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Bomba de Teste ou Bomba Definitiva: Com Qual Fazer o Teste de Vazão

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 20 horas
9 min de leitura

Atualizado: há 9 horas

A bomba para teste de vazão precisa entregar, com folga, a vazão que você pretende explorar. Ela deve ficar numa profundidade conhecida e ter um registro para ajustar a vazão. Em geral, o teste é feito com uma bomba de teste da executora. A bomba definitiva é escolhida depois, com os dados que o teste mediu.

Capa com o texto “Bomba para teste de vazão: qual usar?” sobre fundo azul-petróleo com linhas de sinal e a faixa HIDROPAAS · Monitoramento de água e energia

Vai montar um teste e quer conferir se a bomba dá conta da vazão? Mande os dados do poço para o HIDROPAAS no WhatsApp.

A dúvida aparece em quase todo poço novo: descer logo a bomba que vai ficar ou usar uma bomba só para o ensaio? Abaixo você vê o que fontes técnicas e alguns editais dizem, como montar a bomba e como o resultado vira a escolha da bomba final.

Bomba de teste ou bomba definitiva: qual usar no teste de vazão?

Em geral, a bomba de teste tende a ser a opção mais segura, porque ela é escolhida para o ensaio, e não para a operação. A bomba definitiva também pode servir, desde que alcance a vazão do teste, permita regular a vazão e esteja numa profundidade conhecida.

O ponto central é a ordem das decisões. O teste de produção é feito no próprio poço. Ele serve para definir a vazão e a profundidade de instalação da bomba, segundo material técnico da ANA de novembro de 2025. Escolher a bomba definitiva antes do teste é decidir sem esses dados.

Dois termos aparecem o tempo todo aqui. Nível estático (NE) é a profundidade da água com a bomba parada; nível dinâmico (ND) é a profundidade com a bomba ligada.

Critério

Bomba de teste

Bomba definitiva

Quem fornece

Quem executa o teste (perfuradora ou consultoria)

Dono do poço

Quando é escolhida

Antes do teste, pela vazão estimada na perfuração

Depois do teste, pela vazão e pelo ND medidos

Folga de vazão

Em geral maior, para cobrir as etapas do escalonado

Ajustada à vazão de operação

Risco principal

Custo de descer e retirar uma bomba a mais

Não chegar à vazão alvo e exigir novo teste

Comparação entre bomba de teste e bomba definitiva no teste de vazão: quem fornece, quando é escolhida e quando a bomba definitiva pode ou não ser usada no ensaio

Qual vazão a bomba precisa alcançar no teste?

A bomba precisa chegar, no mínimo, à vazão que você pretende explorar e, de preferência, passar dela. No teste escalonado, a ANA orienta pelo menos 3 etapas de vazão constante crescente, com a maior etapa igual ou acima da vazão de explotação.

Alguns órgãos definem as etapas em percentuais, e a bomba precisa cobrir a etapa mais alta com margem no registro. Três exemplos, cada um válido só no seu contexto:

  • São Paulo: a IT-DPO nº 10 prevê teste escalonado para poço com vazão estabilizada de 20 m³/h ou mais. São 4 etapas (20, 60, 80 e 100% da vazão máxima), de pelo menos 1 h cada, sem parar a bomba. A instrução o recomenda para aquíferos sedimentares. Confira se a SP Águas publicou versão nova.

  • Rio Grande do Sul: o termo de referência HP02A da SEMA prevê 4 etapas de 1 h (Q/4, 2Q/4, 3Q/4 e Q) acima de 30 m³/h. O arquivo é de 2016; confira a versão no SIOUT.

  • Água mineral: o item 4.4.4 da Portaria DNPM 374/2009, mantido pela Resolução ANM 193/2024, prevê 4 degraus (25, 50, 75 e 100%) acima de 10 m³/h.

Por que não testar abaixo e extrapolar? Na equação característica do poço, s = BQ + CQ², o termo CQ² é a perda turbulenta no próprio poço, como descreve a ANA. Ele cresce com o quadrado da vazão, então a conta feita com vazão menor tende a prometer mais água do que o poço entrega.

Vazão de teste, de explotação e outorgada não são a mesma coisa; veja vazão de explotação, vazão máxima e vazão outorgada.

O que normas e editais dizem sobre a bomba do teste?

Nas fontes públicas que consultamos, não há uma regra nacional sobre o tipo ou a potência da bomba de teste. O que existe são exigências de editais e órgãos específicos, que valem só no seu contexto.

