Sensor de Condutividade e TDS para Água

Atualizado: há 2 dias
O sensor de condutividade mede a facilidade com que a água conduz eletricidade, algo proporcional à quantidade de sais e minerais dissolvidos. A partir dessa leitura, o equipamento estima o TDS (sólidos totais dissolvidos). Juntos, condutividade e TDS são um dos indicadores mais rápidos de qualidade da água: revelam salinidade, sinais de intrusão salina, contaminação e variações na composição da fonte.

Como funciona
A condutividade elétrica é obtida aplicando uma corrente entre eletrodos imersos na água e lendo a resposta. Quanto mais íons dissolvidos (cálcio, magnésio, sódio, cloretos, sulfatos), maior a condutividade. O resultado é expresso em microsiemens por centímetro (µS/cm) ou milisiemens por centímetro (mS/cm). Como a condutividade varia muito com a temperatura, o sensor faz compensação automática, geralmente referenciando a leitura a 25 °C.
O TDS não é medido diretamente: o sensor o estima multiplicando a condutividade por um fator de conversão, que depende do tipo de sal predominante. Por isso o TDS calculado é uma ótima referência operacional, mas o valor legal de sólidos dissolvidos vem de análise gravimétrica em laboratório.
Há sensores de condutividade por contato (eletrodos) e por indução (toroidais). Os indutivos são preferidos em águas agressivas, incrustantes ou de alta salinidade, porque não têm eletrodos em contato direto com o líquido, o que reduz manutenção e deriva de leitura.
Onde se usa
A condutividade é um sensor de alerta precoce e aparece em vários cenários:
Poços e água subterrânea: um salto de condutividade pode sinalizar intrusão salina, mistura com aquífero salobro ou contaminação.
Dessalinização e osmose reversa: condutividade e TDS medem a eficiência do processo, comparando água bruta e permeado.
Água mineral e envase: acompanha a constância da composição da fonte.
Indústria: água de caldeira, torres de resfriamento e água de processo têm limites de condutividade para evitar incrustação e corrosão.
Irrigação: a salinidade da água, medida como condutividade elétrica, afeta diretamente o solo e as culturas.
Efluentes: variações bruscas de condutividade denunciam lançamentos ou vazamentos.
Como escolher
Compare a faixa de medição, o princípio e o material, o tipo de saída e o custo relativo:
Opção | Faixa de medição | Princípio / material | Tipo de saída | Custo relativo |
Contato, 2 eletrodos | Baixa a média | Eletrodos (grafite/aço/platina) | 4-20 mA / digital | Baixo a médio |
Contato, 4 eletrodos | Ampla faixa | Menos sujeito à polarização | 4-20 mA / RS485 | Médio |
Indutivo (toroidal) | Média a alta | Sem contato (anti-incrustação) | 4-20 mA / RS485 Modbus | Médio a alto |
A escolha depende da faixa de salinidade e da agressividade da água. Para água de poço relativamente limpa, sensores por contato resolvem bem e custam menos. Para água salobra, efluentes ou líquidos incrustantes, o sensor indutivo dura mais e exige menos manutenção. Confirme sempre a faixa (µS/cm ou mS/cm) e o tipo de saída, para garantir que o sinal se integra ao seu sistema de telemetria.
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Perguntas frequentes
Qual a diferença entre condutividade e TDS?
Condutividade é a grandeza medida — a capacidade da água de conduzir corrente. TDS (sólidos totais dissolvidos) é uma estimativa derivada da condutividade por um fator de conversão. Um é medido; o outro é calculado a partir dele.
Condutividade alta significa água imprópria?
Não necessariamente. Águas minerais podem ter condutividade elevada e ainda assim ser potáveis. O que importa é o padrão da fonte e a tendência: aumentos súbitos ou fora do histórico é que indicam problema, como intrusão salina ou contaminação.
O sensor de condutividade detecta intrusão salina no poço?
Sim, é um dos melhores indicadores precoces. A entrada de água salgada eleva rapidamente a condutividade; monitorada em tempo real, essa variação vira alerta antes que a bomba e a rede sejam prejudicadas.
Preciso calibrar o sensor de condutividade?
Sim, com solução-padrão de condutividade conhecida, em intervalos regulares. Sensores indutivos costumam manter a calibração por mais tempo, por não sofrerem incrustação nos eletrodos.
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Suporte técnico da PAAS, com geólogo responsável (CREA) e experiência em água subterrânea desde 1985.
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Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.
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