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Faixa de Medição do Sensor de Turbidez: Por Que a Escala Importa

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 4 dias
7 min de leitura

A faixa de medição do sensor de turbidez vai do zero ao fundo de escala. O erro em % do fundo de escala vale para qualquer leitura da faixa. Num exemplo ilustrativo, ±2% em 0 a 1.000 NTU dá ±20 NTU; em 0 a 2 NTU, ±0,04 NTU. Água de consumo pede escala baixa; efluente, escala alta.

Capa com o texto “Sensor de turbidez: a escala importa” sobre foto de controlador de turbidez na borda de um tanque de estação de tratamento de efluentes, com a faixa HIDROPAAS · Monitoramento de água e energia

Quer um sensor de turbidez com a escala certa para a sua água, alerta no celular e registro contínuo? Monte o seu sistema de monitoramento com o HIDROPAAS.

O que é a faixa de medição de um sensor de turbidez?

É o intervalo que o sensor consegue ler, do valor mínimo ao máximo. O máximo se chama fundo de escala. Acima dele, a leitura deixa de acompanhar a água.

A escala também define o que cada sinal significa. Na saída 4 a 20 mA, 4 mA corresponde a 0% da escala e 20 mA a 100%, como descreve a avaliação de sensores online da EPA (2009). O mesmo sinal vale coisas diferentes em escalas diferentes.

Veja um exemplo ilustrativo, só com a conta. Numa escala de 0 a 2 NTU, uma leitura de 1 NTU sai como 12 mA, no meio do sinal. Numa escala de 0 a 1.000 NTU, a mesma leitura sai como 4,016 mA, praticamente colada no zero.

Na escala grande, a água limpa ocupa uma fatia mínima do sinal. Qualquer ruído ou erro pesa muito mais sobre o valor que interessa.

O que significa erro em % do fundo de escala?

Significa que o erro é calculado sobre o máximo da escala, e não sobre o valor lido. Por isso, ele tem o mesmo tamanho em toda a faixa: pesa muito sobre a leitura de água limpa e pouco sobre a de água turva.

Alguns aparelhos informam o erro em % da leitura, e esse erro diminui quando a leitura cai. Na ficha técnica, confira qual das duas formas está escrita antes de comparar sensores.

Escala (exemplo ilustrativo)

Erro de ±2% do fundo de escala

Peso sobre uma leitura de 1 NTU

0 a 1.000 NTU

±20 NTU

20 vezes a própria leitura

0 a 20 NTU

±0,4 NTU

40% da leitura

0 a 2 NTU

±0,04 NTU

4% da leitura

Exemplo ilustrativo: cálculo genérico de ±2% sobre o fundo de cada escala. Não é especificação do sensor HIDROPAAS nem de nenhum aparelho.

A meta da água de poço clorada é 1,0 uT em 95% das amostras. Com ±20 NTU de erro, a leitura não diz se você está dentro ou fora. Com ±0,04 NTU, diz. A Portaria usa uT sem definir o método, então aqui o NTU serve só para mostrar a conta.

Infográfico com três cards de exemplo ilustrativo de erro de ±2% do fundo de escala: na escala de 0 a 1.000 NTU o erro é de ±20 NTU, 20 vezes uma leitura de 1 NTU; na escala de 0 a 20 NTU é de ±0,4 NTU, 40% da leitura; e na escala de 0 a 2 NTU é de ±0,04 NTU, 4% da leitura.

Qual faixa de medição usar para água de consumo e para efluente?

Água de consumo pede escala baixa, porque os limites ficam em poucas unidades ou menos. Efluente e processo pedem escala alta, porque a turbidez pode ficar muito acima disso e o uso é operacional.

Aplicação

Valor de referência

Escala que faz sentido

Saída de poço após a desinfecção

1,0 uT em 95% das amostras; máximo de 5,0 uT

Baixa

Filtração rápida (ETA)

0,5 uT em 95%; 0,3 uT em 95% quando a média de Cryptosporidium chega a 1,0 oocisto/L

Baixa

Filtração por membrana

0,1 uT em 99% das amostras

Baixa

Rede e ponto de consumo

Máximo de 5,0 uT

Baixa

Rio que recebe o efluente

40 UNT (classe 1); 100 UNT (classes 2 e 3)

Intermediária

Efluente, ETE e processo industrial

Sem limite de turbidez para lançamento; uso operacional

Alta

A própria norma de medição separa os dois mundos. A ISO 7027-1:2016 usa a nefelometria para baixa turbidez, tipicamente de menos de 0,05 a 400 FNU, e a atenuação para alta, de 40 a 4.000 FAU. A diferença entre os métodos está em turbidímetro ISO 7027 ou EPA 180.1.

Controlador de turbidez cinza com o display marcando 0,42 NTU e o sensor em célula de fluxo na tubulação azul que sai de um filtro, numa estação de tratamento de água de poço.

No efluente, a escala alta acompanha a eficiência do tratamento e o arraste de sólidos. O caminho completo está no guia de sensor de turbidez para efluente e ETE.

Por que usar a menor escala que cobre a sua água?

Porque a menor escala que ainda cobre a sua água dá o menor erro sobre o valor que importa. É a mesma lógica que a EPA aplica aos analisadores de cloro.

O método EPA 334.0 (2009), que trata de analisadores de cloro online, dá um exemplo. Para um residual de 0,5 a 1,5 mg/L, a escala indicada é de 0 a 2 mg/L, e não de 0 a 10. A turbidez não está nesse método, mas a conta do fundo de escala é a mesma.

O cuidado é não exagerar para baixo. Se a turbidez passa do fundo de escala, a leitura fica no máximo ou indica fora de faixa, e você deixa de saber quanto ela subiu. A escala precisa cobrir também os picos que interessa registrar.