Fonte

O que diz sobre a bomba

Onde vale

Teste final de 24 h ou mais com bomba submersa de 10 HP ou mais

Só nos poços desse edital

24 h na vazão máxima, com tubo auxiliar para medir o nível

Só nesse termo de referência

Relatório com profundidade da bomba, vazão, NE, ND e rebaixamento

Outorga no RS (conferir versão no SIOUT)

Pré-bombeamento de 1 a 2 h e equipe mínima de 2 pessoas

Referência técnica

ND acima da principal zona de contribuição do poço

Água mineral (confira o texto do item)

Em comum entre essas fontes e a prática de campo: a bomba precisa manter a vazão do início ao fim. A profundidade dela também precisa estar registrada. Sem esse dado, fica difícil avaliar se o nível dinâmico chegou perto do crivo, a entrada de água da bomba.

Quadro de comando de bomba aberto, com a bomba vertical ao fundo

Como montar a bomba para o teste de vazão?

A montagem começa com o poço em repouso e termina com um pré-bombeamento de ajuste. A sequência abaixo é um roteiro de campo; ajuste ao termo de referência do órgão do seu estado.

  1. Meça o nível estático com o poço em repouso. No Paraná, o IAT pede repouso de 12 h ou mais antes do teste, com o poço e os vizinhos desligados.

  2. Desça a bomba e anote a profundidade do crivo. Deixe folga abaixo do nível dinâmico esperado, para a bomba não puxar ar no fim do teste.

  3. Instale o tubo auxiliar para o medidor de nível ou o sensor. Ele evita que a sonda enrosque no cabo e no edutor, o cano que leva a água para cima.

  4. Coloque registro e medidor de vazão na saída. O registro ajusta a vazão; o medidor confirma que ela ficou constante. Veja como medir a vazão no teste de bombeamento.

  5. Leve a descarga para longe do poço. A água que infiltra perto da boca pode voltar ao aquífero e mascarar o rebaixamento.

  6. Faça o pré-bombeamento. O manual da CPRM de 1998 indica 1 a 2 h para ajustar vazão e equipamentos. Depois, deixe o nível voltar antes de iniciar o teste.

No Paraná, o IAT tem uma orientação própria para teste com transdutor. Ela pede foto do hidrômetro no início, com 12 h e com 24 h. Deixe o medidor numa posição fácil de fotografar.

Fluxo de montagem da bomba para o teste de vazão em seis etapas: nível estático em repouso, bomba em profundidade anotada, tubo auxiliar, registro e medidor, descarga longe do poço e pré-bombeamento

Como o resultado do teste define a bomba definitiva?

O teste entrega os dois números que dimensionam a bomba final: a vazão que o poço sustenta e o nível dinâmico nessa vazão. Com eles, você calcula a capacidade específica e o rebaixamento disponível.

O rebaixamento (s) é s = ND − NE, e a capacidade específica é Q/s, em m³/h por metro, conforme o manual da CPRM. O mesmo manual traz um método simplificado. Em aquífero sedimentar, o rebaixamento disponível é RD = 0,6·(PC − NE), sendo PC a profundidade do crivo da bomba. Em aquífero cristalino, PC dá lugar à fenda mais produtora. A vazão de instalação é Q/s × RD.

Dado (exemplo ilustrativo, aquífero sedimentar)

Valor

Conta

Vazão do teste (Q)

12 m³/h

Medida no teste

Nível estático (NE)

25 m

Medido em repouso

Nível dinâmico em 24 h (ND)

55 m

Medido no teste

Rebaixamento (s)

30 m

55 − 25

Capacidade específica (Q/s)

0,4 m³/h/m

12 ÷ 30

Crivo previsto da bomba definitiva (PC)

70 m

Projeto

Rebaixamento disponível (RD)

27 m

0,6 × (70 − 25)

Vazão de instalação

10,8 m³/h

0,4 × 27

Neste exemplo ilustrativo, a vazão de instalação ficou abaixo da testada. Isso é coerente, porque a bomba definitiva vai operar dentro da faixa que o teste comprovou. Com vazão e altura de elevação em mãos, escolha o modelo pelo guia bomba submersa de poço artesiano: como escolher.

Esse cálculo é simplificado, descrito pela CPRM para um programa emergencial. O responsável técnico pode usar outros critérios, como a vazão recomendada na interpretação completa do teste.

Se o poço não sustentou a vazão desejada, as saídas podem ser uma bomba menor, rever a vazão pedida ou refazer o desenvolvimento. Veja o que fazer quando o poço é reprovado no teste de vazão.

Erros comuns com a bomba no teste de vazão

É comum chegarem até nós testes refeitos por causa da bomba, e não do poço. Os erros mais frequentes:

  • Bomba no limite: sem folga, ela não chega à etapa mais alta do escalonado, e o teste para no meio.

