potência e demanda.

Grandeza

Para que serve

Problema que evita

Consumo (kWh)

Saber quanto cada setor ou equipamento gasta, e em que horário

Desperdício escondido, cargas ligadas sem uso e rateio injusto de custos

Demanda (kW)

Acompanhar a potência solicitada e compará-la com a contratada

Cobrança de ultrapassagem e contrato mal dimensionado

Tensão por fase (V)

Verificar se a energia chega em nível adequado em cada fase

Subtensão, sobretensão e desequilíbrio que danificam motores

Corrente por fase (A)

Ver a carga real de cada motor ou bomba

Falta de fase, sobrecarga e bomba trabalhando a seco

Fator de potência

Medir a relação entre potência ativa e potência aparente

Cobrança de energia reativa excedente (UFER e DMCR)

Horas de operação

Registrar quanto tempo cada equipamento ficou ligado

Uso desnecessário na ponta, manutenção atrasada e desgaste desigual entre bombas

Quem bombeia água ganha ao cruzar energia com vazão. O método do consumo de energia por m³ bombeado (kWh/m³) mostra se a bomba perde eficiência antes que o consumo dispare.

Técnico acompanha no notebook os gráficos de um ponto monitorado junto ao cavalete do poço — monitoramento de energia elétrica

Grupo A e Grupo B: o que muda na conta e no monitoramento

O grupo tarifário define quais cobranças existem na sua conta e, portanto, o que vale monitorar primeiro. Em linhas gerais, o Grupo A é atendido em média ou alta tensão, e o Grupo B, em baixa tensão. O grupo e o subgrupo aparecem na fatura.

Item

Grupo A

Grupo B

Demanda contratada (kW)

Existe, com cobrança de ultrapassagem

Não existe

Opções horárias

Horária Azul e Horária Verde

Tarifa Branca, opcional

Peso do horário de ponta

No consumo (Azul e Verde) e na demanda (Azul)

Só para quem aderiu à Tarifa Branca

Prioridade do monitoramento

Demanda, fator de potência e consumo por posto

Consumo por equipamento, horário de uso e proteção de motores

Grupo A: demanda contratada e modalidades Azul e Verde

Na Horária Azul, consumo e demanda têm tarifas diferentes por posto, e ela vale para todos os subgrupos do Grupo A. Na Horária Verde, só o consumo varia por posto e a demanda tem tarifa única. A Verde é restrita aos subgrupos A3a, A4 e AS, segundo a ANEEL.

A CPFL informa que a demanda mínima contratável é de 30 kW. Na CPFL, uma redução só passa a valer após 90 dias no subgrupo A4, ou 180 dias nos demais, com no máximo uma redução a cada 12 ciclos; o aumento vale no ciclo seguinte. Confira as condições da sua distribuidora no contrato.

Como um erro no contrato demora a ser corrigido, revise a demanda com meses de dados medidos. A escolha entre tarifa verde ou azul segue a mesma lógica: comparar as modalidades com o histórico medido.

Grupo B: Tarifa Branca

No Grupo B não há demanda contratada. A opção horária é a Tarifa Branca, aberta a consumidores B1 residencial, B2 rural e B3 demais classes. Não podem aderir os consumidores de baixa renda com benefício social nem a iluminação pública (B4), segundo a ANEEL (página de 11/11/2025).

Nos dias úteis, a Tarifa Branca tem postos de ponta, intermediário e fora de ponta; fins de semana e feriados são fora de ponta. A distribuidora troca o medidor em até 30 dias, pela regra da ANEEL. Antes de aderir, medir o consumo por horário mostra se a mudança compensa.

Como funciona um sistema de monitoramento de energia

Um sistema de monitoramento de energia tem quatro partes: sensor, transmissão, painel e alertas com automação. A medição é feita em paralelo, dentro da instalação da empresa, sem substituir o medidor da distribuidora.

