Quanto Custa Monitoramento de Energia e Qual o Retorno

Atualizado: há 1 dia
Quanto custa monitoramento de energia depende principalmente do número de pontos de medição, do tipo de sensor, da forma de comunicação, da automação e da mensalidade da plataforma. Por isso não há preço único; no mercado, é comum o modelo de equipamento mais mensalidade, ou comodato. O retorno se calcula com a sua fatura: payback (meses) = investimento inicial ÷ (perda mensal evitada − mensalidade).

Atualizado em setembro de 2026.
Se você já entende o que é monitoramento de energia elétrica, a próxima dúvida é como justificar o gasto. Este texto mostra do que o custo é feito, onde o retorno aparece e como calcular o payback com números seus.
Do que é feito o custo de um sistema de monitoramento de energia
O preço de um sistema de monitoramento de energia é a soma de partes que mudam de caso para caso. Uma casa de bombas com um motor pede pouco. Uma fábrica com vários quadros pede mais pontos e mais horas de instalação.
Item | O que é | O que faz o custo subir ou cair |
Sensores ou medidores | Sensor de corrente tipo alicate em cada carga, ou multimedidor com saída de dados | Número de pontos e de grandezas medidas (só corrente ou também tensão e fator de potência) |
Instalação no quadro | Fixação dos sensores e do módulo de comunicação, feita por eletricista | Quantidade de quadros, distância entre eles e acesso ao local |
Comunicação | Envio dos dados para a nuvem, por rede celular, satélite ou internet do local | Sinal fraco no local pode exigir antena externa ou outra conexão |
Plataforma e alertas | Painel, histórico, relatórios e avisos no celular | Pontos, usuários e relatórios. Costuma ser a parte cobrada por mês |
Automação (opcional) | Liga/desliga remoto, programação por horário e acionamento por nível | Quantas cargas serão comandadas e como é o painel de partida de cada uma |
Visitas técnicas | Ajustes, troca de sensor e revisão da instalação | Distância e se as visitas estão incluídas no contrato |
Um formato comum é comprar o equipamento e pagar mensalidade da plataforma. Outro é o comodato: o equipamento fica emprestado durante o contrato e tudo vira mensalidade. Em qualquer proposta, peça por escrito o que a mensalidade inclui e quem troca sensor com defeito.
Monitorar não exige trocar o medidor da distribuidora. Na medição paralela, o sensor fica no quadro do cliente e o medidor da concessionária não é tocado. Ligação, internet e segurança estão no guia de instalação de monitoramento de energia.
Onde está o retorno: as linhas da fatura do Grupo A
O retorno aparece em cobranças que você já paga e em danos que podem ser reduzidos quando a falha é detectada cedo. O ganho vem de agir quando o alerta chega. Valores, horários e nomes das linhas mudam por distribuidora, então confira sempre a sua fatura e o seu contrato.
Ultrapassagem de demanda evitada
Demanda contratada é a potência que a unidade do Grupo A (média e alta tensão) reserva com a distribuidora. Quando a demanda medida passa em mais de 5% da contratada, há cobrança de ultrapassagem, segundo a Copel e a Cemig. A conta é (demanda medida − demanda contratada) × 2 × tarifa de demanda.
Exemplo ilustrativo: com 100 kW contratados e 120 kW medidos, a demanda medida ficou 20% acima da contratada, além da tolerância de 5%. A parcela de ultrapassagem equivale a 20 kW × 2, ou 40 kW na tarifa de demanda da sua distribuidora. Desde a republicação da REN 1.000, em 04/05/2022, a cobrança alcança também rurais e sazonais, conforme FAQ sobre a norma, com resposta atribuída à ANEEL.
Com um medidor que registre a demanda em kW, o monitoramento avisa quando ela se aproxima da contratada, a tempo de segurar uma carga. O histórico também embasa a revisão do contrato: na CPFL, a redução vale após 90 dias no A4 ou 180 dias nos demais. Veja o guia sobre multa por ultrapassagem de demanda.
