Telemetria para Saneamento: Solução HIDROPAAS para Concessionárias e Autarquias

Atualizado: há 2 dias
Resposta direta: o HIDROPAAS é a telemetria de recursos hídricos da PAAS Poços Artesianos (1985, responsabilidade técnica de geólogo CREA) para concessionárias, autarquias municipais (SAAE), serviços municipais e prestadores regionais de saneamento. Monitora poços de abastecimento, captação superficial, ETA, ETE, reservatórios, elevatórias, macromedidores e hidrômetros de setor, com leitura contínua de nível estático e dinâmico, vazão (m³/h), volume, horas trabalhadas, pressão, cloro residual, turbidez, pH, fluoreto, condutividade e temperatura. É a base técnica para setorizar a rede em DMAs, atacar o índice de perdas exigido pelo Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020), alimentar o SNIS e comprovar potabilidade sob a Portaria GM/MS 888/2021. Cobertura em 27 estados, com 4G e satélite.

Desafios do setor de saneamento
Perdas de água em níveis que comprometem a viabilidade do serviço. O Marco Legal e a regulação da ANA empurram o setor para um teto de perdas na distribuição de 25% até 2033 — e boa parte dos prestadores ainda opera bem acima disso.
Rede sem setorização. Sem Distritos de Medição e Controle (DMA), a perda é um número global e impossível de atacar: não se sabe qual bairro vaza.
Vazamento e rompimento de adutora descobertos pela reclamação do usuário, horas depois — com água tratada indo para o solo e energia de bombeamento jogada fora junto.
Cloro residual e turbidez controlados por coleta pontual, quando a Portaria 888/2021 exige controle sistemático da qualidade da água distribuída.
Preenchimento do SNIS e dos relatórios da agência reguladora feito com dados estimados, garimpados em planilhas no fim do exercício.
Reservatórios extravasando de madrugada e bombas em horário de ponta — dois desperdícios que a telemetria elimina no primeiro mês.
O que o HIDROPAAS monitora no saneamento
Pontos monitorados: poços de abastecimento público, captação superficial, ETA, ETE, reservatórios apoiados e elevados, boosters e elevatórias, macromedidores de saída, entradas de DMA e piezômetros de acompanhamento do aquífero.
Parâmetros: nível estático e dinâmico, vazão (m³/h), volume, horas trabalhadas, pressão de rede, energia, cloro residual, turbidez, pH, fluoreto, condutividade e temperatura.
Setorização em DMA: medindo vazão e pressão na entrada de cada distrito, a vazão mínima noturna vira o indicador mais honesto que existe sobre vazamento. Setor com consumo noturno alto é setor furado — e a equipe de campo sai com endereço, não com palpite.
Conformidade regulatória do setor
Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020): exige comprovação de capacidade econômico-financeira e metas de universalização e eficiência até 2033, com redução progressiva de perdas. Prestador que não mede não comprova meta — e prestador que não comprova meta arrisca o próprio contrato.
Portaria GM/MS 888/2021: define o padrão de potabilidade e o controle da qualidade da água para consumo humano. Cloro residual livre e turbidez são parâmetros de controle contínuo — monitorá-los em tempo real é proteção sanitária e jurídica ao mesmo tempo.
Outorga e monitoramento: a Resolução ANA 188/2024 rege o monitoramento e o reporte dos usos em domínio da União; nos rios e aquíferos estaduais valem SIDECC (DAEE-SP), MIRA (IGAM-MG), FEPAM (RS), INEMA (BA) e congêneres. A CONAMA 396 orienta o enquadramento das águas subterrâneas usadas no abastecimento.
SNIS e agência reguladora: os indicadores de volume produzido, volume distribuído, consumo de energia e perdas saem prontos do histórico telemétrico. Além das sanções da agência reguladora e do órgão ambiental, distribuir água fora do padrão de potabilidade expõe o prestador à Vigilância Sanitária e à responsabilização cível.
Benefícios e economia
Perdas: cada metro cúbico perdido foi captado, tratado, bombeado e pago. Reduzir perda é receita recuperada sem ampliar captação — e é o caminho mais barato para atender à meta de 2033.
Energia: energia elétrica é tipicamente uma das duas maiores despesas de um prestador. Controlar nível de reservatório, evitar extravasamento e deslocar bombeamento para fora do horário de ponta reduz a conta sem obra nova.
Manutenção preditiva: bombas e conjuntos de recalque monitorados por vazão, pressão e horas trabalhadas dão sinal de desgaste antes da falha — e evitam desabastecimento não programado.
Risco regulatório: histórico contínuo e auditável dos parâmetros de potabilidade e dos volumes captados e distribuídos.
Caso real
Em operações de abastecimento coletivo, o padrão que a PAAS observa em campo se repete: quando entra medição contínua na saída da ETA, nos reservatórios e nas entradas de setor, o primeiro ganho vem da vazão mínima noturna — o número que denuncia vazamento oculto — e o segundo, do controle de nível, que corta extravasamento e bombeamento desnecessário. São dois resultados que aparecem já nos primeiros ciclos de operação, antes de qualquer obra de rede. Cada prestador tem sua realidade de rede e de perdas; o diagnóstico inicial da PAAS dimensiona o potencial de ganho no seu caso.
Como começar
1. Diagnóstico do sistema: levantamento de captações, ETA, reservatórios, elevatórias, macromedição existente e índice de perdas atual.
2. Plano de setorização: definição dos DMAs e dos pontos de medição prioritários, começando pelos setores de maior suspeita de perda.
3. Implantação: instalação e comissionamento com comunicação 4G ou satélite, incluindo sensores de qualidade (cloro, turbidez, pH).
4. Gestão contínua: painel com alertas, relatórios para a agência reguladora, SNIS, Vigilância Sanitária e órgão gestor de recursos hídricos.
Conheça o sistema HIDROPAAS
O HIDROPAAS automatiza a medição e o registro dos dados exigidos na outorga, com relatórios prontos para o órgão ambiental. Veja como funciona o sistema de monitoramento HIDROPAAS.
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Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.
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