1. Sensor no quadro elétrico

O sensor de corrente, do tipo alicate ou TC (transformador de corrente), é instalado em volta dos cabos no quadro elétrico, sem mexer no medidor da conta. A troca do medidor de faturamento é responsabilidade da distribuidora, como explica o Idec.

Os sensores devem ser instalados por eletricista qualificado, seguindo as normas de segurança em eletricidade. Desligar ou não o quadro depende do sensor, e essa é uma das dúvidas de instalação de monitoramento de energia respondidas em outro artigo.

2. Transmissão dos dados

O equipamento envia as leituras para a nuvem pela conexão disponível no local, como a rede celular. Assim, casas de bombas, poços e áreas de irrigação podem funcionar sem Wi-Fi. Para pontos sem sinal, veja as alternativas no post sobre monitoramento sem internet, por 4G ou satélite.

3. Painel online

No painel, as leituras viram gráficos de consumo, demanda e corrente por hora, dia e mês. É aqui que a telemetria de energia elétrica vira gestão: você compara turnos, equipamentos e meses, e gera relatórios para a manutenção e o financeiro.

4. Alertas e automações

Com o sensor ou medidor adequado em cada ponto, os alertas chegam no celular quando algo sai do limite definido: demanda perto da contratada, queda de tensão, falta de fase ou bomba parada. Com automação, o sistema pode desligar cargas na ponta, ligar a bomba pelo nível do reservatório ou cortar o motor em falha elétrica. A automação de bomba pode combinar acionamento remoto, por horário e por nível.

Gestão de energia para empresas: aplicações por segmento

O que monitorar muda conforme a atividade.

Indústria

No chão de fábrica, o motor elétrico é o maior consumidor. Os motores respondem por 68% da energia elétrica consumida nas fábricas, dado do PROCEL citado pelo Jornal da USP (24/07/2026). A indústria consumiu 199.341 GWh dos 566,7 TWh usados no Brasil em 2025, segundo o Anuário 2026 da EPE. Isso equivale a cerca de 35% do total (cálculo nosso com os dados da EPE).

Medir a corrente dos motores maiores revela sobrecarga, desequilíbrio entre fases e máquinas ligadas sem produção. Para estruturar a gestão, existe a ABNT NBR ISO 50001 (emenda de 07/2024). Conforme a ficha da norma na Target, ela inclui monitoramento, medição e análise do desempenho energético. Aprofunde em eficiência energética na indústria.

Agro e irrigação

Na irrigação, o desconto na tarifa depende do horário. A Lei 15.235/2025, publicada em 09/10/2025, prevê desconto para irrigação e aquicultura em 8h30 diárias. A escala é acordada com a distribuidora, conforme o texto da lei.

A Portaria Normativa MME nº 137/2026, de 08/06/2026, permite usar essas horas contínuas ou em até 3 blocos, em múltiplos de 30 minutos. O consumidor tem preferência na definição da escala e pode ter escalas diferentes ao longo do ano. Não há desconto das 17h às 21h30, segundo o Poder360.

O percentual varia por região e grupo. No Polígono das Secas, é de 90% no Grupo A e 73% no Grupo B, de acordo com a CNA. Confirme percentual e escala com a sua distribuidora.

A CPFL exige outorga de uso de recursos hídricos (a autorização do órgão para usar a água) e licença ambiental. Nessa distribuidora, o recadastramento ocorre a cada 3 anos. A Neoenergia, na página para irrigantes do Rio Grande do Norte, exige medição separada da carga da atividade.

Programar e monitorar as bombas ajuda a manter o uso dentro da escala do desconto irrigante 2026 acordada com a distribuidora.

Condomínios

No condomínio, a conta das áreas comuns reúne bombas de recalque, iluminação, elevadores e, em alguns casos, bomba de poço. Monitorar as bombas revela ciclos curtos demais, boia com defeito e vazamento que faz a bomba ligar sem parar. Com acionamento pelo nível do reservatório, a bomba liga conforme a necessidade de água, e não por hábito. As medidas sobre como economizar energia no condomínio vão além das bombas e incluem iluminação e elevadores.

