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Telemetria para Água Mineral: Solução HIDROPAAS para Envasadoras (ANM 193)

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
14 de jul.
5 min de leitura

Atualizado: há 23 horas

Resposta direta: o HIDROPAAS é a telemetria de recursos hídricos da PAAS Poços Artesianos (1985, responsabilidade técnica de geólogo CREA) desenhada para envasadoras de água mineral e potavel de mesa. Ele atende diretamente à exigência de monitoramento contínuo das fontes trazida pela Resolução ANM nº 193/2024 — que revogou a antiga Portaria DNPM 374/2009 e endureceu o controle sobre a lavra de água mineral. Monitora fontes, poços e captações, reservatórios, elevatórias e hidrômetros de envase, medindo nível estático e dinâmico, vazão (m³/h), volume, horas trabalhadas, pressão, condutividade elétrica, temperatura, pH, turbidez, cloro e fluoreto. Comunicação 4G e satélite, cobertura em 27 estados. Descumprir a norma expõe a envasadora a sanções da ANM que podem chegar à casa dos milhões de reais e à suspensão da lavra.

Imagem do artigo HIDROPAAS: solucao telemetria agua mineral envasadoras

Desafios do setor de água mineral

A regra mudou. A Resolução ANM 193/2024 substituiu a Portaria DNPM 374/2009 e trouxe monitoramento contínuo como obrigação — não mais leitura periódica anotada em caderno. Muita envasadora ainda opera no modelo antigo e não percebeu o tamanho da mudança.

A fonte é o ativo. Diferente de outros setores, aqui a água não é insumo — é o produto. Alteração de vazão, de nível, de condutividade ou de temperatura na fonte mexe diretamente na característica que está no rótulo e no laudo.

Superexplotação silenciosa: bombear acima da vazão de explotação autorizada compromete o aquífero e a própria fonte — e só fica evidente quando já há dano.

Relatório Anual de Lavra e prestação de contas à ANM montados na base do esforço, com dados reconstituídos no fim do exercício a partir de registros incompletos.

Dupla fiscalização: a envasadora responde à ANM (lavra e caracterização da água) e também à vigilância sanitária e à legislação ambiental. São exigências que se somam, não que se substituem.

Fontes em área rural, muitas vezes distantes da unidade de envase e sem cobertura de celular — o que inviabiliza soluções de telemetria que só funcionam com 4G.

O que o HIDROPAAS monitora em envasadoras

Pontos monitorados: fontes e surgências, poços tubulares de captação, poços de observação e piezômetros do entorno, elevatórias e adutoras até a fábrica, reservatórios pulmão e hidrômetros da linha de envase.

Parâmetros críticos para a ANM: vazão (m³/h) e volume explotado — o par para comprovar que a lavra respeita a vazão autorizada; nível estático e nível dinâmico — que mostram o comportamento do aquífero sob bombeamento; condutividade elétrica e temperatura — indicadores de estabilidade da caracterização da água; além de pH, turbidez, fluoreto, cloro, pressão, horas trabalhadas e energia.

Comunicação: 4G onde há cobertura e satélite onde não há — ponto decisivo, porque fonte de água mineral quase nunca fica na beira da rodovia.

Conformidade regulatória do setor

Resolução ANM 193/2024: é a norma central deste setor. Ela revogou a Portaria DNPM 374/2009 e estabeleceu novas regras para o aproveitamento de águas minerais e potaveis de mesa, com ênfase no monitoramento contínuo das fontes e no registro sistemático dos dados de explotação. Na prática: não basta mais medir de vez em quando — é preciso monitorar e ter o dado disponível.

Multas de até R$ 2 milhões: o regime sancionatório da ANM alcança valores milionários — chegando à casa dos R$ 2 milhões nas infrações mais graves — além de advertência, suspensão da lavra e, no limite, caducidade do título minerario. Para uma envasadora, suspender a lavra é parar a fábrica: não há produto sem fonte.

Camadas adicionais: a Resolução CONAMA 396 orienta o enquadramento e o monitoramento das águas subterrâneas; a licença ambiental estadual (FEPAM no RS, IGAM-MG via MIRA, DAEE-SP via SIDECC, INEMA na BA) traz suas próprias condicionantes de monitoramento; e a Portaria GM/MS 888/2021 incide sobre a água distribuída para consumo humano dentro da própria unidade fabril.

Benefícios e economia

Multas evitadas: este é, com folga, o maior item do cálculo neste setor. Um único auto de infração da ANM pode custar mais do que anos de operação do sistema de telemetria — e a suspensão da lavra custa a receita inteira.

Proteção da fonte: acompanhar nível dinâmico e vazão em tempo real evita superexplotação e preserva o ativo que sustenta o negócio. Fonte comprometida não se recupera com investimento — ela simplesmente acaba.

Qualidade do produto: condutividade e temperatura monitoradas continuamente funcionam como sentinela da caracterização da água. Desvio detectado cedo evita envasar lote fora do padrão do rótulo — e evita recall.

Energia e manutenção preditiva: bombas de captação e recalque monitoradas por vazão, pressão, horas e consumo revelam desgaste antes da falha. Parada de bomba numa envasadora é linha de envase parada.

Relatórios prontos: os dados de explotação saem do painel já organizados para o relatório à ANM — sem reconstituição de planilha no fim do ano.

Caso real

Não divulgamos caso nominal de envasadora — são dados sob sigilo do cliente. O que se pode dizer em termos gerais é que, neste setor, o cálculo de retorno tem um formato próprio: enquanto na indústria e no agronegócio o ROI vem principalmente de economia de água e energia, na água mineral ele vem sobretudo de risco evitado. Uma envasadora que não consegue comprovar à ANM o monitoramento contínuo da fonte, nos termos da Resolução 193/2024, coloca em risco o título que autoriza sua operação inteira. É por isso que a telemetria, aqui, funciona menos como projeto de eficiência e mais como seguro operacional.

Como começar

1. Diagnóstico de conformidade: avaliamos as fontes, o título minerario, a vazão autorizada e o que a Resolução ANM 193/2024 exige da sua operação hoje — com geólogo responsável técnico.

2. Projeto de monitoramento: definição dos sensores por fonte e poço, das faixas de alerta e do meio de comunicação (4G ou satélite).

3. Instalação: comissionamento em campo sem interromper a lavra nem a linha de envase.

4. Operação e prestação de contas: painel com histórico contínuo, alertas de desvio e relatórios prontos para a ANM e para o órgão ambiental.

Conheça o sistema HIDROPAAS

O HIDROPAAS monitora a captação da envasadora de forma contínua, com medição de vazão e relatórios automáticos para a ANM. Veja como funciona o sistema de monitoramento HIDROPAAS.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

 
 
 

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