  • Vazão sem registro: a vazão varia conforme o nível desce, e a premissa de vazão constante se perde.

  • Crivo raso demais: o nível dinâmico alcança a bomba, ela puxa ar e a vazão cai justamente no fim do teste.

  • Descarga na boca do poço: parte da água pode voltar ao aquífero, e a curva tende a parecer melhor do que o poço é.

  • Sem válvula de retenção: quando a bomba desliga, a água do edutor pode descer para o poço e perturbar as primeiras leituras de recuperação.

  • Energia sem planejamento: uma parada interrompe a curva. Na Bahia, para o Aquífero Urucuia com vazão de 100 m³/h ou mais, a IN INEMA 2/2025 manda recomeçar o teste de 120 h.

Como o HIDROPAAS ajuda

O HIDROPAAS não substitui a bomba do teste: ele registra o que a bomba e o poço fazem. O kit reúne a central de monitoramento, um sensor de nível hidrostático no poço e um hidrômetro ou medidor de vazão com telemetria. Os dados vão para a plataforma online (web e app).

  • Liga e desliga a bomba pelo app: inicia o bombeamento e a recuperação na hora programada. Veja mais sobre automação de bomba com acionamento remoto.

  • Registro automático: nível e vazão com intervalo configurável, frequente no início e mais espaçado depois.

  • Acompanhamento ao vivo: gráfico em tempo real; se a vazão cair ou o nível se aproximar da bomba, você vê pela tela.

  • Cálculos e relatório: rebaixamento, capacidade específica, transmissividade (Cooper-Jacob e Theis), recuperação e sugestão de vazão recomendada de explotação, com gráficos e planilha exportável (Excel ou CSV).

  • Sem plantão no poço: a equipe não precisa ficar 24 h ou mais no local.

Há três formas de uso. A primeira é o kit reutilizável, para perfurador, geólogo ou consultoria levar de poço em poço. A segunda é o aluguel ou a contratação por teste. Na terceira, a PAAS executa o teste e entrega o relatório (no RS, no local; nos outros estados, com parceiro da região ou com o aparelho alugado, instalado pelo cliente e acompanhado a distância pela PAAS). No kit e no aluguel, assina com ART o responsável técnico do cliente; no serviço, o geólogo da PAAS, com ART.

O relatório reúne os dados que os órgãos costumam pedir, e o formato final segue o formulário de cada órgão. Veja o guia do teste de bombeamento automático.

Perguntas frequentes

Posso fazer o teste de vazão com a bomba definitiva do poço?

Pode, se ela alcançar a vazão do teste, tiver registro para regular a vazão e estiver numa profundidade conhecida. O risco é que, sem teste, ela foi escolhida sem dados do poço e pode não chegar à vazão pretendida.

Qual a potência da bomba para teste de vazão?

Nas fontes públicas que consultamos, não há uma potência única nacional: ela depende da vazão alvo, do nível e da tubulação. Alguns editais fixam um mínimo, como o Anexo 17 da Itaipu, que pede bomba submersa de 10 HP ou mais no teste final.

Qual vazão usar no teste de bombeamento?

Em geral, igual ou acima da vazão que você pretende explorar. No escalonado, a ANA orienta que a maior etapa alcance ao menos a vazão de explotação.

Em que profundidade instalar a bomba no teste?

Abaixo do nível dinâmico esperado, com folga para o crivo não ficar descoberto. Anote essa profundidade: no RS, o TR HP02A da SEMA (arquivo de 2016; confira a versão no SIOUT) pede a profundidade da bomba no relatório.

Para que serve o pré-bombeamento?

Para ajustar a vazão e conferir registro, medidor e descarga antes de o teste valer. O manual da CPRM de 1998 indica 1 a 2 h; depois, o poço volta ao repouso.

O que acontece se a bomba parar no meio do teste?

A curva de rebaixamento é interrompida e, em geral, perde valor para a interpretação. Na Bahia, para o Aquífero Urucuia com 100 m³/h ou mais, a IN INEMA 2/2025 exige 120 h ininterruptas e reinício se houver parada.

Conheça o sistema HIDROPAAS para teste de bombeamento

Registre nível e vazão, comande a bomba pelo app e receba o relatório com os cálculos: veja como funciona o teste de bombeamento automático HIDROPAAS.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

Teste com uma bomba que passe da vazão pretendida, em profundidade anotada e com vazão regulada. Depois, escolha a bomba definitiva com os números do teste. Para montar o seu, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

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