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Controlador de Cloro: Como Ligar o Sensor à Bomba Dosadora

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 2 dias
9 min de leitura

O controlador de cloro recebe a leitura do sensor de cloro residual e comanda a bomba dosadora. Ele faz isso por relé, que liga e desliga a bomba, ou por sinal 4-20 mA, que ajusta a dose aos poucos. Para a malha ser segura, ela precisa de alarmes, limite de dose e conferência com DPD de bancada.

Capa com o texto “Controlador de cloro e bomba dosadora” sobre foto de controlador de cloro na parede de uma casa de bombas de poço, com sonda em célula de fluxo e bomba dosadora, com a faixa HIDROPAAS · Monitoramento de água e energia

Vai ligar o sensor à bomba dosadora do seu poço, SAC ou indústria? Monte o seu sistema de controle de cloro com o HIDROPAAS.

Como funciona a malha fechada entre sensor e bomba dosadora?

Na malha fechada, o sensor mede o cloro residual livre, o controlador compara a leitura com o valor desejado e a bomba dosadora corrige a dose. A dose deixa de ser fixa e passa a seguir o cloro que a água tem de fato.

O arranjo é o descrito pela agência ambiental dos EUA no relatório da EPA sobre sensores de qualidade da água na rede de distribuição (2009). O sensor manda o sinal a um CLP ou a uma remota, e esse equipamento comanda a bomba. CLP é o controlador lógico programável, que executa as regras da malha.

Este guia trata da ligação entre o sensor e a bomba e das regras de segurança dela. Se você ainda avalia se vale medir o cloro sem ir ao local, comece pelo guia de como monitorar o cloro da água automaticamente. Se o seu caso é o dosador de um poço que hoje dosa fixo, veja o sensor de cloro para dosador de poço.

Fluxo em cinco etapas da malha fechada de cloro: o sensor mede o cloro livre na célula de fluxo, o controlador compara a leitura com o valor desejado, a bomba dosadora liga ou ajusta a dose por relé ou 4-20 mA, o painel guarda o histórico e envia o alerta, e o teste DPD de bancada confere o sensor.

Relé ou sinal 4-20 mA: qual saída usar na bomba dosadora?

Use o relé quando a bomba só aceita liga e desliga, e o sinal 4-20 mA quando ela aceita comando proporcional de dose. A escolha depende mais da bomba que você já tem do que do sensor.

No relé, o controlador liga a bomba quando o cloro cai abaixo do ponto de ajuste e desliga quando ele volta. Ponto de ajuste é o valor de cloro que você quer manter. É simples e serve para bombas antigas, mas, como a dose é tudo ou nada, o residual tende a subir e descer em volta desse ponto.

No sinal 4-20 mA, a corrente representa a escala: 4 mA é 0% e 20 mA é 100%, como descreve a EPA. O controlador aumenta ou reduz o sinal conforme a distância entre a leitura e o ponto de ajuste, e a bomba acompanha. O ajuste fino dessa resposta é feito na partida, com a água real, e não com número de catálogo.

Saída

O que faz

Quando faz sentido

Relé

Liga e desliga a bomba pelo ponto de ajuste

Bomba sem entrada analógica ou processo com pouca variação

4-20 mA

Ajusta a dose de forma proporcional (4 mA = 0% e 20 mA = 100% da escala)

Bomba com entrada analógica; vazão ou demanda de cloro que variam

RS485 (Modbus)

Leva leituras e estados ao CLP ou ao painel, com vários equipamentos na mesma linha

Supervisão, registro e integração com outros sensores

Fonte: EPA 600/R-09/076 (2009); a última coluna é orientação de projeto.

Por que a escala do sensor muda o comando da bomba?

Porque o mesmo sinal vale mais ou menos cloro conforme a escala. O Método EPA 334.0 (2009) pede a menor escala possível: para residual de 0,5 a 1,5 mg/L, escala de 0 a 2 mg/L, e não de 0 a 10 mg/L.

Veja a conta, como exemplo ilustrativo. Na escala de 0 a 2 mg/L, cada 1 mA equivale a 0,125 mg/L. Na escala de 0 a 10 mg/L, o mesmo 1 mA equivale a 0,625 mg/L. Um pequeno desvio no sinal vira um erro cinco vezes maior na leitura e, com ela, na dose.

Sinal

Escala de 0 a 2 mg/L

Escala de 0 a 10 mg/L

4 mA

0 mg/L

0 mg/L

8 mA

0,5 mg/L

2,5 mg/L

12 mA

1,0 mg/L

5,0 mg/L

20 mA

2,0 mg/L

10,0 mg/L

Exemplo ilustrativo, calculado com 4 mA = 0% e 20 mA = 100% da escala. Não são faixas de um sensor específico.

