Sensor de Turbidez para Água

Atualizado: há 17 horas
O sensor de turbidez mede a quantidade de partículas em suspensão na água — argila, silte, matéria orgânica, algas e outros sólidos — a partir de como essas partículas espalham a luz. É um dos indicadores visuais mais importantes de qualidade: água turva sinaliza sólidos, falhas de filtração e risco sanitário. A Portaria GM/MS 888/21 estabelece limites de turbidez para a água tratada, com valor máximo em torno de 5 uT no sistema de distribuição e exigências mais rígidas logo após a filtração.

Como funciona
A turbidez é medida por nefelometria: um feixe de luz atravessa a amostra e um detector lê a luz espalhada pelas partículas, normalmente a 90° em relação ao feixe. Quanto mais partículas, mais luz espalhada e maior a turbidez. O resultado é expresso em unidades nefelométricas — UNT, NTU ou uT, que na prática se equivalem. Muitos sensores usam luz infravermelha (padrão ISO 7027) para reduzir a interferência da cor da água.
Para água muito limpa, existem sensores de baixa turbidez de alta sensibilidade; para efluentes e água bruta, há sensores de faixa ampla. Vários modelos trazem sistemas de autolimpeza — limpador mecânico ou ultrassom — para evitar que a sujeira acumulada na óptica falsifique a leitura ao longo do tempo.
Onde se usa
O monitoramento de turbidez é peça central do controle sanitário da água:
Estações de tratamento (ETA): a turbidez após a filtração é o principal controle da eficiência do tratamento e um indicador sanitário, pois partículas podem carregar microrganismos.
Poços artesianos: turbidez elevada pode indicar arraste de finos, problema no revestimento ou no pré-filtro, ou poço mal desenvolvido.
Captação em rios e reservatórios: a turbidez da água bruta orienta a dosagem de coagulante e a operação da captação.
Água mineral e envase: controle da límpidez do produto final.
Efluentes e reúso: a turbidez indica sólidos em suspensão e a eficiência do polimento final.
Como escolher
Compare a faixa de medição, o princípio óptico e os recursos, o tipo de saída e o custo relativo:
Opção | Faixa de medição | Princípio / recurso | Tipo de saída | Custo relativo |
Sensor de baixa turbidez | Faixa baixa (água tratada) | Nefelométrico 90°, alta sensibilidade | 4-20 mA / digital | Médio |
Sensor de faixa ampla | Baixa a alta (bruta/efluente) | Infravermelho (ISO 7027) | 4-20 mA / RS485 | Médio |
Sensor com autolimpeza | Ampla, uso contínuo | Óptica com limpador ou ultrassom | 4-20 mA / RS485 Modbus | Médio a alto |
Para monitorar água tratada perto dos limites da Portaria 888/21, priorize sensores de baixa turbidez e boa resolução. Para água bruta, efluentes e pontos de muita sujeira, a faixa ampla e a autolimpeza evitam manutenção constante. Confira a unidade (UNT/NTU/uT), a faixa e o tipo de saída para integrar o sinal ao seu sistema.
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A HIDROPAAS fornece o sensor de turbidez avulso, dimensionado para o seu ponto — água tratada, poço, captação ou efluente — e com o recurso de autolimpeza quando a operação é contínua. Você recebe o sensor pronto para instalar, com a saída compatível com o seu painel.
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Sozinho, o sensor de turbidez só mostra o número no visor local. Na plataforma HIDROPAAS, a turbidez entra no mesmo painel que nível, vazão, energia, pH, condutividade e cloro. Se a leitura ultrapassa o limite de referência da Portaria 888/21, o sistema alerta na hora e guarda o histórico — pronto para relatórios aos órgãos ambientais e de vigilância (SIOUT, SIDECC, ANA).
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Perguntas frequentes
Qual é uma boa turbidez para água potável?
Para água tratada, a Portaria GM/MS 888/21 traz como referência um valor máximo em torno de 5 uT no sistema de distribuição, com exigências mais rígidas na saída da filtração. São limites regulatórios, e a conformidade formal depende de análise acreditada; o sensor serve para o controle contínuo do processo.
Turbidez alta significa água contaminada?
Nem sempre há contaminação, mas turbidez alta é um sinal de alerta: as partículas podem abrigar microrganismos e reduzir a eficácia da desinfecção. Por isso o controle de turbidez é tratado como uma barreira sanitária.
Qual a diferença entre UNT, NTU e uT?
São formas de expressar a mesma medida nefelométrica de turbidez e, na prática, se equivalem numericamente. A sigla varia conforme a norma e o instrumento, mas todas indicam quanta luz as partículas espalham.
Preciso limpar o sensor de turbidez?
Sim. A sujeira acumulada na óptica falsifica a leitura. Modelos com autolimpeza reduzem bastante essa manutenção e são recomendados para operação contínua e remota.
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Suporte técnico da PAAS, com geólogo responsável (CREA) e experiência em água subterrânea desde 1985.
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Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.
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