Sensor de Cloro para Dosador de Poço: Dosagem Automática pelo Residual

Atualizado: há 1 dia
O sensor de cloro para dosador mede o cloro residual livre da água que sai do tratamento do poço e passa a leitura ao controlador, que liga ou ajusta a bomba dosadora para o residual não cair abaixo do mínimo de 0,2 mg/L da Portaria 888. Quando o cloro cai ou sobe demais, o alerta chega no celular.

Quer que o dosador do seu poço trabalhe pelo cloro medido, e não por um ajuste fixo? Peça uma proposta do sensor de cloro com alerta no celular.
O que muda quando o dosador do poço passa a dosar pelo residual?
Muda quem decide a dose. No dosador comum, a dose é a do ajuste feito na instalação e só muda quando alguém mexe no equipamento. Com o sensor, o controlador compara o cloro que sobrou na água com o alvo definido e corrige a bomba dosadora sem esperar ninguém.
Isso importa porque a água do poço não pede sempre a mesma quantidade de cloro. Parte do cloro é consumida antes de chegar à torneira, e esse consumo muda com a qualidade da água e com o tempo que ela fica no reservatório. O pH e a temperatura mudam a força do cloro que sobra: segundo o guia da EPA (EUA) sobre desinfetantes, de 1999, acima de pH 8,5 quase todo o cloro livre fica na forma menos germicida, e 10 °C a menos podem exigir de 2 a 3 vezes mais tempo de contato.
Alguns dosadores acompanham a vazão, por pulso do hidrômetro ou pela partida da bomba. Isso ajuda, mas sem sensor o dosador não enxerga quanto cloro sobrou na água. Se você ainda vai escolher o equipamento, comece pelo guia da PAAS sobre dosador de cloro para poço artesiano.
Situação | Dosador com dose fixa | Dosador comandado pelo sensor |
Como a dose é definida | Pelo ajuste feito na instalação | Pelo cloro residual medido, comparado com o alvo |
A vazão do poço muda | A concentração muda junto, a menos que o dosador acompanhe a vazão | O controlador corrige pela leitura |
A demanda de cloro muda (temperatura, pH, qualidade da água) | O residual sobe ou cai sem ninguém ver | O controlador corrige pela leitura |
O produto acaba ou a bomba dosadora para | Aparece só no próximo teste manual | O residual cai e o alerta chega no celular |
Registro | Planilha do teste manual | Histórico contínuo no painel, mais o teste manual |
Quando vale colocar sensor de cloro no dosador do poço?
Vale quando a vazão, o consumo ou a qualidade da água variam, e quando ninguém está no local todos os dias para conferir. Nesses casos, a dose fixa tende a errar para um lado ou para o outro entre um teste e o seguinte.
Vazão e consumo que variam. Condomínio com pico de manhã e à noite, indústria que para no fim de semana, bomba do poço que liga e desliga pelo nível do reservatório.
Teste de DPD que oscila. Se a leitura diária mostra o residual ora baixo, ora alto com o mesmo ajuste, o dosador está pedindo correção automática.
Solução Alternativa Coletiva (SAC). Segundo o Anexo 15 da Portaria 888, o residual de desinfetante é controlado diariamente. O sensor cobre as horas entre um teste e outro, como no monitoramento de cloro em condomínio com poço.
Local remoto ou sem operador fixo. O alerta no celular evita a ida ao local só para ver se o dosador está funcionando.
Água como insumo. Em indústria de alimentos e bebidas, o registro contínuo ajuda a documentar o controle da água no programa de autocontrole.
Se a vazão é constante e as leituras diárias ficam estáveis no alvo há meses, o dosador fixo pode dar conta. Nesse caso, o sensor pode entrar só como alarme, sem comandar a bomba.

Do que o dosador do poço precisa para seguir o sensor?
De quatro coisas: uma bomba dosadora que aceite comando, um ponto de injeção antes do ponto de leitura, produto no tambor e uma célula de fluxo bem instalada. Com isso, o sensor mede, o controlador compara com o alvo e a bomba dosadora segue a leitura.