Onde instalar o sensor em relação ao ponto de dosagem?

Depois do ponto de dosagem, com distância para o cloro se misturar, numa célula de fluxo sem variação de pressão e vazão. Ao lado, uma torneira de coleta para conferir o sensor com DPD.

Essas duas regras estão no Método EPA 334.0: leitura sem influência de pressão e vazão, e torneira de coleta perto da entrada do sensor. O relatório da EPA de 2009 também registrou que bolhas, formadas por variação de pressão ou temperatura, dão leitura errada.

A posição pesa na malha. Muito perto da injeção, o sensor pode ler cloro ainda não misturado, e a bomba oscila. Muito longe, a correção chega atrasada. A distância certa sai do projeto da linha, e não de uma medida padrão.

Na água de consumo, o mínimo de 0,2 mg/L de cloro residual livre vale em todo o sistema de distribuição e nos pontos de consumo, segundo o Art. 32 da Portaria GM/MS 888/2021. Por isso, o ponto de ajuste na saída precisa considerar o que a água perde até a torneira.

Controlador de cloro cinza instalado numa indústria de alimentos, com o display marcando 1,20 mg/L, a sonda em célula de fluxo transparente, a bomba dosadora ao lado e tubulação de inox.

Que limites e alarmes programar no controlador de cloro?

Pelo menos três: cloro baixo, cloro alto e falha do sensor. O Método EPA 334.0 exige alarme fora da faixa, e a orientação do Departamento de Saúde de Nova York para analisadores de cloro (2010) sugere alarmes abaixo de 0,2 mg/L, acima de 4 mg/L e em falha.

Alarme

Referência

O que fazer quando toca

Cloro baixo

Mínimo de 0,2 mg/L na Portaria 888 (Art. 32); NYSDOH sugere alarme abaixo de 0,2 mg/L

Conferir com DPD e verificar bomba, produto e linha de dosagem

Cloro alto

VMP de 5 mg/L na Portaria 888 (Anexo 9); NYSDOH sugere alarme acima de 4 mg/L

Conferir com DPD, reduzir ou parar a dose e investigar a causa

Falha do sensor

NYSDOH (EUA, 2010)

Tirar a malha do automático pela regra definida no projeto

Os números do NYSDOH são uma referência dos EUA. No Brasil, os limites legais são os da Portaria 888. Vale programar o alarme de cloro baixo com margem acima de 0,2 mg/L, definida com o responsável técnico, para dar tempo de agir.

Outro cuidado vem da EPA: marque no sistema os momentos de calibração e manutenção. Sem isso, a leitura mexida durante o serviço vira falso alarme, e a equipe se acostuma a ignorar o aviso. Como escolher limites que não viram ruído está no guia de alarme de cloro baixo e turbidez alta.

O que o controlador deve fazer quando o sensor falha?

Deve parar de corrigir a dose pela leitura e avisar o responsável. Uma malha que segue confiando num sensor com defeito pode dosar cloro demais ou de menos, sem ninguém ver.

O relatório da EPA lista os sinais de falha. No sensor com membrana, a leitura cai aos poucos. No analisador com reagente DPD, a leitura vai a zero quando o reagente acaba. Em qualquer modelo, o valor pode congelar.

Na malha fechada, cada sinal tem um efeito. Leitura caindo aos poucos faz o controlador dosar mais, e o cloro real sobe. Leitura zerada pode deixar a bomba no máximo. Valor congelado deixa a dose parada enquanto a vazão e a demanda mudam.

Infográfico com quatro sinais de falha do sensor de cloro e o efeito na malha: leitura caindo aos poucos, típica do sensor com membrana, faz a malha dosar a mais; leitura zerada quando o reagente do DPD acaba pode deixar a bomba no máximo; valor congelado deixa a malha sem correção; e bolhas na célula dão leitura errada.

Parar a bomba ou manter uma dose fixa?

Não há resposta única. Parar a bomba evita sobredosagem, mas pode deixar a água abaixo de 0,2 mg/L. Manter uma dose fixa de segurança preserva o cloro, mas pode exagerar se a vazão cair.

Defina a regra por escrito com o responsável técnico, junto com estes três cuidados:

  • Limite de dose máxima. Um teto no sinal ou no tempo ligado impede que um erro de leitura vire sobredosagem.

  • Bomba presa à vazão. Sem água passando, a bomba dosadora não deve dosar, para não concentrar cloro na linha parada.

  • Volta após falta de energia. Decida se a malha volta sozinha ao automático ou espera alguém conferir.

