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Monitoramento de Cloro em Condomínio com Poço: Alerta no Celular do Síndico

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 2 dias
8 min de leitura

O monitoramento de cloro em condomínio com poço mede o cloro residual livre na saída do tratamento, o tempo todo. Quando o cloro se aproxima do mínimo de 0,2 mg/L da Portaria 888, o zelador e o síndico recebem alerta no celular. O sensor é alarme e registro: o teste diário e a coleta oficial continuam.

Capa com o texto “Cloro no condomínio: alerta no celular” sobre foto de controlador de cloro na casa de máquinas de um condomínio, ao lado do filtro de água, com a faixa HIDROPAAS · Monitoramento de água e energia

Quer o alerta de cloro baixo no celular do síndico e do zelador? Peça uma proposta de monitoramento de cloro para o seu condomínio.

Condomínio com poço precisa medir o cloro todo dia?

Sim, na regra geral. O condomínio que distribui água do próprio poço aos moradores costuma ser cadastrado como solução alternativa coletiva (SAC). Segundo o Anexo 15 da Portaria GM/MS 888/2021, a SAC mede o residual de desinfetante todos os dias.

Na prática, é o caso do poço que atende os blocos do condomínio. O mesmo Anexo 15 pede turbidez semanal na saída do tratamento e mensal no ponto de consumo, quando a água é subterrânea. O enquadramento pode variar conforme o município, então confirme o cadastro com a Vigilância Sanitária local.

Quem responde pela SAC faz o controle da qualidade da água, mantém um plano de amostragem anual, envia relatórios no modelo da autoridade de saúde e avisa em caso de risco (Arts. 14, 15 e 44). No condomínio, esse responsável costuma ser o próprio condomínio, representado pelo síndico. O caminho do cadastro está no guia da PAAS sobre água de poço para consumo coletivo e o que a Vigilância exige.

Item

O que vale para a SAC com poço

Onde está

Cloro residual livre mínimo

0,2 mg/L no reservatório, na rede e nos pontos de consumo

Portaria 888, Art. 32

Cloro residual livre máximo (VMP)

5 mg/L

Portaria 888, Anexo 9

Frequência do residual de desinfetante

Diária

Portaria 888, Anexo 15

Frequência da turbidez (água subterrânea)

Semanal na saída do tratamento e mensal no ponto de consumo

Portaria 888, Anexo 15

Método de análise

Normas nacionais ou internacionais (Standard Methods, USEPA, ISO, OMS)

Portaria 888, Art. 22

Lançamento do controle no SISAGUA (RS)

Até o dia 25; cadastro e plano até 30 de janeiro

Portaria SES-RS 276/2021

Fonte da tabela: Portaria GM/MS 888/2021 (republicada) e, para o RS, Portaria SES-RS 276/2021. Outros estados definem os próprios prazos para o SISAGUA.

Onde medir o cloro no condomínio?

Em pelo menos dois lugares: na saída do tratamento, na tubulação que leva a água do reservatório aos blocos, e numa torneira da ponta da rede. O Art. 32 da Portaria 888 exige o mínimo de 0,2 mg/L em todo o sistema, inclusive nos pontos de consumo.

A saída mostra se o dosador está trabalhando. A ponta mostra se o cloro resiste ao caminho, porque água parada por muito tempo no reservatório e canos longos consomem o residual. As causas mais comuns estão no guia sobre cloro residual baixo na rede.

O sensor online fica na saída, na casa de bombas, numa célula de fluxo com uma torneira de coleta ao lado. É o que pede o Método 334.0 da EPA, a agência ambiental dos EUA: torneira perto da entrada do sensor e instalação sem influência de variações de pressão e vazão.

Controlador de cloro cinza preso na parede de azulejo de uma casa de bombas de poço, com o display marcando 0,85 mg/L, a sonda numa célula de fluxo transparente, a bomba dosadora e a tubulação de PVC azul.