Energia reativa excedente evitada
Fator de potência indica quanto da energia recebida vira trabalho útil. A referência é 0,92: abaixo disso, a fatura cobra a UFER (energia reativa excedente), segundo a Copel. A fatura também pode trazer a DMCR, demanda reativa excedente, quando ela supera a demanda faturada, explica a Cemig.
Com multimedidores nas cargas principais, medindo fator de potência, você vê em qual carga e em qual horário o índice cai. Isso orienta a correção e confirma se ela funcionou. Detalhes no texto sobre multa por fator de potência.
Consumo tirado do horário de ponta
O posto de ponta tem 3 horas consecutivas por dia, exceto sábados, domingos e feriados nacionais, e cada distribuidora define o horário, segundo a ANEEL. Na modalidade Azul, consumo e demanda têm tarifa por posto. Na Verde, só o consumo muda, e ela vale para os subgrupos A3a, A4 e AS, conforme a ANEEL.
Com o sensor ou medidor adequado em cada carga, o monitoramento mostra quanto do consumo cai na ponta. Bombas que enchem reservatório e processos que podem esperar são os primeiros candidatos a mudar de horário.

Retorno na irrigação, na qualidade da energia e nos motores
Desconto de irrigante preservado dentro da janela
A Portaria Normativa MME nº 137/2026, publicada no DOU (Diário Oficial da União) em 09/06/2026, fixa 8h30 de desconto por dia. As horas podem ser contínuas ou divididas em até 3 blocos, em múltiplos de 30 minutos. Das 17h às 21h30 não há desconto, informa a Neoenergia.
Na CPFL, o benefício exige outorga de uso da água e licença ambiental, com recadastramento a cada 3 anos. O percentual varia por região e distribuidora: no Polígono das Secas, é de 90% no Grupo A e 73% no Grupo B, segundo a CNA (2023). Energia gasta fora da escala acordada não recebe o desconto. A programação por horário mantém a bomba na janela.
Compensação por interrupção e tensão fora do limite
No Módulo 8 do PRODIST (regras de distribuição da ANEEL), os indicadores individuais DIC e FIC medem duração e frequência das interrupções de 3 minutos ou mais. Violado o limite, a compensação é automática na fatura em até 2 meses após o período de apuração, segundo a ANEEL (página atualizada em 29/04/2026). Quando os limites individuais de tensão precária e crítica (DRP 3% e DRC 0,5%) são violados, a compensação também é automática até a regularização.
Com o sensor adequado, você passa a ter registro próprio de quedas. Ele não substitui a medição oficial, mas ajuda a conferir se a compensação apareceu na fatura e dá base para reclamar.
Menos risco de queima de bomba e motor
Motores respondem por 68% da energia elétrica consumida nas fábricas, dado do PROCEL citado pelo Jornal da USP; por isso, o motor costuma ser um bom primeiro ponto a medir. Corrente fora do padrão pode indicar falta de fase, bomba a seco ou desgaste. Com alerta no celular, pode dar tempo de agir antes que o problema vire queima. O desligamento automático em falha elétrica é mais uma camada, sem substituir relés e disjuntores do painel.
Planilha de payback do monitoramento de energia
Separe as faturas dos últimos 12 meses e preencha só com o que aparece em documento. Os nomes das linhas mudam por distribuidora.
Linha da fatura / evento | Onde encontrar | Quanto custou nos últimos 12 meses (preencha) |
Ultrapassagem de demanda | Fatura do Grupo A, linha de demanda de ultrapassagem | __________ |
Energia reativa excedente (UFER) | Fatura, linhas de energia reativa excedente | __________ |
Demanda reativa excedente (DMCR) | Fatura, linhas de demanda reativa na ponta e fora da ponta | __________ |
Consumo na ponta que poderia mudar de horário | Fatura Azul ou Verde: kWh que pode sair da ponta × (tarifa de consumo na ponta − tarifa fora de ponta). Na Azul, a demanda de ponta também pesa. | __________ |
Irrigação fora da escala com desconto | Fatura rural e registro de horário da bomba: kWh consumidos fora da escala × (tarifa sem desconto − tarifa com desconto) | __________ |
Horas paradas sem perceber após falta de energia | Anotações de parada e religamento | __________ |
Queima ou conserto de bomba e motor | Notas fiscais de rebobinamento, troca e horas paradas | __________ |
Viagens para conferir equipamentos | Controle de deslocamentos e horas da equipe | __________ |
Como calcular o payback
Payback é o tempo que o investimento leva para voltar em economia. Faça a conta em quatro passos:
Some a coluna da direita e divida por 12. Esse é o custo médio mensal das perdas.