Bomba dosadora que aceita comando. A bomba precisa receber o sinal do controlador, por relé ou por 4 a 20 mA. A diferença entre os dois está no guia do controlador de cloro ligado à bomba dosadora.
Ponto de injeção antes da leitura. O sensor precisa ler a água já clorada, depois do ponto onde o dosador injeta o produto. O ponto exato é definido no projeto, conforme o tratamento e o reservatório.
Produto no tambor. Se o produto acaba, o residual cai e o alerta de cloro baixo chega no celular. O sensor avisa, mas alguém precisa repor.
Célula de fluxo bem instalada. O EPA Method 334.0 (2009) pede o sensor sem influência de variações de pressão e vazão, com uma torneira de coleta perto da entrada para conferir com o teste de bancada, e com alarme quando a leitura sai da faixa.
Bolhas de ar na célula também dão leitura errada, segundo a avaliação de sensores de qualidade da água da EPA (EUA), de 2009, e a variação de pressão e de temperatura favorece essas bolhas.
A escala do sensor também conta. O mesmo método recomenda a menor escala possível: para um residual entre 0,5 e 1,5 mg/L, escala de 0 a 2 mg/L, e não de 0 a 10 mg/L. No projeto, escolhemos a escala certa para a sua água.
Na malha fechada, um sensor que falha lendo baixo faz o controlador dosar mais. O limite de dosagem máxima, os alarmes e o que fazer quando o sensor falha estão no guia do controlador de cloro ligado à bomba dosadora.
O sensor no dosador dispensa o teste de DPD?
Não. A Portaria GM/MS 888/2021 não prevê medição contínua para a qualidade da água e exige, no Art. 22, métodos de norma nacionais ou internacionais. O sensor é apoio, alarme e registro contínuo; o teste de DPD de bancada e a coleta oficial continuam.
O teste manual também é o que mantém o sensor confiável. O EPA Method 334.0 aceita qualquer analisador online desde que ele seja comparado com um método de bancada aprovado, nesta rotina:
Quando comparar | Frequência | Critério ou gatilho |
Partida do sensor | Todo dia, por 14 dias | Diferença de até ±0,1 mg/L ou ±15%, o que for maior |
Rotina | No mínimo 1 vez por semana | Mesmo critério da partida |
Depois de manutenção | A cada manutenção | Conferir antes de voltar a confiar na leitura |
Verificação de emergência | Quando a leitura varia 50% ou mais | Conferir com DPD de bancada |
Fonte da tabela: EPA Method 334.0 (2009), referência dos EUA. O passo a passo da conferência está no guia de calibração do sensor de cloro com DPD, e a rotina do teste na água do poço está no guia da PAAS sobre como medir o cloro residual livre todo dia.
Lembre também onde vale o mínimo. Pelo Art. 32 da Portaria 888, os 0,2 mg/L de cloro residual livre valem no reservatório, na rede e nos pontos de consumo. O sensor na saída do tratamento mostra o que sai do dosador, e a ponta da rede continua pedindo leitura própria.
O que você perde com dose fixa num poço que muda?
Você perde o controle do residual nas horas em que ninguém está olhando: à noite, no fim de semana, depois que o tambor de produto acaba. O erro só aparece no próximo teste, com a água já consumida.
Água abaixo do mínimo. Abaixo de 0,2 mg/L de cloro residual livre no sistema, a água sai do padrão da Portaria 888. Com pH alto, o problema pesa mais: o ácido hipocloroso, que predomina em pH mais baixo, é de 70 a 80 vezes mais germicida que o hipoclorito, segundo a EPA (1999).
Água acima do máximo. O valor máximo permitido de cloro residual livre é 5 mg/L (Anexo 9 da Portaria 888). Dosador fixo ajustado com folga para cima pode passar desse limite quando a vazão ou a demanda caem.
Multa sanitária. Fornecer água fora do padrão pode ser enquadrado no Art. 10 da Lei 6.437/1977, com multa de R$ 2.000 a R$ 75.000 (leve), de R$ 75.000 a R$ 200.000 (grave) e de R$ 200.000 a R$ 1.500.000 (gravíssima), em dobro na reincidência.