Na ponta, o zelador confere com o kit DPD, o teste de bancada em que um reagente muda de cor conforme o cloro presente. A rotina do teste está no guia da PAAS sobre como medir o cloro residual livre todo dia na água do poço. Em condomínio grande, com vários blocos ou torres, um segundo ponto de medição na rede pode valer a pena, e isso se avalia no projeto.

Como funciona o alerta de cloro no celular do síndico?

O sensor lê o cloro sem parar, e o painel compara cada leitura com os limites definidos para o condomínio. Quando o valor sai da faixa, o alerta chega no celular de quem foi cadastrado.

Os limites partem da Portaria: mínimo de 0,2 mg/L e máximo de 5 mg/L. Como a água precisa sair com cloro suficiente para chegar à ponta, o alarme de cloro baixo na saída fica acima de 0,2 mg/L. A margem é definida com as leituras de DPD da ponta.

Como referência dos EUA, o guia do Departamento de Saúde de Nova York para analisadores de cloro (2010) sugere três alarmes: abaixo de 0,2 mg/L, acima de 4 mg/L e falha do analisador. Como escolher limites que não viram ruído está no guia de alarme de cloro baixo e turbidez alta.

Defina antes quem recebe cada alerta e o que essa pessoa faz primeiro. Uma divisão prática para condomínio:

Alerta

Quem recebe

O que fazer primeiro

Cloro baixo na saída

Zelador e síndico

Ver se a bombona de cloro acabou e se a bomba dosadora está ligada; medir com DPD

Cloro alto

Zelador e síndico

Medir com DPD antes de mexer; conferir o ajuste da dosagem

Leitura congelada, zerada de repente ou caindo aos poucos

Zelador e técnico de manutenção

Suspeitar do sensor: ver a vazão na célula e bolhas; conferir com DPD

Sem comunicação

Técnico de manutenção

Ver energia e sinal no ponto

Os sinais de falha do próprio sensor vêm da avaliação de sensores de qualidade da água da EPA (2009): leitura que cai aos poucos, zero repentino quando o reagente acaba e valor congelado. A mesma avaliação recomenda marcar no sistema os períodos de calibração, para que eles não gerem alarme falso.

Fluxo em cinco etapas do alerta de cloro no condomínio: o sensor lê o cloro na saída do tratamento; com o cloro perto do mínimo de 0,2 mg/L, o alerta chega ao zelador e ao síndico; o zelador confere a bombona de cloro, a bomba dosadora e a energia; confirma com teste DPD na torneira do sensor e na ponta; e a leitura fica registrada para apoiar o relatório da Vigilância.

O sensor substitui o teste diário e a coleta da Vigilância?

Não. A Portaria 888 não prevê medição contínua para a qualidade da água e exige análise por método de norma (Art. 22), como o DPD de bancada ou o laboratório. O sensor dá o alarme na hora e o registro das 24 horas entre um teste e outro.

Mesmo nos EUA, onde analisadores online entram no controle, o Método 334.0 da EPA pede comparação com o teste de bancada: todo dia nos primeiros 14 dias e, depois, no mínimo uma vez por semana. No condomínio, a lógica é a mesma. O teste com DPD continua e passa a servir também para conferir o sensor.

No RS, a Portaria SES-RS 276/2021 manda a SAC lançar o controle no SISAGUA até o dia 25. O registro contínuo do sensor ajuda a organizar esse relatório, mas a análise pelo método exigido continua sendo a base do controle.

O que o condomínio perde quando o cloro cai sem ninguém ver?

Perde a proteção da água entre um teste e outro, e fica exposto na próxima coleta da Vigilância. Sem alerta, o problema aparece só no teste do dia seguinte ou na reclamação de um morador.

  • Água fora do padrão nos apartamentos. Abaixo de 0,2 mg/L em qualquer ponto, a água sai do mínimo do Art. 32. Exemplo: se a bombona de cloro acaba numa sexta à noite, o teste diário só mostra no sábado de manhã, com a água já consumida.

  • Laudo da Vigilância. Em toda amostra para análise bacteriológica, a Portaria manda medir também cor, turbidez e residual de desinfetante (Art. 44, §3º). Cloro baixo aparece no mesmo laudo da coleta.