Estime quanto dessa perda o monitoramento e a automação ajudam a evitar. Na dúvida, use a estimativa mais baixa. Esse valor é a perda mensal evitada (X).
Subtraia a mensalidade da plataforma. O resultado é o ganho líquido mensal.
Divida o investimento inicial (equipamento e instalação) pelo ganho líquido mensal. O resultado é o payback em meses.
Com a perda mensal evitada X, a mensalidade M e o investimento inicial I (equipamento e instalação), o payback é I ÷ (X − M) meses. Se X for igual ou menor que M, não há payback financeiro: a mensalidade consome o ganho. No comodato sem taxa de instalação, I é zero, e basta checar se X supera M.
Perguntas para responder antes de pedir orçamento
Quantos quadros e cargas serão medidos? Liste bombas, motores, compressores e o quadro geral.
Qual o grupo tarifário e a modalidade? A fatura mostra se a conta é do Grupo A, Azul ou Verde, ou do Grupo B, com ou sem Tarifa Branca.
Há irrigação com desconto? Separe a escala horária acordada com a distribuidora.
Só medir ou também automatizar? Liga/desliga remoto, horário e nível do reservatório mudam o escopo.
Quais grandezas você precisa? Só corrente, ou também tensão e fator de potência.
Onde ficam os quadros? Informe se há sinal de celular no local e a distância entre eles.
Como o HIDROPAAS ajuda
A instalação do HIDROPAAS usa sensor de corrente no quadro elétrico, sem trocar nem mexer no medidor da distribuidora. Quando o caso pede outras grandezas, a plataforma integra sensores e medidores de mercado, como multimedidores com saída de dados.
Liga/desliga remoto das cargas pelo app.
Programação por horário, para tirar consumo da ponta e respeitar a escala de irrigação.
Acionamento da bomba pelo nível do reservatório.
Desligamento automático em falha elétrica.
Água e energia no mesmo painel, com alertas no celular e relatórios.
O HIDROPAAS é produto da PAAS Poços Artesianos e Água, que atua desde 1985 com geólogo responsável técnico (CREA).
Perguntas frequentes
Quanto custa monitoramento de energia para empresa?
Não existe preço único. O valor depende do número de pontos, do tipo de sensor, da comunicação e da automação. No mercado, é comum o modelo de equipamento mais mensalidade, ou comodato com mensalidade.
Em quanto tempo o monitoramento de energia se paga?
Depende das perdas que você já tem. Divida o investimento inicial pela perda mensal evitada, já descontada a mensalidade. Quem paga ultrapassagem ou energia reativa com frequência tem mais a recuperar.
Vale a pena para conta do Grupo B?
Demanda contratada e ultrapassagem são regras do Grupo A. No Grupo B, o retorno tende a vir da proteção de bombas e motores e, para quem aderiu à Tarifa Branca, de fugir da ponta nos dias úteis.
Precisa trocar o medidor da distribuidora?
Não. O sensor fica no quadro do cliente, de forma independente, sem ligação com o medidor, que continua como está. A troca de medidor é atribuição da distribuidora, como explica o Idec.
Conheça o sistema HIDROPAAS
Se a sua planilha mostrou perda recorrente na fatura, o próximo passo é ver o painel de energia e água funcionando. Veja como funciona o sistema de monitoramento HIDROPAAS.
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Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.
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