Medidor de Vazão Eletromagnético

Atualizado: há 22 horas
O medidor de vazão eletromagnético mede a vazão da água por indução eletromagnética (lei de Faraday): quando a água atravessa um tubo submetido a um campo magnético, gera uma tensão proporcional à velocidade do fluxo. Como não tem partes móveis e não obstrui a passagem do líquido, é uma das opções mais precisas e duráveis para água bruta, tratada, efluentes e líquidos condutivos em poços, adutoras e estações de tratamento.

Por ser um medidor de seção plena (full-bore), ele mede a vazão sem estrangular a tubulação, o que evita perda de carga e acúmulo de sujeira. Também mede o fluxo nos dois sentidos e mantém a leitura estável ao longo de anos, já que não há hélice, rolamento ou peça que sofra desgaste mecânico.
Como funciona
O sensor gera um campo magnético na seção interna do tubo. A água, que é levemente condutiva, comporta-se como um condutor em movimento e induz uma pequena tensão em eletrodos instalados na parede do tubo. Essa tensão é proporcional à velocidade média do líquido; combinada com a área interna da tubulação, resulta na vazão. Por medir toda a coluna de água e não depender de peças girantes, a leitura permanece estável mesmo com sólidos em suspensão.
A parede interna recebe um revestimento (liner) isolante e os eletrodos ficam em contato com o líquido — por isso a escolha do material do revestimento e dos eletrodos é feita conforme a água a ser medida. Um detalhe de instalação é decisivo: a tubulação precisa estar sempre cheia no ponto de medição. Tubo parcialmente cheio ou com bolhas de ar compromete a leitura.
A contrapartida importante: o princípio só funciona com líquidos condutivos. Água comum — bruta, tratada ou efluente — atende bem, mas líquidos praticamente sem íons, como água deionizada, e fluidos não condutivos, como óleos e gases, não são medidos por esse método. Para monitoramento contínuo, o transmissor converte a medição em saída 4-20 mA, pulso ou protocolo digital RS485/Modbus.
Onde se usa
É um dos medidores mais versáteis para tubulação pressurizada (tubo cheio). As aplicações mais comuns são:
Poços artesianos e adutoras — medição de produção e apoio ao cumprimento de outorga;
Estações de tratamento de água e de esgoto (ETA/ETE) e sistemas de reúso;
Indústria, envase de água mineral e linhas de água de processo;
Irrigação pressurizada e sistemas de recalque.
Em poços com outorga, o medidor eletromagnético é uma forma confiável de comprovar o volume captado, porque totaliza a produção com precisão e disponibiliza saída para telemetria. Para medição em canal aberto (tubo não cheio), o princípio não se aplica: nesse caso, veja a calha Parshall. Para comparar com os demais tipos e escolher, consulte o guia Medidores de Vazão de Água: tipos e como escolher.
Vantagens e limitações
Vantagens: alta precisão, sem partes móveis e sem perda de carga, mede nos dois sentidos, lida bem com água suja e efluentes, longa vida útil;
Limitações: exige líquido condutivo, precisa de tubo sempre cheio e de trechos retos, e o custo de aquisição é maior que o de um hidrômetro mecânico simples.
Como escolher
Critério | O que avaliar |
Faixa de vazão / diâmetro (DN) | Escolha o diâmetro compatível com a linha; há modelos desde tubulações pequenas até adutoras de grande porte. |
Condutividade do líquido | Exige líquido condutivo (água atende); não serve para água deionizada, óleos ou gases. |
Tipo de saída | 4-20 mA (analógica), pulso (totalização) e RS485/Modbus (digital) para telemetria. |
Revestimento e eletrodos | Material interno compatível com o líquido — água potável, efluente agressivo, reúso etc. |
Instalação | Trechos retos a montante e a jusante e tubulação sempre cheia garantem a precisão. |
Custo relativo | Médio a alto — compensado pela precisão e pela longa vida útil sem manutenção mecânica. |
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Perguntas frequentes
O medidor de vazão eletromagnético serve para poço artesiano?
Sim. É uma das formas mais precisas de medir a produção de um poço, desde que a tubulação esteja sempre cheia e o líquido seja condutivo (o que a água atende naturalmente).
Qual a diferença para o medidor ultrassônico?
O eletromagnético é instalado na linha, exige tubo cheio e líquido condutivo, e costuma ser muito preciso. Já o medidor ultrassônico pode ser do tipo clamp-on (externo), sem cortar a tubulação. A escolha depende da aplicação e do tipo de líquido.
Ele mede água de qualquer qualidade?
Mede água bruta, tratada e efluentes sem problema. O que impede a medição é a ausência de condutividade — caso de água deionizada — ou fluidos não condutivos, como gases e óleos.
Precisa de trecho reto para instalar?
Sim. Recomenda-se manter trechos retos antes e depois do medidor e garantir que o tubo esteja sempre cheio, para que o perfil de velocidade fique estável e a leitura, confiável.
Tem saída para telemetria?
Sim: 4-20 mA, pulso e RS485/Modbus. A HIDROPAAS integra essas saídas à plataforma para leitura e registro contínuos.
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Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.
Resumindo: para orçar o sensor, chame no WhatsApp (51) 99289-2188 e peça seu orçamento do medidor de vazão. Para acompanhar a vazão em tempo real junto com os demais parâmetros, conheça o HIDROPAAS e monitore tudo em um painel.
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