  • Cloro demais. Acima de 5 mg/L, o valor máximo do Anexo 9, a água também sai do padrão. Isso pode acontecer quando a dosagem fica ajustada para cima e o consumo do condomínio cai.

  • Infração sanitária. Fornecer água fora do padrão pode ser enquadrado na Lei 6.437/1977. As multas da lei vão de R$ 2.000 a R$ 75.000 (leve), de R$ 75.000 a R$ 200.000 (grave) e de R$ 200.000 a R$ 1.500.000 (gravíssima), em dobro na reincidência.

  • Dever de avisar. Quem responde pela SAC precisa avisar em caso de risco à saúde, segundo a Portaria 888 (Arts. 14, 15 e 44). Sem registro, fica difícil dizer desde quando a água estava fora do padrão.

Como o HIDROPAAS monitora o cloro do condomínio

O HIDROPAAS instala um sensor de cloro residual livre, com sonda em célula de fluxo e controlador de parede com display, na saída do tratamento. A leitura vai para o app e o painel, com histórico e gráficos. O alerta chega no celular quando o cloro cai abaixo do mínimo ou sobe demais.

  • Escala certa para água de consumo. No projeto, escolhemos a escala certa para a sua água: baixa, para a água que o morador bebe.

  • Dosagem pelo cloro medido. O controlador pode comandar a bomba dosadora por relé ou por sinal de 4 a 20 mA, conforme o residual. O passo a passo está em sensor de cloro para dosador de poço.

  • Registro para a Vigilância. O sistema exporta o registro de cloro, e de turbidez se houver o sensor, para apoiar o relatório da Vigilância e do SISAGUA.

  • Mesmo painel do poço. Nível do poço, vazão, energia da bomba e pH podem entrar no mesmo painel, com os sensores adequados.

  • Comunicação. 2G/3G/4G, Wi-Fi, rádio, LoRa, satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento.

O sensor também pede cuidado. Na avaliação da EPA (2009), o custo de operação e manutenção superou o de compra na maioria dos sensores testados, e isso entra na conta do projeto. Por trás do HIDROPAAS está a PAAS, no ramo de poços e água desde 1985, com geólogo responsável registrado no CREA.

Perguntas frequentes

Condomínio com poço é solução alternativa coletiva (SAC)?

Em geral, sim. O condomínio que distribui água do próprio poço aos moradores costuma ser cadastrado como solução alternativa coletiva na Vigilância Sanitária. Confirme o enquadramento com a Vigilância do seu município.

Com que frequência o condomínio precisa medir o cloro?

Segundo o Anexo 15 da Portaria 888, a SAC mede o residual de desinfetante todos os dias. A turbidez entra semanalmente na saída do tratamento e mensalmente no ponto de consumo, quando a água é de poço.

Qual o cloro mínimo na água do condomínio?

A Portaria 888 exige pelo menos 0,2 mg/L de cloro residual livre em todo o sistema, incluindo reservatório, rede e torneiras. O valor máximo permitido é 5 mg/L.

O sensor de cloro substitui o kit DPD?

Não. A Portaria 888 exige método de norma e não prevê medição contínua. O sensor dá o alarme e o registro das 24 horas, e o DPD continua no controle diário e na conferência do próprio sensor.

Quem deve receber o alerta de cloro baixo?

Quem o condomínio cadastrar. Uma divisão prática é o zelador receber primeiro, porque está no local, e o síndico receber junto para acompanhar. A empresa de manutenção também pode entrar na lista.

Funciona se a casa de bombas não tem internet?

Sim, com outra forma de comunicação. O HIDROPAAS pode usar 2G/3G/4G, rádio, LoRa ou satélite, conforme o local e o investimento. A escolha é feita no projeto.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

No condomínio com poço, o sensor de cloro na saída avisa o zelador e o síndico antes do teste do dia seguinte, sem tirar o lugar do DPD e da coleta oficial. Para montar o seu, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

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