As bolhas entram nessa conta. A Health Canada cita picos de até 2,0 NTU causados por bolhas em sensor online. Numa escala baixa, esse pico chega perto do topo, então a instalação sem bolhas pesa tanto quanto a escala.

Fluxo em cinco passos para escolher a escala do sensor de turbidez: partir do limite que importa, como 1,0 uT em 95% na saída do poço clorado; considerar os picos que precisam ser registrados sem saturar; escolher a menor escala que cobre a água, mesma lógica da EPA 334.0 para o cloro; instalar sem bolhas, que geram picos de até 2,0 NTU; e conferir com a bancada, verificando toda semana e calibrando a cada três meses.

Como conferir se a escala e a leitura estão certas?

Comparando o sensor com um turbidímetro de bancada, na mesma água, com frequência definida. A Health Canada recomenda verificar o sensor online toda semana, calibrar pelo menos a cada três meses e limpar toda semana.

Se a deriva passar de 10%, a recomendação é recalibrar. A mesma fonte observa que a concordância entre turbidímetros online é baixa, então a comparação com a sua referência de bancada é o que dá confiança ao número.

Atenção à unidade do laudo. Segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS), NTU e FNU só se equivalem em número na calibração com formazina. A explicação está em NTU, FNU e uT: qual a diferença.

O que você perde quando a escala do sensor não combina com a sua água?

Você perde a capacidade de decidir pelo número. O sensor continua mostrando um valor, mas ele deixa de dizer se a água está dentro da meta.

  • Leitura que não decide nada. Com escala alta demais, o erro pode ser maior que a própria meta de 1,0 uT. Não dá para saber se 95% das leituras estão dentro.

  • Alarme que dispara ou some sem motivo. No exemplo ilustrativo de ±0,4 NTU, um alarme em 1,0 pode tocar com a água real em 0,6 ou calar com ela em 1,4.

  • Evento sem tamanho. Com escala curta demais, o pico passa do fundo de escala e o registro mostra só o teto. Você sabe que subiu, mas não quanto.

  • Desinfecção mais fraca do que parece. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda turbidez baixa, idealmente abaixo de 1 NTU, para a desinfecção funcionar. Leitura imprecisa nessa faixa esconde o risco.

  • Risco sanitário e multa. Fornecer água fora do padrão pode ser enquadrado como infração na Lei 6.437/1977. As multas vão de R$ 2.000 a R$ 1.500.000, conforme a gravidade, e dobram na reincidência.

Para a saída do poço clorado, onde a escala baixa faz mais diferença, veja o guia do medidor de turbidez online para poço com cloração.

Como o HIDROPAAS escolhe a escala do sensor de turbidez

No projeto, escolhemos a escala certa para a sua água: escala baixa para água de consumo e escala alta para efluente e processo. A escolha parte da aplicação, do limite que importa e dos picos que você precisa registrar.

  • Sensor de imersão ou em célula de fluxo, ligado a um controlador de parede com display.

  • Leitura no app e no painel HIDROPAAS, com histórico e gráficos.

  • Alerta no celular quando a turbidez passa do limite que você definir.

  • Saídas 4 a 20 mA, RS485 (Modbus) e relés, para integrar com quadro, CLP ou outros equipamentos.

  • Relatório para a Vigilância e o SISAGUA, com o registro de turbidez e cloro exportado.

  • Comunicação por 2G/3G/4G, Wi-Fi, rádio, LoRa, satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento.

O sensor é apoio, alarme e registro contínuo. A Portaria 888 não prevê medição online e exige método de norma (Art. 22), então a análise de bancada ou de laboratório e a coleta oficial continuam. Por trás do HIDROPAAS está a PAAS, no ramo de poços e água desde 1985, com geólogo responsável registrado no CREA.

Para definir a escala da sua aplicação, monte o seu sistema de monitoramento de cloro e turbidez. O guia do sensor de turbidez para água mostra o restante do conjunto.

Perguntas frequentes

O que é fundo de escala de um sensor de turbidez?

É o maior valor que o sensor consegue ler na escala configurada. Ele é a base de cálculo quando o erro vem informado em % do fundo de escala, e define o que significam os 20 mA da saída 4 a 20 mA.

Como calcular o erro em % do fundo de escala?

Multiplique o percentual pelo valor máximo da escala. Num exemplo ilustrativo, ±2% numa escala de 0 a 20 NTU dá ±0,4 NTU, e esse erro vale para qualquer leitura dentro da faixa.

Qual a faixa de medição ideal para água de poço?

Uma escala baixa, compatível com as metas da Portaria 888: 1,0 uT em 95% das amostras de água subterrânea desinfetada e máximo de 5,0 uT. A escala exata depende da sua água e dos picos que você precisa registrar, e é definida no projeto.

Posso usar o mesmo sensor de turbidez para água tratada e efluente?

Em geral, não é a melhor escolha, porque a água tratada pede escala baixa e o efluente pede escala alta. A ISO 7027-1 separa a nefelometria, para baixa turbidez, da atenuação, para turbidez alta.

O que acontece quando a turbidez passa do fundo de escala?

A leitura fica no máximo da escala ou indica fora de faixa, e você deixa de saber quanto a turbidez subiu. Por isso a escala precisa cobrir também os picos que interessa registrar.

Com que frequência conferir o sensor de turbidez online?

A Health Canada recomenda verificar toda semana, calibrar pelo menos a cada três meses e recalibrar se a deriva passar de 10%. A conferência é feita com um turbidímetro de bancada, que continua na rotina junto com a coleta oficial.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

A escala do sensor de turbidez decide se a leitura serve: baixa para água de consumo, alta para efluente, e conferida com a bancada. Para escolher a da sua água, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

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