Risco para quem bebe. Em 2021, a Vigilância em Saúde do RS alertou para surtos de diarreia em 25 municípios, com mais de 2 mil casos e norovírus possivelmente associado à ingestão de água em 9 cidades. O alerta não apontou falha de cloração, mas mostra por que a água de consumo coletivo pede atenção contínua.
Como o HIDROPAAS liga o sensor de cloro ao dosador do poço
O HIDROPAAS usa um sensor de cloro residual livre, com sonda em célula de fluxo e controlador de parede com display, e comanda a bomba dosadora pelo residual medido. Se a bomba que você já tem é antiga, verificamos no projeto se ela aceita o comando por relé ou por 4 a 20 mA.
Leitura no app e no painel, com histórico e gráficos do residual.
Alerta no celular quando o cloro cai abaixo do mínimo definido ou sobe demais.
Relatório exportado com o registro de cloro, e de turbidez se houver sensor, para a Vigilância e o SISAGUA.
Saídas 4-20 mA, RS485 (Modbus) e relés para ligar ao que já existe na casa de bombas.
Comunicação por 2G/3G/4G, Wi-Fi, rádio, LoRa, satélite ou Starlink, conforme o local e o investimento.
Mesmo painel para nível, vazão, energia e pH do poço, com os sensores adequados.
No projeto, escolhemos a escala certa para a sua água e o ponto de instalação do sensor. Ele não substitui o teste de DPD nem a coleta oficial: avisa entre um teste e outro e guarda o registro. Por trás do HIDROPAAS está a PAAS, no ramo de poços e água desde 1985, com geólogo responsável registrado no CREA.
Como o sensor funciona por dentro está no guia do sensor de cloro residual livre para água. Para o seu poço, peça uma proposta do sensor de cloro para o dosador.
Leia também no blog da PAAS
Como calcular a dose de cloro:
Perguntas frequentes
O sensor de cloro funciona com qualquer bomba dosadora?
Funciona com bombas dosadoras que aceitam comando por relé, para ligar e desligar, ou por sinal de 4 a 20 mA, para dosagem proporcional. Se a sua bomba é antiga, verificamos no projeto qual comando ela aceita.
Onde instalar o sensor de cloro no poço?
Numa célula de fluxo que recebe a água já clorada, sem influência de variações de pressão e vazão, com uma torneira de coleta perto da entrada para conferir com o DPD, como pede o EPA Method 334.0 (EUA). O ponto exato é definido no projeto, conforme o tratamento e o reservatório.
Com o sensor no dosador, ainda preciso fazer o teste de DPD?
Sim. A Portaria 888 não prevê medição online e exige método de norma (Art. 22), então o teste de bancada e a coleta oficial continuam. O teste também serve para conferir o sensor, no mínimo uma vez por semana segundo o EPA Method 334.0.
Que residual de cloro o dosador deve manter?
O mínimo é 0,2 mg/L de cloro residual livre em todo o sistema e nos pontos de consumo, e o máximo é 5 mg/L (Portaria 888). O alvo na saída é definido pelo responsável técnico, considerando quanto o cloro cai até a ponta da rede. A Portaria 888 não traz um valor recomendado de 2 mg/L.
O sensor avisa quando o cloro do tambor acaba?
Avisa pelo efeito na água. Quando o produto acaba ou a bomba dosadora para, o residual medido cai e o alerta de cloro baixo chega no celular. O limite do alerta é definido pelo responsável técnico, com margem acima do mínimo de 0,2 mg/L.
O sensor de cloro livre serve para dióxido de cloro?
Não. Dióxido de cloro, ozônio e outros oxidantes interferem na medição de cloro livre, e cada um tem método próprio, segundo a EPA (1999). Quem usa outro oxidante precisa de sensor e calibração específicos.
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Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.
O sensor de cloro faz o dosador do poço trabalhar pelo residual medido e avisa quando o cloro sai do alvo, com o teste de DPD seguindo como referência. Para montar o seu, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.
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