Saneamento, envasadoras e casas de bombas

Em sistemas de abastecimento, a energia está entre os maiores custos operacionais do bombeamento. Em envasadoras de água mineral, as bombas de captação trabalham junto com as linhas de produção. Nos dois casos, acompanhar corrente e consumo ao lado de vazão e nível mostra quando a bomba perde rendimento.

Geradores

Um gerador a diesel parado por meses pode falhar justamente quando falta energia. O monitoramento remoto, com os sensores adequados, mostra se ele partiu, quanto tempo rodou e o nível de combustível no tanque. Quem faz monitoramento remoto de gerador também deve avaliar com cuidado o uso do equipamento no horário de ponta.

Qualidade de energia: seus direitos quando a distribuidora falha

A ANEEL define indicadores de continuidade e de qualidade no PRODIST Módulo 8, o conjunto de procedimentos que as distribuidoras devem seguir. O fator de potência também é um desses indicadores. As regras abaixo estão na página de qualidade do fornecimento da ANEEL, atualizada em 29/04/2026.

Interrupções: DIC, FIC e compensação automática

Para cada unidade consumidora, a ANEEL acompanha a duração (DIC) e a frequência (FIC) das interrupções. Só entram na conta interrupções de 3 minutos ou mais.

Quando os limites individuais são violados, a compensação é automática, segundo a ANEEL. O crédito deve vir na fatura em até 2 meses após o período de apuração. Você não precisa pedir, mas pode conferir se o crédito veio.

Tensão adequada, precária ou crítica

A tensão entregue é classificada como adequada, precária ou crítica. Os indicadores DRP e DRC medem por quanto tempo a tensão ficou precária ou crítica; os limites individuais são 3% e 0,5%, respectivamente. Se forem violados, a compensação é automática até a regularização, conforme a ANEEL.

A medição oficial de tensão pode ser pontual (após reclamação), amostral (definida pela ANEEL) ou permanente (a pedido e custo do consumidor). O registro do seu próprio sistema não substitui essa medição, mas mostra quando e por quanto tempo a tensão saiu do normal. Isso ajuda a embasar a reclamação.

Mercado livre de energia: por que medir antes de migrar

No mercado livre, você contrata um volume de energia. Sem histórico de consumo por hora, é fácil contratar demais ou de menos. Medir por alguns meses antes de migrar dá base para negociar volume e flexibilidade com o comercializador.

Desde 01/01/2024, todo consumidor do Grupo A pode escolher o fornecedor de energia, pela Portaria Normativa MME nº 50/2022. Unidades com carga abaixo de 500 kW precisam de um comercializador varejista na CCEE, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

A baixa tensão vem em seguida. Pela Lei 15.269/2025 e pelo Decreto 13.097/2026, indústria e comércio poderão migrar a partir de 25/11/2027, e os demais consumidores a partir de 25/11/2028. A migração será via varejista, com aviso prévio de 90 dias, segundo análises do escritório Tauil & Chequer e do Confea.

Passo a passo para implantar o monitoramento de energia elétrica

  1. Reúna o histórico de faturas, incluindo os meses de maior carga. Anote grupo, subgrupo, modalidade, demanda contratada e cobranças de ultrapassagem, UFER e DMCR.

  2. Liste as maiores cargas. Motores, bombas, compressores, câmaras frias, ar-condicionado e iluminação, com potência e horário de uso.

  3. Defina o objetivo principal. Evitar ultrapassagem, corrigir o fator de potência, sair da ponta, proteger motores ou preparar a migração ao mercado livre.

  4. Escolha os pontos de medição. Comece pela entrada geral e pelos equipamentos que mais pesam na conta.

  5. Combine sensor e grandeza. Sensor de corrente para carga e horas de operação; multimedidor para tensão, demanda e fator de potência.