O Método EPA 334.0 pede comparar o sensor com o método de bancada após cada manutenção. Faça o mesmo depois de uma falha, antes de devolver a malha ao automático. O passo a passo está no guia de calibração do sensor de cloro com DPD.

O que você perde quando a malha de cloro erra sem ninguém ver?

Você pode entregar água fora do padrão por horas, gastar produto à toa e ficar com um registro que não prova nada. Na malha automática, o erro do sensor vira erro de dose.

  • Água abaixo do mínimo. Cloro residual livre abaixo de 0,2 mg/L descumpre o Art. 32 da Portaria 888. Na SAC, o residual é medido uma vez por dia, segundo o Anexo 15, e a falha pode durar até a próxima medição.

  • Água acima do máximo. O VMP do cloro residual livre é 5 mg/L (Anexo 9). Um sensor lendo abaixo do real, com a bomba no comando, pode levar a dose além dele.

  • Multa sanitária. Fornecer água fora do padrão pode ser enquadrado como infração na Lei 6.437/1977. A multa vai de R$ 2.000 a R$ 75.000 nas leves, até R$ 200.000 nas graves e até R$ 1.500.000 nas gravíssimas, e dobra na reincidência.

  • Registro sem valor. Um histórico que não bate com o DPD não serve como prova de controle. É a conferência periódica que dá peso aos números do painel.

Como o HIDROPAAS liga o sensor de cloro à bomba dosadora

O HIDROPAAS fornece o sensor e o controlador de cloro residual livre e usa a saída do controlador para comandar a bomba dosadora. A dose passa a seguir o residual medido, com leitura e alerta no celular.

  • Conjunto completo: sonda, célula de fluxo e controlador de parede com display, com saídas 4-20 mA, RS485 (Modbus) e relés.

  • Bomba que você já tem: comando por relé ou por 4-20 mA; avaliamos no projeto o que a sua bomba aceita.

  • Escala certa: no projeto, escolhemos a escala para a sua água, baixa para consumo e alta para efluente.

  • Painel e alerta: leitura no app com histórico e gráficos, e aviso no celular quando o cloro cai abaixo do mínimo ou sobe demais.

  • Relatório: exportação do registro de cloro e turbidez para a Vigilância e o SISAGUA.

O sensor é apoio, alarme e registro contínuo. A Portaria 888 não prevê medição online e exige método de norma (Art. 22), então o DPD de bancada e a coleta oficial continuam. Por trás do HIDROPAAS está a PAAS, no ramo de poços e água desde 1985, com geólogo responsável registrado no CREA.

Como o sensor funciona por dentro está no guia do sensor de cloro residual livre para água. Para dimensionar a sua malha, monte o seu sistema de monitoramento de cloro.

Perguntas frequentes

O que é um controlador de cloro?

É o equipamento que recebe a leitura do sensor de cloro residual, mostra o valor no display e comanda a bomba dosadora por relé ou por sinal 4-20 mA. Ele também dispara alarmes quando o cloro sai dos limites definidos.

O que é o ponto de ajuste do controlador de cloro?

É o valor de cloro residual que a malha tenta manter. O controlador compara a leitura do sensor com esse valor e corrige a bomba dosadora. Na água de consumo, ele é definido pelo responsável técnico, acima do mínimo de 0,2 mg/L e com folga para o que a água perde até a torneira.

Relé ou 4-20 mA: qual é melhor para a bomba dosadora?

Depende da bomba e do processo. O relé é simples e serve para bombas que só ligam e desligam. O sinal 4-20 mA ajusta a dose de forma proporcional e tende a acompanhar melhor vazão e demanda que variam.

Que alarmes programar no controlador de cloro?

Pelo menos cloro baixo, cloro alto e falha do sensor. Na água de consumo, a Portaria 888 fixa o mínimo de 0,2 mg/L e o máximo de 5 mg/L de cloro residual livre. A orientação de Nova York (EUA) sugere alarmes abaixo de 0,2 mg/L e acima de 4 mg/L.

O que o controlador deve fazer se o sensor de cloro falhar?

Deve parar de corrigir a dose pela leitura e avisar o responsável. Parar a bomba ou manter uma dose fixa de segurança é decisão de projeto, definida por escrito com o responsável técnico, junto com um limite de dose máxima.

O controlador automático dispensa o teste de cloro com DPD?

Não. A Portaria 888 não prevê medição online e exige método de norma (Art. 22). O sensor é apoio, alarme e registro contínuo; o DPD de bancada e a coleta oficial continuam.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de água e energia da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e atende empresas, produtores rurais e condomínios em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

O controlador de cloro fecha a malha entre o sensor e a bomba dosadora, e ela fica segura com escala certa, alarmes, regra para falha e conferência com DPD. Para montar a sua, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

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