  6. Teste a comunicação. Verifique o sinal de celular junto ao quadro ou planeje uma alternativa.

  7. Instale com segurança. Use eletricista qualificado e não mexa no medidor da distribuidora.

  8. Configure alertas e automações. Limite de demanda, queda de tensão, falta de fase e equipamento ligado fora do horário.

  9. Analise e ajuste. Com algumas semanas de dados, revise horários e automações; com alguns meses, avalie demanda contratada e modalidade.

  10. Procure apoio para eficiência. Pela Lei 9.991/2000, na redação da Lei 15.103/2025, as distribuidoras aplicam no mínimo 0,50% da receita operacional líquida em eficiência energética. O Programa de Eficiência Energética (PEE) tem chamadas públicas, como as da Celesc; consulte as da sua distribuidora.

Antes de começar, a estimativa de quanto custa monitoramento de energia e qual o retorno ajuda a planejar o investimento.

Guias por tema

Cada assunto deste guia tem um artigo próprio, com mais detalhes e exemplos.

Conta de energia do Grupo A

Água e energia no bombeamento

Energia por segmento

Antes de contratar

Como o HIDROPAAS ajuda

O HIDROPAAS é o sistema de monitoramento da PAAS Poços Artesianos e Água, que atua desde 1985 com geólogo responsável técnico (CREA). Na parte de energia, a plataforma oferece:

  • Sensor de corrente no quadro elétrico: instalado nos cabos, sem trocar nem mexer no medidor da distribuidora.

  • Integração de sensores e medidores de mercado: sensor de corrente, multimedidor com saída de dados e outros, conforme as grandezas que você precisa acompanhar.

  • Liga e desliga remoto pelo app e programação por horário: útil para tirar cargas da ponta ou respeitar a janela do irrigante.

  • Acionamento por nível do reservatório: a bomba liga conforme o nível pede.

  • Desligamento automático em falha elétrica: proteção para motores e bombas.

  • Água e energia no mesmo painel: nível, vazão e qualidade da água ao lado dos dados elétricos, com alertas no celular e relatórios.

As grandezas medidas dependem do sensor instalado em cada ponto. Por isso, vale definir antes quais equipamentos e cobranças da sua conta você quer acompanhar.

Perguntas frequentes

Monitoramento de energia serve para empresa do Grupo B?

Serve, com outro foco. No Grupo B não há demanda contratada nem ultrapassagem, mas o monitoramento mostra consumo por equipamento, horário de uso e falhas que queimam motores. Também ajuda a avaliar se a Tarifa Branca compensa.

Preciso trocar o medidor da distribuidora para monitorar a energia?

Não. O monitoramento usa sensores próprios no quadro elétrico, em paralelo ao medidor de faturamento. A troca do medidor é responsabilidade da distribuidora, como explica o Idec. O artigo sobre instalação de monitoramento de energia responde outras dúvidas, como internet e segurança.

Qual é a tolerância de ultrapassagem de demanda?

A cobrança ocorre quando a demanda medida supera a contratada em mais de 5%, segundo a Copel. Nesse caso, a diferença entre a demanda medida e a contratada é cobrada em dobro na tarifa de demanda. Confira as condições no contrato com a sua distribuidora.

Quanto custa um sistema de monitoramento de energia?

Depende do número de pontos, das grandezas medidas e da forma de contratação. No mercado, é comum o modelo de equipamento mais mensalidade, ou comodato. O guia quanto custa monitoramento de energia detalha os fatores de custo e retorno.

O monitoramento de energia funciona sem internet no local?

Pode funcionar. A transmissão pode usar a rede celular, sem depender de Wi-Fi, e em pontos sem sinal há alternativas como satélite. Veja as opções no post sobre monitoramento sem internet.

Conheça o sistema HIDROPAAS

Se você quer acompanhar energia e água no mesmo painel, com alertas no celular e automação das bombas, conheça a plataforma. Veja como funciona o sistema de monitoramento HIDROPAAS.

Veja também

Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

Para saber o que medir na sua instalação e onde a sua conta de energia está vazando, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

 
 
 

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